CALDINHO DE COMPADRIO

Ministro Cravinho nega tudo, mas não convence a oposição. Resta saber se convence a opinião pública.

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cartoon de Hélder Dias

É uma bronca das antigas. Paulo Branco, ex-diretor dos Serviços de Gestão Financeira do Ministério da Defesa Nacio­nal, arguido num processo de corrupção e branqueamento, incrimina o ministro Cravinho. Isto é, diz que fez o que fez às ordens do ministro Cravinho, à época com a pasta da Defesa.

Em causa estão alegados pagamentos por trabalhos fictícios a um outro membro do Ministério da Defesa, Marco Capitão Ferreira. A ser verdade, um caldinho de favores bem temperado com compadrio.

Branco vai ainda mais longe, envolve a atual ministra da Defesa, a quem terão sido financiadas investigações académicas, apenas porque dava jeito “um carimbo científico” para divulgação de determinados dados. Helena Carreiras diz que é tudo mentira.

Segundo o jornal Expresso, no site do ISCTE estão dois estudos financiados pela Direção-Geral de Recursos de Defesa Nacional (DGRDN) e um pelo Ministério da Defesa, que foram coordenados por Helena Carreiras, com o valor total de 20,4 mil euros, dos quais 10,8 mil euros foram para remunerar a investigadora.

Cravinho diz que não viu, não sabe, não conhece nada sobre o que se terá passado nas suas barbas quando foi ministro da Defesa. A oposição diz que uma pessoa assim não pode ter responsabilidades governativas. Só o PCP aconselha a esperar pelas investigações judiciais, desde que sejam céleres.

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