NETANYAHU É CORRUPTO

O jornal inglês the Guardian traz uma notícia sobre um pedido de perdão presidencial que Benjamin Netanyahu enviou ao Presidente de Israel, Isaac Herzog.

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O primeiro-ministro Netanyahu está envolvido num escândalo de corrupção, acusado de receber dinheiro de países árabes para facilitar negócios e cedência de tecnologia entre Israel e esses países.

O pedido de perdão presidencial é um extenso documento de 111 páginas, onde os advogados de Netanyahu justificam o alegado crime por “motivos de interesse nacional”.

O simples facto de existir um pedido de perdão, mesmo antes de uma decisão judicial (o caso anda nos tribunais há já cerca de 5 anos), revela que Netanyahu cometeu mesmo o crime de que é acusado. É uma espécie de confissão, como se o próprio estivesse a dizer “eu sou corrupto, mas desculpem lá”.

Segundo o The Guardian (o artigo é assinado pelo correspondente em Jerusalem), o gabinete do Presidente confirmou ter recebido o documento e informou que Herzog irá analisar a questão cuidadosamente, ouvir opiniões e decidir em conformidade.

Na opinião pública israelita e nos meios políticos, não está a ser considerado normal que exista um pedido de perdão antes de haver uma condenação. Além disso, segundo afirma o autor do artigo, um perdão presidencial preventivo será difícil de justificar e não deixará de ter consequências políticas. Seria necessário que Netanyahu assumisse publicamente a culpa, coisa que o primeiro-ministro isrelita não deve estar disposto a fazer.

Na televisão, Netanyahu afirmou mesmo que “está interessado“ em provar a sua inocência, mas que o “interesse nacional” exige que tome “um atalho” de forma a terminar com um caso que já se arrasta desde 2020 nos tribunais.

Israelitas protestam após Netanyahu ter solicitado um pedido de perdão para si próprio ao Presidente Isaac Herzog. O primeiro-ministro de Israel é investigado em três casos de corrupção e suborno, que podem levá-lo a até 10 anos de prisão caso seja condenado, Telavive 1 de dezembro 2025

Os críticos de Netanyahu dizem acreditar que a guerra em Gaza foi provocada para que Netanyahu tivesse argumentos de “interesse nacional” para pedir que o processo seja arquivado.

Um esquema que a oposição política israelita diz que jamais aceitará. Por exemplo, Yair Lapid, do Partido Yesh Atid, publicou nas redes sociais uma mensagem que enviou ao Presidente Herzog, onde diz que “Netanyahu não pode ser perdoado, sem antes admitir a culpa, demonstrar arrependimento e retirar-se imediatamente da vida pública”. Yair Golan, do partido Democrático, sentenciou que “só os culpados procuram perdão” e aconselhou Netanyahu a reconhecer que cometeu os crimes de que está acusado.

Para os que dominam a língua inglesa, fica aqui o recorte do artigo publicado pelo The Guardian.

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