Os hábitos de consumo dos portugueses alteraram-se profundamente desde o início deste século, o que acabou por obrigar os negócios a procurarem formas alternativas de tornar a sua experiência de compra mais atrativa, de modo a cativá-los.
Do atendimento à personalização da jornada de compra, muitas são as alterações que o retalho português tem vindo a sofrer, mas talvez nenhuma com tanto impacto como a introdução de pagamentos digitais.
O que é um “pagamento digital”
Tal como o nome faz entrever, os pagamentos digitais são transações realizadas sem recurso a dinheiro físico (moedas e notas), utilizando, no seu lugar, métodos de pagamento contactless ou cashless.
Entre a grande variedade de métodos de pagamento digitais existentes no mercado português, contam-se os cartões contactless (débito e crédito), as carteiras digitais (Google Pay, Apple Pay, etc.), o MB WAY, os cartões virtuais e as transferências bancárias.
No entanto, para que este tipo de pagamentos possa acontecer, os retalhistas têm de equipar os seus negócios com soluções transacionais capazes de aceitar estes métodos. Tal é o caso, por exemplo, do TPA Android Smart da REDUNIQ, um terminal de pagamento automático que permite ao retalhista receber pagamentos digitais através de cartões contactless, PIN, carteiras digitais e MB WAY.
Porque o digital é um mundo de possibilidades infinitas, este TPA físico está habilitado a receber apps de gestão que tornam a vida de retalhistas e clientes mais simples, segura e aprazível.
Entre essas aplicações móveis, encontra-se a app Parcela Já com UNICRE, que, na prática, vem flexibilizar os pagamentos tanto físicos (através do TPA) como online (através do gateway de E-commerce), permitindo que os clientes paguem entre 2 a 6 prestações as suas compras sem juros sem que, no entanto, isso signifique que o negócio tenha de esperar para receber a totalidade da venda, já que este recebe sempre o respetivo valor no momento da compra.


Qual é o seu impacto na jornada de compra?
Como referimos, a introdução de pagamentos digitais no dia a dia dos negócios portugueses tem um impacto significativo sobre a jornada de compra do cliente, mas em que é que se consubstancia esse impacto?
Ao permitir aos clientes pagarem com métodos digitais, o negócio vai acabar por promover, antes de mais, o aumento do ticket médio (valor médio gasto em compras), dado que os consumidores não ficam presos ao dinheiro físico que trazem com eles.
Pela mesma razão, o número de vendas tende a aumentar e toda a experiência decorrerá com menos atrito, ou seja, sem que o cliente se depare, por exemplo, com meios de pagamento que não utiliza ou complexas formas de finalizar a sua compra.
Há, ainda, um importante aporte de conveniência (os pagamentos são rápidos e não obrigam ao manuseamento do cartão ou smartphone do cliente por parte do retalhista), da simplicidade e, acima de tudo, da segurança.
Neste campo, os pagamentos digitais caracterizam-se por introduzirem:
- Proteção dos dados por criptografia (tokenização);
- A validação de identidade através de dados biométricos, como a impressão digital, o face ID e a dupla autenticação, mediante chaves do conhecimento exclusivo do cliente (PIN, palavra-passe, etc.);
- A utilização exclusiva por cada cliente.
Quais são os pagamentos digitais que os clientes em Portugal mais valorizam?
Com o dinheiro físico em acentuado desuso, entram em campo diversos tipos de pagamentos digitais, mas quais são os mais valorizados pelos consumidores portugueses?
Segundo o Relatório dos Sistemas de Pagamentos do Banco de Portugal relativo ao ano de 2024, as transferências imediatas, como o MB WAY, têm-se afirmado como um dos meios de pagamento preferido dos portugueses, tendo experienciado um aumento de 46,4% em número de operações realizadas e 47,2% em valor movimentado.
Além do MB WAY, as carteiras digitais (como o Google Pay e o Apple Pay, que dispensam a utilização de cartões físicos) somaram, em 2024, mais utilizadores do que em anos transatos.
Apesar do crescimento destes dois meios de pagamento, o maior destaque vai, sem dúvida, para os cartões, sobretudo os contactless, que, no ano passado, foram o “instrumento de pagamento eletrónico mais utilizado, tendo correspondido a 89,5% do número de pagamentos do SICOI (88,9% em 2023)”.
A referência que fizemos ao contactless não foi um acaso, já que as transações com recurso a esta tecnologia cresceram 24% em quantidade e 26,9% em valor, tendo sido utilizada em 1,4 mil milhões de operações, com um valor médio por transação de 25,4 euros. Aliás, em 2024, 56,7% das compras presenciais foram realizadas com cartão contactless, especialmente nas áreas da restauração e do comércio a retalho.
Este aumento da procura de pagamentos por contactless levou, paralelamente, ao crescimento de 5,2% na instalação do número de terminais de pagamento automático (TPA) com tecnologia contactless instalada.



