Chover é raro, inundações é caso nunca visto no Dubai. Mas foi tanta chuva e tanto vento que o Aeroporto Internacional do Dubai foi obrigado a encerrar. Os voos foram cancelados ou desviados para outros destinos, mas o temporal afetou igualmente as redondezas: Bahrein, Omã, Catar e Arábia Saudita também tiveram problemas.
No Dubai, o caso foi considerado “evento climático histórico” que superou qualquer coisa documentada desde o início deste tipo de registos em 1949.
Os problemas começaram na segunda-feira e três dias depois o aeroporto e a companhia aérea Emirates continuavam a avisar os passageiros que os voos permaneciam cancelados.
Mas há uma multidão de viajantes que ficaram encurralados no aeroporto. Não conseguem chegar a um hotel, não conseguem um voo para sair dali. Há gente a dormir no chão, como é evidente.

20 MORTOS ATÉ AGORA
Mas toda a gente tem a vida de pantanas. As escolas fecharam, as atrações turísticas estão paradas, poucos serviços funcionam e mesmo o comércio está afetado, não só porque os clientes não os procuram como, também, os funcionários não conseguem chegar aos locais de trabalho.

Em Ras al-Khaimah, região no norte do Dubai, a polícia disse que um homem de 70 anos morreu quando o seu veículo foi arrastado pelas águas. Ele estava a dormir no carro, por não conseguir chegar a casa.
No vizinho Omã, um sultanato que fica no extremo leste da Península Arábica, pelo menos 19 pessoas morreram nas enxurradas de ontem. Entre os mortos, 10 crianças que estavam num autocarro escolar.
Meteorologistas falam em fenómenos meteorológicos extremos, provavelmente provocados por alterações climáticas.
Regiões do sul da Rússia e da Ásia Central também lidam há dias com chuva torrencial e degelo repentino, provocando milhares de desalojados na Rússia, Cazaquistão, Paquistão e Afeganistão, onde se registaram já dezenas de mortes.




