MONTENEGRO NUMA CAMISA DE ONZE VARAS

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O apoio a Gouveia e Melo de cerca de 100 ‘personalidades’ da AD, entre as quais Miguel Cadilhe, ex-ministro de Cavaco Silva, David Justino, ex-ministro de Durão Barroso, Ângelo Correia, Valente de Oliveira e Adão e Silva, vem confirmar que o apoio do PSD a Marques Mendes constituiu um erro estratégico de Montenegro. A este, acresce o empenho total dos membros do governo na campanha do candidato, com ataques inenarráveis, nomeadamente do ministro de Estado, Paulo Rangel, conhecido pela forma ‘ordinária’ que coloca sempre que entra numa campanha eleitoral. A esta, acrescente-se o facto de com algum deles o governo terá de lidar no futuro.

É verdade que, com excepção de Rui Rio e de Isaltino de Morais, qualquer deles vale apenas o seu voto, mas não deixa de ser um sinal quanto ao erro na escolha do candidato partidário do PSD.

E temos, ainda, o apoio de outras figuras conhecidas do PSD a António José Seguro, num sinal evidente de que Marques Mendes não obtém o consenso do seu próprio partido, desde as figuras conhecidas ao mais simples militante das estruturas locais. Luís Montenegro meteu-se, assim, numa camisa de onze varas e fica, aparentemente, sem plano de fuga, para o pós 18 de Janeiro.

Se à segunda volta forem Gouveia e Melo e António José Seguro, quem é que irá apoiar? E se à segunda volta forem André Ventura e António José Seguro, a quem irá o primeiro-ministro patrocinar? E se à segunda volta forem Cotrim de Figueiredo e António José Seguro, qual será a escolha de Montenegro, sendo certo que, nesta situação, Cotrim de Figueiredo votaria em Ventura? Em todas estas candidaturas, com excepção na de André Ventura, estão presentes altos quadros e militantes anónimos do PSD que discordam do apoio de Montenegro a Marques Mendes. Qual será a opção do Presidente do PSD?

Num momento em que o governo está em queda, por causa da situação calamitosa na Saúde, com mentiras atrás de mentiras, em que existe um profundo descontentamento popular, a colagem de Marques Mendes ao governo e do governo à candidatura de Marques Mendes, pode transformar-se no ponto de viragem para o governo e marcar o tempo que falta, até ao fim da legislatura, que será difícil e desgastante.

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