Desta feita, haverá ocasião de apreciar, em Cascais, a técnica de muito singular requinte estético de que é paladino Ormond Fannon. Inglês de naturalidade, cascalense já por adopção (aqui reside há mais de meio século), Ormond Fannon foi docente de Artes Plásticas na Saint’s Julian School, aí tendo também exercido funções de responsabilidade.

Decidiu, como artista, encarar a realidade com outro olhar, multiplicando-a. Seleccionou imagens captadas pela sua objetiva e, em jeito de azulejo, agarrou pormenores e divertiu-se a espalhá-los na tela, aqui e acolá. Um verdadeiro desafio ao olhar perante um efeito estético verdadeiramente insustentável. Não é azulejo, mas parece. E resulta muito bem.
O visitante não deixará de se entreter (é o termo!) a miudamente observar cada quadro: «Visita a D. Pedro em Cascais», «Cantinho pitoresco em Cascais», interpretações várias do Cabo Raso, «Marina de Cascais», «Praias impossíveis» (este, um dos quadros que maior interesse despertará., estou certo), «Há festa na aldeia (Malveira da Serra)»…


Teve honras de solenidade a inauguração da mostra na tarde do passado dia 21, mormente por ser a primeira exposição a realizar sob a nova presidência do Executivo. Além de Francisco Kreye (presidente da Junta), fez questão estar presente Luís Capão, vereador camarário com o pelouro da Cultura. Ambas as presenças emprestaram, pois, ao acto significado especial: de patentear a intenção, que consta do programa autárquico – a ambos os níveis – de se prestar particular atenção à Cultura, em todas as suas vertentes. Congratulamo-nos.


A exposição de Ormond Fannon estará patente até 27 de Fevereiro, visitável dentro das horas normais de expediente da Junta.



