Em pouco tempo, duas famílias brasileiras foram separadas à força pelas autoridades portuguesas nos aeroportos, sob o argumento de que nem todos tinham a documentação “em ordem”. Em ambos os casos, havia crianças pequenas envolvidas.
Num deles, a mãe foi impedida de entrar no país enquanto o pai entrou com duas crianças de 3 e 7 anos – uma família que já vive em Portugal há anos, à espera da conclusão de um processo de reagrupamento familiar.

No outro caso, um homem com contrato de trabalho válido e mais de 3 mil euros em dinheiro no bolso foi autorizado a entrar, mas a mulher e os filhos – uma ainda a ser amamentada – ficaram retidos 4 dias nas instalações policiais do aeroporto e acabaram sendo repatriados no sábado, segundo notícia da SIC.

As autoridades alegam “falta de meios de subsistência”. Mas que sentido faz isso quando há emprego assegurado e recursos disponíveis?
O que se vê não é controlo de fronteiras, é prepotência policial. É o Estado a confundir burocracia com autoridade, e humanidade com fraqueza. Separar famílias não é proteger o país. É envergonhá-lo.



