A invisibilidade dos deputados

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Morreu um deputado da Nação. Chamava-se António Topa e ninguém o conhecia fora da terra dele. O PSD lamenta a perda de um militante fiel. “Era um homem sério, leal e grato”, escreveu Rui Rio à laia de epitáfio.

Na página da Assembleia da República, lemos que Topa foi Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Santa Maria da Feira, Presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Aveiro, vereador e membro da Assembleia Municipal de Santa maria da Feira. Ou seja, fez o percurso normal dos que chegam a deputados, por ali ficam quase sem abrir a boca nem dar nas vistas até se irem embora.

Todos lamentamos a morte de alguém aos 67 anos, tão novo ainda. Não é disso que trata este artigo. Estamos aqui a lamentar, mais do que a morte de alguém, a invisibilidade de um deputado que, durante duas legislaturas, não fez nada que se tivesse notado. Não se trata de haver suspeita de que António Topa tenha tido algum comportamento censurável. O deputado manteve ligações com várias empresas de que era sócio-gerente, fazia parte dos corpos sociais de algumas associações e mantinha atividade profissional como independente, na área da engenharia civil. Mas a única suspeita que pode haver é a de que não precisava de ter aceite o lugar de deputado que o partido lhe ofereceu.

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