Covid-19: 78 mortes e falta de senso no Pingo Doce

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Portugal regista hoje mais 78 mortos relacionados com a covid-19 e 5.839 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Este é o segundo pior registo de mortos com covid-19 e de novos casos de infeção em 24 horas, desde o início da pandemia, em março. Em todo o território nacional, há 2.794 doentes internados (um novo recorde), mais nove que ontem, e 383 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos oito do que na quarta-feira.

No total, segundo os dados da DGS, Portugal já registou 3.181 mortes devido ao covid-19. Das 78 mortes contabilizadas nas últimas 24 horas, 45 ocorreram na região Norte, 25 na região de Lisboa e Vale do Tejo, seis na região Centro e duas no Alentejo.

Pingo Doce, durma cá

Os supermercados Pingo Doce tinham anunciado que iam passar a abrir às 06h30 da manhã, certamente para compensar as medidas restritivas da mobilidade das populações que podem causar alguma diminuição das vendas, embora essas medidas não impeçam ninguém de sair de casa para ir às compras.

Mas o grupo Jerónimo Martins já se celebrizou por ter iniciativas polémicas onde, mesmo que não seja essa a principal intenção, se mistura política com gestão comercial. É o caso das tristemente célebres promoções no dia 1 de maio, por exemplo.

Mas depois das autarquias de Lisboa e Cascais terem proibido a abertura dos Pingo Doce a essa hora, a decisão foi revogada pelos administradores do grupo Jerónimo Martins e, assim, os supermercados irão abrir à hora do costume. Uma retirada estratégica para evitar mais proibições municipais.

O anúncio da abertura das lojas Pingo Doce às 06h30 da manhã provocou uma onda de protestos nos media, incluíndo redes sociais, evidentemente, onde a contestação atingiu níveis de criatividade muito interessantes, exemplo do quadro que mostramos aqui.

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