Sérgio Figueiredo, o “ayatollah de Barcarena”

Um dia, as comadres zangaram-se e não foi bonito de se ver. Agora que fizeram as pazes, continua a ser uma coisa feia.

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Lembram-se? O fim do programa de opinião de Santos Silva na TVI24, “Os Porquês da Política”, foi tudo menos pacífico. Santos Silva defendeu que a estação de televisiva teria prescindido da sua colaboração por questões políticas e por a sua voz ser incómoda.

recorte de artigo de Augusto Santos Silva publicado no Diário de Notícias em 29/07/2015

“(…) Antes que se faça tarde (…) é, pois, tempo (…) de avançar umas tantas conjecturas, à espera de refutação (…): a TVI já estará farta de comentadores inscritos em partidos políticos e, como já lá tem fartura que chegue de inscritos no PSD, não precisa de um inscrito no PS, (…) porque eu digo disparates e ninguém me vê (…), ou porque a minha voz se está a tornar muito incómoda neste clima de sufoco que vivemos”, escreveu também na rede social Facebook.

Sérgio Figueiredo ainda tentou pôr água na fervura, agradecendo a Santos Silva “pelo prestígio e qualidade de comentário”, mas Santos Silva não deixou cair a polémica nos jornais e chamou ao director de informação da TVI de “Ayatollah de Barcarena”.

recorte de artigo de Augusto Santos Silva publicado no Diário de Notícias em 29/07/2015

O jornalista perdeu a diplomacia e disse que o ex-ministro de José Sócrates “não é nenhum tonto” e que não voltou à TVI24 “por ser malcriado” e “não porque a sua voz é incómoda”.

No entanto, Sérgio Figueiredo (e muitos outros) sabe que “quem se mete com o PS, leva”. Ora, com um Plano de Recuperação e Resiliência de muitos milhões a aterrar num qualquer aeroporto socialista, não se importa (se calhar até tem prazer nisso, de tão treinado que está) de engolir seja o que for, desde que o ordenado seja equivalente ao de ministro. É a diferença, cada vez mais rara, entre quem tem valor e quem tem preço.

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