FESTIVAL DE PROTESTOS

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No palco foi apenas um desfile de canções, na plateia e nas ruas foi um desfile de protestos contra a participação de Israel. Mais do que contra a participação israelita, os protestos foram contra a permissividade da organização do festival que não quis condenar a política genocida de Israel. Se a realização televisiva conseguiu sem dificuldade fingir que não estava a acontecer nada, já a transmissão em direto via centenas ou milhares de telemóveis deu a verdade a conhecer ao mundo.

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Os ativistas pró-Palestina foram retirados à força da arena, mas o objetivo do protesto foi alcançado. Mostraram aos palestinianos que, apesar de tudo, eles não estão sozinhos, mesmo se são eles quem morrem. O protesto mediático é, por enquanto, a única arma possível contra os bombardeamentos do Estado genocida.

Não se pode dizer que alguém possa ter sido apanhado desprevenido por estes protestos, eles deram a volta ao mundo várias vezes através das redes sociais e alguns canais de televisão, durante os dias que antecederam a final do festival. Em Espanha, os protestos envolveram até membros do Governo e a TVE abriu a transmissão do ferstival com a seguinte mensagem: “Quando estão em causa os direitos humanos, o silêncio não é uma opção. Paz e justiça para a Palestina.”

A mensagem com que a televisão pública de Espanha deu início à transmissão do Festival da Eurovisão

Poucos tiveram a mesma atitude, o que é lamentável. A subserviência da RTP foi paradigmática, silenciando por completo os protestos, como se não tivessem existido.

Ao contrário, a televisão belga cortou a transmissão durante a participação de Israel na Eurovisão com uma mensagem a juntar-se ao boicote contra o genocídio sionista.

A mensagem colocada no ar pela televisão bekga durante a transmissão da canção de Israel

O televoto português deu a Israel a pontuação máxima. Em vez de censurarmos o povo, lembremo-nos que basta haver alguma organização e dinheiro para gastar e consegue-se manipular sem dificuldade este tipo de votação, colocando computadores a fazer chamadas telefónicas. Além disso, não devemos menosprezar o militância dos judeus sionistas espalhados pelo mundo, nomeadamente pela Europa e a eficácia das campanhas de marketing político e de propaganda pagas pelo Estado genocida. Quase conseguiram dar a vitória à canção israelita.

Nada disto, no entanto, justifica o branqueamento dos protestos. Na reportagem que a RTP exibe no seu site, os protestos não existiram.

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