No campo de batalha, os adeptos do terror

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Um jogador com um pé partido, outro com ferimentos na cara. Cada uma destas ações levaram o árbitro a expulsar do campo o agressor. Se no primeiro caso (o pé partido) podemos considerar que se tratou de uma ação involuntária, a cabeçada foi evidentemente intencional. Para finalizar eventuais casos de polícia ocorridos no Sporting de Braga/Futebol Clube do Porto de 4ºfeira, temos as ameaças de morte proferidas contra o árbitro. Pelas ameaças de morte ninguém foi expulso de campo, até porque quem as proferiu nem estava lá. Mas nem em casa os “gorilas” dos clubes se apaziguam.

Parece que no futebol vale tudo, até mesmo tirar olhos. Partir o pé a um adversário tem de ter uma sanção. É uma agressão, voluntária ou não. E se é uma agressão tem de ter uma punição. Ainda assim, o agredido sai sempre mais penalizado que o agressor, nestas situações. Enquanto o agressor ficará sem jogar um jogo ou dois, o pé do agredido vai levar semanas a curar e o jogador terá, depois, mais algumas semanas de recuperação física. E ficam sempre traumas de difícil avaliação e que só o futuro revelará até que ponto terão influência na carreira do jogador que se aleijou.

na imagem, o momento em que o jogador do Futebol Clube do Porto esmaga o pé do adversário

Quanto à cabeçada, a expulsão é o único critério aceitável. O árbitro esteve bem. O árbitro vai agora apresentar uma queixa às entidades desportivas competentes e nas autoridades judiciais. Seria bom que os autores das ameaças pudessem ser identificados e irradiados do futebol, sejam eles membros de claques ou meros adeptos. Na verdade, quem ameaça de morte outro, é adepto do terror e não de alguma modalidade desportiva.

6 comments

  1. Este artigo é um nojo de tendencioso. Isto não é jornalismo, ó Narciso.
    Fazer um artigo contando metade da estória segundo a simpatia pessoal (ou ódio, neste caso), é prestar um péssimo serviço à verdade.
    No 1º caso, do pé partido, (malelo peronal) foi uma entrada violentíssima da vítima, que por acaso lhe saiu mal, porque se lhe saísse bem, estávamos agora a lamentar o pé partido…mas do outro. Aliás foi, durante o tempo em que jogou, o mais sarrafeiro de todos; basta ver o número de faltas cometidas pelo Braga, algumas delas para vermelho direto, porque os jogadores já sabem que podem “assassinar” o Porto em campo porque têm a complacência dos árbitros.
    Chamam a isto falta de competência? Eu chamo-lhe crime intencional para derrotar uma das equipas. Nem os adeptos dos azuis e brancos estavam à espera duma arbitragem séria e de qualidade, mas esta ultrapassou todos os limites.
    Quanto à cabeçada, ó Narciso, conta tudo! Primeiro foi as mãos ao pescoço dum “encarnado do norte” ao jogador do Porto. Não satisfeitos, veio outro e deu-lhe uma peitaça. Isso não foram agressões e/ou tentativas? Come reagirias tu ao ser assim provocado depois de teres visto um colega ser infamemente expulso, recolher ao balneário num choro compulsivo de raiva por ser vítima de tamanha injustiça?
    Os nervos estavam em franja por culpa daquele arremedo de árbitro qual “garnizé alentejano”, saltitando no campo apavorado, descontrolado, sem saber o que fazer.
    A corja benfiquista não tem emenda. estão a desgraçar o futebol nacional. Se não fosse o F.C.Porto a honrar o futebol português na Europa, só teríamos, como temos, os outros que são equiparados a equipas do terceiro mundo.

    • E um artigo de opinião. Você é livre de não concordar com a minha opinião, evidentemente. O que aqui se comenta são os lances mencionados, não o jogo, Quanto a ser tendencioso, nota-se quem o é. Você é que acha que a vítima é quem partiu o pé ao outro e não quem ficou aleijado. Você é que acha que há todo direito de dar cabeçadas aos outros depois de alguém lhe ter posto a mão no peito. Deve ser por serem do seu clube. Eu não tenho o problema de que você sofre, não alinho em clubes. Ó António, não se enerve tanto com as opiniões dos outros e veja se deixa de ser tão avesso às cores da Bandeira Nacional.

      • quando nos metemos a escrever/comentar/opinar sobre o que não dominamos!? inevitavelmente dá asneira! deixando juízos valorativos e clubites de lado…ocorre me dizer “não havia necessidade” de tal artigo! O jornalista Carlos Narciso, pelo seu passado experimentado (perseguições pessoais), defesa da honestidade intelectual contra “manipulação de factos”,…vale o que vale. Uma declaração de interesses no inicio do artigo! teria elucidado os leitores (sobre cores e futebóis)!Na minha humilde opinião! Contra o terror, nada justifica a violência!

        • Não tenho pretensões de perceber de futebol, nem a crónica em questão trata disso. A crónica fala de violência e baseia-se nas jogadas (não no jogo) em que essa violência ocorreu. Percebe-se que se incomodou porque a coisa mexe com o seu clube… mas tem de ter paciência. Quando alguém parte o pé a outro, normalmente isso tem consequências judiciais. Se você atropelar alguém e lhe partir um osso, é julgado e condenado mesmo se o juiz considerar que se tratou de um acidente, que não foi uma agressão premeditada. Chama-se a isso negligência na condução automóvel. Uma cabeçada já não é um acaso, é mesmo agressão. Uma cabeçada na via pública pode dar direito a alguns dias de cadeia remíveis a dinheiro e a ter de pagar uma indemnização ao ofendido. isto se não o tiver magoado muito. Passe bem.

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