INTOXICAÇÃO ALIMENTAR EM TIRES

CINCO CRIANÇAS LEVADAS PARA O HOSPITAL

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Serviram peixe estragado às crianças na Casa das Mães do Estabelecimento Prisional de Tires.

Aconteceu a 13 de maio, mas só agora o caso foi tornado público através de um comunicado da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR).

A Direção Geral de Reinserção e Serviços prisionais (DGRSP) reconheceu a ocorrência e diz que está a averiguar as causas da intoxicação.

Das cinco crianças levadas para o hospital, uma teve de ficar internada. As crianças são filhos de reclusas que permanecem com as mães até aos 3 anos de idade, excecionalmente é permitida a permanência de crianças até aos 5 anos.

A DGRSP diz que todas as crianças já regressaram ao estabelecimento prisional, onde estão a ser vigiadas pelos serviços clínicos.  Ainda não se conhecem todas as circunstâncias que levaram os serviços prisionais a servir peixe estragado a estas crianças. As refeições são fornecidas por uma empresa privada. A APAR lembra que o custo de cada refeição servida nas cadeias portuguesas não excede os 80 cêntimos. Ou seja, pelo preço depreende-se que a comida não pode ter qualidade.  

A intoxicação alimentar é um problema grave e que pode pôr a vida em risco. As pessoas infetadas com organismos patogénicos causadores de doenças transmitidos por alimentos podem ter desidratação grave, diarreia com sangue, prostração e alterações graves do estado geral e da consciência. Podem mesmo morrer, por causa disto.

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