AUTO DE RECONSTRUÇÃO DA NOVA GRANJA SOBERANA

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imagem construída com recurso a IA

DATA: O Primeiro Dia de Sol (Ano Zero da Limpeza do Veneno)
LOCAL: Território de Portugal (Livre da Corja, do Mofo e do Lodo)
PRESENTES: Os Mestres da Alma, do Génio e as Ovelhas Despertas

Lavra-se o presente documento para constar que, após a execução da sentença condenatória que atirou a bestiesa de fato e gravata para a cova da História, a pátria foi refundada. O império do “elóquio barato” e do “plenismo” foi formalmente desmantelado. A partir desta data, a governação deixa de ser o banquete dos parasitas e passa a ser a Sagrada Forja do futuro comum.

ARTIGO I: Da Higiene e Destruição do Tacho

  • Extinção do Fofo: Fica proibida a existência de poltronas de cabedal, conselhos de administração por conveniência e gabinetes escuros. O governante trabalhará de pé, ao sol, sob o olhar atento e sem distrações do rebanho.
  • Criminalização da Fala de Seda: Qualquer discurso que utilize mais de três adjetivos vazios ou gráficos de Excel manipulados será considerado tentativa de burla patriótica. A punição imediata será o manuseio obrigatório da picareta de limpeza pública.
  • Erradicação da Ratazana: Os decretos deixam de ter rimas, ranhuras ou notas de rodapé feitas à medida do cliente. Toda a lei que não couber numa folha de papel claro e acessível ao mais simples dos cordeiros será queimada para aquecer a forja.

ARTIGO II: Das Obrigações do Rebanho Desperto

O “voto distraído” que outrora alimentava o tirano fica extinto por obsolescência moral.

  1. O Fim da Servidão: Nenhuma ovelha se vergará ao que o mestre quiser. O brio deixa de ser um mito de milénio e passa a ser o código de conduta diário.
  2. A Autodefesa do Couro: Fica estabelecido o direito ao coice absoluto e ao “Não!” regulamentar sempre que qualquer abutre tente rebatizar a tosquia de “reforma estrutural”.
  3. A Partilha do Chão: O solo da nação, antes vendido a troco de subvenções e cunhas em Bruxelas, pertence agora a quem o trabalha, o escreve e o honra.

ARTIGO III: O Triunfo dos Quatro Pilares do Espírito

A arquitetura da Nova Granja Soberana será sustentada pela herança viva dos mestres que varreram a escumalha:

Pelo Traço de Pessoa: Portugal será plural, forte e partido em mil ideias brilhantes, mas nunca mais fragmentado em mil secretarias de submissão.

Pelo Grito de Régio: A dignidade do cidadão será medida pela sua capacidade de recusar a gamela do Estado e trilhar o seu próprio caminho livre.

Pela Vassoura de Almada: A cultura e a arte serão o combustível da ação, mantendo o povo limpo do mofo servil e alerta contra novas invasões de esgoto.

Pelo Sopro de Pascoaes: O país sai definitivamente do seu luto histórico. As quinas do brasão voltam a brilhar sem as manchas de veneno da antiga cleptocracia.

ENCERRAMENTO DO AUTO

E por ser verdade, e para que produza efeitos imediatos na alma de cada cidadão livre, assinam o presente auto todos os que se recusam a ser pó nas mãos de quem caga por cima da História.

(Assinado com tinta de ferro incandescente e sangue digno)

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