Chama-se José Cabeça e está na China, nos Jogos Olímpicos. Competiu na prova de fundo de esqui, 15 quilómetros de distância. Foi a primeira vez de Cabeça, demorou 49 minutos e 12 segundos… não só não foi o último a cortar a meta como foi o melhor resultado de sempre no esqui olímpico português.
Eram 99 esquiadores, José Cabeça chegou em 88º lugar. Nunca antes um português tinha feito melhor.
Como “esquiar” em Évora…
O que é mais fantástico é a história do melhor esquiador olímpico português de sempre. Há dois anos, a ver uma prova de esqui na televisão, teve o sonho de se tornar no melhor esquiador português. Nunca antes tinha sequer tocado na neve.
Se bem pensou, melhor o fez. À falta de neve, adaptou aos esquis umas rodinhas e vai de patinar (esquiar) pelas ruas de Évora. Uma história de espantar, de descoberta de capacidades inusitadas e um exemplo de perseverança, que já foi publicada em jornais e televisões de todo o Mundo…

Tanto treinou que conseguiu os mínimos olímpicos para poder representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Pequim.
José Cabeça é um daqueles casos que nos leva a perceber que se pode nascer no sítio errado. Fosse ele norueguês e vivesse rodeado de neve todos os dias e seria hoje campeão dos campeões.




