CHEGA DE FOMENTAR A VIOLÊNCIA

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A queixa-crime contra as declarações dos deputados Ventura e Pinto ou o processo aberto pelo Ministério Público, dificilmente resultarão numa condenação em tribunal dos dois políticos porque eles se resguardarão recorrendo aos mecanismos de impunidade que o sistema lhes proporciona.

O Chega e os seus líderes acabam por beneficiar dos privilégios a que cidadãos comuns não têm acesso. Podem cometer crimes e sabem que não serão julgados. A imunidade parlamentar poderá ser retirada por decisão da Assembleia da República. Já aconteceu antes, pode ser que volte a acontecer agora, mas isso apenas obriga os deputados a responder às questões que lhes forem colocadas pelos inquiridores do Ministério Público.

O crime que Ventura e Pinto terão cometido insere-se no incitamento ao ódio. Aliás, Ventura tem estimulado sentimentos agressivos contra minorias étnicas, imigrantes, semeando medo e insegurança ao inventar culpados para os problemas da sociedade portuguesa. A morte de Odair Moniz, morto pela polícia sem motivo aparente, pode atribuir-se a essa sementeira de ódio e de medo que o Chega tem feito.

deputado Pinto caricaturado por Hélder Dias

A polícia que disparava a matar era a que existia no tempo de Salazar. Quando o deputado Pinto disse que se os polícias “disparassem mais a matar, o país estava mais na ordem”, estaria ainda a salivar do gozo que lhe provocou o que Ventura disse antes: “nós não devíamos constituir este homem arguido; nós devíamos agradecer a este polícia o trabalho que fez. Nós devíamos condecorá-lo e não constituí-lo arguido, ameaçá-lo com processos ou ameaçar prendê-lo”. O elogio a quem matou exorbitando o poder que a farda da polícia lhe confere, o apelo à morte de cidadãos às mãos da polícia.

Isto tudo é vergonhoso, a queixa-crime serve principalmente para congregar quem se opõe à selvajaria proposta pelo Chega. A ação de cidadãos – queixa crime contra André Ventura e Pedro Pinto está neste link.

recorte da petição

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