Bom e barato não existe.

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Eu conheço jornalistas afastados por serem bons, imaginem! Escrevem bem e sem receios e são despedidos.

Baptista Bastos queixou-se de coisa idêntica, há anos. O Diário Popular acabara e ele não conseguia emprego. E ele era muito bom.

O ser muito bom tornou-se um problema, quando o jornal português mais popular vende 66 mil exemplares. O outro, o das elites, não passa os 16 mil/dia. A tendência é então baixar a qualidade, cativando as classes económicas C e D (com menos recursos). Até porque escasseia o dinheiro para textos mais pensados ou coisas mais investigadas.

fonte APCT http://www.apct.pt/analise-simples

Em tempos tive uma inveja-leal desses meus amigos. Agora tenho raiva, não deles, mas de quem lê os títulos do Google e… já está! Perdeu-se o interesse pela leitura, quando chegou o comando de tv. E se a história dura mais de 1 minuto e meio… zás! mudamos de canal. E a ligeireza no abandono dos jornais e dos livros é igual ao nosso desinteresse pelos museus, teatro e cinema. Estamos sempre cansados, desatentos e frágeis. Há uns anos telefonávamos a um amigo, agora enviamos um sms ou um messenger.

Os bons jornalistas não querem escrever textos do tamanho de um pacote de açúcar. Ah! Sim? Então acabou-se o café. Que tristeza!

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