Duas professoras foram expulsas sumariamente da atividade que exerciam no Estabelecimento Prisional de Alcoentre. A expulsão da docentes terá sido justificada pela direção daquela cadeia pela suspeita das professoras em questão serem informadoras da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), sobre situações que se passavam no interior da prisão.
Ao tomar conhecimento desta situação, a APAR, em comunicado, reagiu dizendo que se trata de “um absurdo abuso de poder, para mais baseado numa suspeita sem fundamento”.
A expulsão das professoras deitou por terra o trabalho de um ano letivo, impediu que as avaliações finais dos reclusos estudantes tivessem sido feitas e impossibilitou a conclusão de vários cursos de formação profissional.
No comunicado da APAR está escrito que ambas as professoras são docentes respeitadas, uma delas “com onze anos de excelente trabalho no Estabelecimento Prisional de Alcoentre” e que, nenhuma delas, podem, “em circunstância alguma, ser prejudicadas por uma decisão incompreensível e ilegal.”
A APAR sempre teve e terá informações provenientes do interior dos 49 Estabelecimentos Prisionais existentes no país, transmitidas tanto por reclusos, como por familiares de reclusos, trabalhadores da DGRSP e dos próprios guardas prisionais e afirma que nunca “indicará o nome das suas fontes”.



