CARROS ABANDONADOS

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O estacionamento do aeroporto de Lisboa tem vários carros abandonados. Sinais de gente que partiu e não voltou. A maioria desses veículos estão fechados, mas nem todos. Alguns servem de dormitório a quem não tem outro lugar para dormir abrigado, como é o caso de um Toyota Corolla de matrícula francesa que ficou ali estacionado já há muitos meses.

Outros estão arrombados, de vidros partidos. Ou foram assaltados antes e aqui abandonados ou foi alguém que decidiu “espreitar” o interior.

O abandono é evidente. O tempo encarrega-se de tapar a cor da tinta, o pó torna tudo cinzento. E há quem se entretenha a ensaiar expressões artísticas ou mensagens para os vindouros. Alguns veículos têm inscrições datadas de há anos. Como o estacionamento tem teto, não há chuva que lave os automóveis.

As razões que levam alguém a abandonar um automóvel podem ser muitas, mas quando isso é feito num aeroporto pode significar que os automobilistas optaram por outro meio de transporte. Aliás, vários desses veículos abandonados têm matrículas estrangeiras. Vieram de popó e foram-se embora de avião. Não deixa de ser estranho, mas é o que deve ter acontecido.

Estranho é também a permanência destes carros durante tanto tempo num estacionamento pago. E caro. O facto de não serem rebocados pode significar que existe a esperança de aparecer alguém a querer retirar o carro e disposto a pagar a dívida. Mas é uma esperança vã. Há até um caso antigo de um veículo que esteve anos neste estacionamento, foi inclusivamente bloqueado. Até ser rebocado para um ferro-velho qualquer.

O abandono de veículos automóveis é bastante comum. As ruas das cidades estão cheias deles. Apodrecem ao sol e à chuva, até que os serviços que regulam o estacionamento resolvam agir. No estacionamento do aeroporto de Lisboa, caberá à ANA tirar os carros dali.

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