Revi as reportagens criminais audaciosas de Mariana Van Zeller, no Canal National Geographic. E a mítica “Balada de Will Street”. E as séries do narcotráfico do “Odisseia”. Não encontrei nenhum procedimento semelhante à revista da PSP que obrigou as detidas a despirem-se. Nem na ficção, nem na realidade em situações mais graves.
A “Balada de Hill Street” ainda continua a inspirar ao “Furões” da PSP, mas faltam advogados nas esquadras portuguesas. A Ordem dos Advogados devia ter em permanência um advogado de turno, onde alguns policiais perdem a cabeça.
Eu já fui detido por estar sentado num dos largos portões da Fundação Gulbenkian. E frente à Esquadra da Damaia porque causa do barulho do motor do meu UMM. E na zona no Casal Ventoso… em reportagem. E identificado no Parque das Nações, por ter raspado um pin de borracha. Mas nunca me pediram para me despir de pirilau à vista.
O que aconteceu há já uma semana foi um corte de trânsito numa rotunda de acesso ao aeroporto de Lisboa por duzentas pessoas. E nada mais. Nem foi o Sporting, nem a final da Taça, nem o Ramadão, nem a manif no Rossio, etc.
Mas na rotunda, a PSP deteve 26 dos 200 manifestantes e as mulheres “foram alvo de revistas injustificadas, tendo sido forçadas à nudez (nalguns casos sem roupa interior)”, segundo a queixa de uma das ativistas detidas.
Admira-me muito que a deputada Isabel Moreira não tenha posto a Assembleia da República ao rubro. E que o Diretor da PSP Magina da Silva esteja em silêncio. Do ministro Cabrita, já sabemos o que contar.



O que aconteceu a essas mulheres foi pratica de crimes por parte da PSP. Os elementos que assim procedem deviam ser imediatamente expulsos da Policia