‘SPECIAL ONE’ VAI SER DESPEDIDO

O 'special one' da indústria automóvel, Carlos Tavares, vai ser forçado a abandonar a liderança da Stellantis.

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O anúncio foi feito agora em Detroit, nos EUA,  pelos acionistas norte-americanos que não gostaram de saber que os seus lucros iam diminuir significativamente no final de 2024.

O problema da Stellantis está localizado no mercado americano, onde as vendas das marcas Jeep e Chrysler caíram, marcas que normalmente produzem grande parte dos lucros da Stellantis nos EUA.

Sob a liderança de Carlos Tavares, a Stellantis tornou-se uma das mais importantes fabricantes de automóveis do mundo. Foi ele quem, em 2021, delineou a fusão entre a Fiat-Chrysler e a PSA, fabricante da Peugeot, onde Tavares foi presidente do conselho desde 2014.

Durante anos, os lucros obtidos provocaram inveja nas empresas concorrentes e deliciaram os acionistas, até que as guerras em curso provocaram aumento dos custos de produção, cortes nas redes de fornecimento, contração de várias economias nacionais, quebra nas vendas e a diminuição dos lucros. A juntar a isto, as complicações inerentes à transição dos motores de combustão para os elétricos. Os acionistas não querem saber de minudências e procuram já o novo mago que lhes traga o lucro gordo de volta.

As ações Stellantis, que congrega as marcas Chrysler, Jeep, Fiat, Citroën e Peugeot, caíram mais de 55% desde março, um mau desempenho avaliado num corte no valor do grupo em cerca de 47 mil milhões de euros.

Rumores imediatamente desmentidos por Tavares e o CEO da Renault, Luca de Meo, mencionaram a existência de negociações entre ambos para a entrada da Renault no grupo Stellantis. A ideia seria criar sinergias, aproveitar economias de escala, para encontrar soluções para gerir com sucesso a competição com outras construtoras, nomeadamente as chinesas.

Os rumores sobre a ligação entre a Stellantis e a Renault chegaram à imprensa que noticiou a vontade do governo francês – que é o maior acionista da Renault e também tem uma participação na Stellantis – em estudar planos para uma fusão entre os dois grupos.

Não há fumo sem fogo, mas parece que já nada vai salvar Carlos Tavares da reforma “compulsiva”.

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