A RÚSSIA E A COREIA DO NORTE

A Rússia e a Coreia do Norte subscreveram um tratado de parceria que engloba apoio mútuo militar em caso de agressão a um deles.

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O que motiva a Rússia é evidente: abrir mais uma frente de preocupação aos EUA e poder recorrer a um dos maiores exércitos do mundo, em termos numéricos. Dados de 2019 dizem que, nesse ano, as Forças Armadas da Coreia do Norte teriam 1 280 000 soldados e 600 000 reservistas.

Os militares norte-coreanos estão familiarizados com armamento russo e poderão preencher as necessidades russas na frente de batalha com a Ucrânia sem grandes problemas operacionais.

Na guerra contra a Ucrânia, a Rússia não defronta apenas o exército ucraniano, mas uma ampla coligação de países que fornecem à Ucrânia armamento e financiamento, além de um grande número de soldados a título de “instrução militar” e de “voluntários” a que a Rússia prefere chamar mercenários. Os estrangeiros a combater nas fileiras ucranianas são estimados em milhares de militares.

As motivações coreanas são igualmente fáceis de imaginar: aquisição de know-how no manejamento de armamento mais sofisticado que ainda não faça parte dos seus arsenais, ficar credor para eventuais solicitações à Rússia no futuro, alinhar com a China numa frente comum face aos EUA.

O Tratado de Parceria Estratégica Abrangente entre a Rússia e a Coreia do Norte é mais um sinal do que se prepara para um futuro próximo: o confronto entre o bloco ocidental e o bloco oriental.

O presidente russo Vladimir Putin já submeteu à Duma (câmara baixa do parlamento russo) o projeto de lei para ratificar o tratado.

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