
Tinha um gosto especial pelo desenho, existindo vários trabalhos seus nos arquivos da família. Como era daltónico, evitava colorir os seus desenhos, preferindo, por isso mesmo, o desenho a lápis e a tinta-da-china. As poucas vezes que se atreveu a aguarelas nota-se que as cores estão erradas.
Desenhou diversos motivos, socorrendo-se, na maioria das vezes, de pinturas de autores conceituados como Diego Velázquez, Domingos Sequeira e Roque Gameiro. Assinava sempre os seus trabalhos com a assinatura “FPombeiro” e, mais raramente, Fernando Castelo Branco.
Alguns desenhos a tinta-da-china que fez de sua autoria são de paisagens e de trabalhos agrícolas, que registou ao vivo na Quinta da Foja, na Figueira da Foz, quinta fundada, em 1185, pelos Frades Crúzios e adquirida em 1834, em haste pública, por José Ferreira Pinto Basto, seu sogro.


Segundo o seu filho, D. António de Castelo Branco, era um bon vivant. Frequentava regularmente convívios, gostava de touradas, chegando a ir a Espanha para assistir a espetáculos tauromáquicos. Deixando alguns desenhos de espetáculos a que chegou a assistir.

É um dos quatro fundadores do Sporting Clube de Portugal, que teve origem no Verão de 1905, no Passeio Maria Pia, em Cascais, durante conversas que teve com os seus primos José Alfredo Holtreman Roquette, José Viana Ferreira Roquete e António José Roquette Rebelo de Andrade. O emblema do clube foi, então, inspirado no brasão que D. Fernando de Castelo Branco tinha no anel de ouro que usava no dedo (brasão de Castelo Branco e condes de Pombeiro): um leão rampante, de ouro, sobre campo azul. A pedido de D. Fernando Pombeiro, decidiu-se que seria de prata o leão rompante e a cor escolhida pelos primos o verde. A 1 de Julho de 1906, o clube foi oficialmente fundado. Em 1907, a Casa Anjos de Lisboa apresentou o símbolo, em que o leão foi mudado para a cor de ouro com o fundo em verde.


A 10 de Fevereiro de 1909, a Câmara Municipal de Cascais atribui a seu nome a um arruamento onde morava, que se inicia na Rua dos Navegantes e finda na Avenida Vasco da Gama, em Cascais.
D. Fernando de Castelo-Branco Correa e Cunha de Vasconcelos e Sousa nasceu a 2 de Maio de 1852, na freguesia dos Anjos, em Lisboa, e faleceu a 9 de Agosto de 1920, na sua Quinta da Foja, na Figueira da Foz.



