Continua a luta de Manuel Ildefonso por uma habitação social, em Sintra, e pelo direito à manifestação. Há 7 anos que este sem abrigo protesta por não lhe ter sido atribuída uma habitação a que considera ter direito e há 7 anos que a Polícia Municipal se entretém a tentar impedir que o protesto se realize.
Trata-se de uma coisa que incomoda, não quem passa no largo Virgílio Horta, o local onde decorre a manifestação, mas o Presidente da Câmara detesta ver o chapéu e a bandeira nacional com que Ildefonso sinaliza o protesto
Periodicamente, a Polícia Municipal apreende cartazes, bandeira, chapéu de sol, até mesmo o saco onde Ildefonso tem roupa ou comida. O pretexto será a ocupação indevida da via pública, mas tratando-se de uma manifestação de um homem só, trata-se de um falso pretexto. É apenas obediência a ordens de um malvado.




Vocês têm noção que já por duas vezes foi oferecida uma casa camarária a este senhor e o mesmo a recusou?
Que toda esta lenga lenga, já não passa de casmurrice de quem quer um palacete e usa as suas limitações como pretexto?
Temos conhecimento de uma proposta feita ao sr. ildefonso, que ele aceitou sob condição de serem feitas algumas reparações na habitação, coisas mínimas, que a CMS poderia ter feito com uma perna às costas. Pelo que nos foi dito, a Câmara não quis fazer essas reparações. Mas o que interessa aqui, mais do que discutir a questão da atribuição da casa social, é o exercício do direito de manifestação. É um direito de todos nós e o sr. Ildefonso faz questão de o reivindicar. E faz muito bem, independentemente das razões que o motivam.
“Um um malvado” que faz “corninhos “… Convém lembrar está habilidade do “malvado”
Tal como foi referido num comentário acima, já foi atribuída uma habitação ao senhor em questão — habitação essa que chegou a ser mostrada em vídeo. No entanto, optou por não a aceitar, colocando novas condições à CMS. Recordo-me, por exemplo, de ter mencionado que o esmalte do poliban não estava em boas condições, entre outras observações.
Esta recusa leva a questionar se a vontade real do senhor será, de facto, aceitar uma solução habitacional, uma vez que, tratando-se de algo por que se lutou durante anos, seria de esperar que houvesse abertura para aceitar a proposta apresentada.
Neste contexto, importa também refletir sobre o propósito da manifestação em curso. Embora o direito à manifestação seja legítimo e inquestionável, esta parece já não ter fundamento, dado que uma habitação foi atribuída e foi recusada por motivos que, na minha opinião, não se justificam.
Por fim, há ainda um aspeto muitas vezes ignorado, mas relevante: a forma como o senhor tem tratado outros cidadãos, bem como pessoas que o apoiaram ao longo do processo. A falta de respeito e educação demonstrada em várias ocasiões também deve ter sido tomada em consideração pelo tribunal na sua decisão.