SINWAR MORTO POR UM SNIPER

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A morte do líder do Hamas Yahya Sinwar foi um lapso. O sniper que disparou, não sabia quem estava a matar. Para ele era apenas mais um palestiniano sentado, no meio de escombros. O atirador recebeu a imagem do alvo através de um drone que entrou num edifício arruinado. O homem sentado mal reagiu perante a intromissão, limitou-se a lançar um pau na direção da máquina. E falhou. Mas foi o suficiente para o sniper disparar.

vídeo drone israelita

Vivo, Sinwar teria sido um troféu ímpar. Morto valerá de pouco para Israel. Para os palestinianos, o morto é um líder que tombou em combate, um símbolo, um mártir entre os mártires, um irmão.

A identificação do cadáver demorou algum tempo, mas quando isso foi conseguido, as fotografias e os vídeos foram espalhados pelas redes sociais pelos próprios militares israelitas. É a festa possível. E é mais uma evidência do regozijo sanguinário que passou a caracterizar Israel, na ausência de qualquer tipo de pudor e escrúpulo.

Quanto ao resto, nada de novo. Sinwar era o homem mais perseguido em toda a Faixa de Gaza. Não apenas por ser o líder do Hamas, mas por ter sido ele a planear a erupção de 7 de outubro de 2023. O que é notável não é Sinwar ter sido eliminado, é ter sobrevivido tanto tempo. O Hamas sabia que, tarde ou cedo, Sinwar teria de ser substituido. Chegou esse momento. Veremos quem é o senhor que se segue.

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