QUANDO O JORNALISTA JÁ MORREU

UMA CRÓNICA DE COSTUMES

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Dizem que são os artistas que criam a realidade. Não. Nunca um artista criou a realidade, esse acto é desígnio do jornalista. Nas arquitecturas dos meios audiovisuais, onde campeiam ordens com uma sequência de tarefas previamente definidas, onde a finalidade é pretender muitas audiências e muitos leitores, assim, surge a tarefa de sequenciar lógicas “fictícias” para criar situações, ou personagens, de modo a criar um consenso forjado para o povo, dando ideia que veio do povo, a criação de uma personagem “absolutamente necessária”, a criação de uma “necessidade”.

Nessa arquitectura utiliza-se também uma nova ferramenta: o algoritmo. O algoritmo dispõe, o algoritmo alcunha, o algoritmo cria uma ficção. A manobra sobre o algoritmo é que determina o que queremos. O algoritmo o que é? É um conjunto de sequências escritas, limitadas, expostas de forma muito clara, criadas para resolver um problema. Nada mais. Quem o criou? Os engenheiros informáticos. Ou seja, somos nós o problema quando organizamos o algoritmo.

Então, o jornalismo pode criar um artista, um político, um mito ou até uma ficção, caminhos para servir “senhores” que sabem usar um “adubo” infalível, o dinheiro, para concretizarem em seu beneficio objectivos bem definidos, para si. A estes, interessa que os média tenham e continuem com problemas financeiros, esses entraves são a primeira “linha” de uma subordinação ao poder financeiro obscuro.

Se o jornalista colabora em criar um político, dando-lhe tempo sobre tempo, de comunicação, está a manipular a verdade, a construir mais um personagem que não leva o país para lado nenhum, um ser que, conjuntamente com o seu criador, entende ter a “posse” de tudo o que imagina, por força de tantas palavras que levarão o povo ao engano.

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