O mistério da morte de um homem rico

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Não se diz uma única palavra sobre Sindika Dokolo na pastelaria mais afamada de Lisboa, o Careca, no Restelo.  O dono é de poucas palavras. Ali comem-se croissants encharcados em açúcar.

Também não se fala de Nuno Cunha, o gestor do EuroBic que se enforcou em casa e morava ali bem perto. Entre Sindika e Nuno existiam fortes ligações. Mas os clientes endinheirados do Careca querem é bons bolos. Como qualquer português.

A morte de Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos, é um mistério. A de Nuno Cunha também. Teorias de conspiração não faltam.

Não se compreende o afogamento de um desportista acusado de desviar 20 mil milhões de dólares de Angola. A acusação é de João Lourenço a Isabel dos Santos. Estará Isabel a “expiar pecados” antigos?

O processo começou há dois anos e vitimou logo Nuno Cunha, do Eurobic, 45 anos, gestor português de confiança de Isabel dos Santos. Foi encontrado enforcado numa garagem do bairro chique do Restelo em Janeiro de 2020. Dizem que foi a segunda tentativa de suicídio.

Nuno autorizou a transferência de milhões da petrolífera Sonangol. A gota de água foi a transferência de 38 milhões de dólares enviados para o Dubai depois de Isabel ter sido despedida pelo presidente Lourenço. No Dubai apareceu agora afogado Sindika, congolês, de 48 anos, amante de diamantes. Sabiam que Sharon Stone passeou joias da falida “De Grisogono”, a joalharia de luxo suiça propriedade de Sindika e Isabel?

O mundo de Isabel dos Santos virou uma teia infernal que nasce em Baku, na Rússia. Só falta Putin entrar na história a comer croissants.   A residência do seu embaixador fica a 300 metros da mítica pastelaria do Careca, no Restelo. Onde todos continuam de boca cheia de bolos. E não se fala de boca cheia.

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