Charlotte – eu sou a minha própria mulher, a complexidade da vida

Gays e transexuais foram igualmente perseguidos pelos nazis e pelos comunistas que, após a Segunda Guerra Mundial, dominaram parte da Alemanha e países vizinhos no leste europeu. A história de vida de Lothar Berfelde ficou marcada por perseguições e riscos. Lothar nasceu em Berlim no ano de 1928 mas quando morreu, também em Berlim, em 2002, chamava-se Charlotte von Mahlsdorf. É a história que está em cena no Mirita Casimiro.

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É um longo monólogo em quase duas horas de espetáculo, ao longo do qual o ator Marco D’Almeida interpreta múltiplas personagens.

A peça teatral recria a história verídica de Charlotte von Mahlsdorf, uma mulher nascida num corpo masculino que sobreviveu a dois regimes políticos tão distintos e tão próximos: o Nazi e o Comunista na antiga República Democrática da Alemanha.

Uma história notável encenada por Carlos Avilez, uma interpretação de grande fôlego de Marco D’Almeida e as participações especiais de quatro jovens atores da mais recente fornada da Escola Profissional de Teatro de Cascais: Filipe Feio, Carolina Faria, Susana Luz e Hugo Narciso.

Nenhum deles merecia menos que salas cheias de público e longos aplausos no final. Infelizmente, ontem à noite, a sala estava a 1/3 da capacidade. Pouca gente para tão magnífico espetáculo.

A peça estará em cena até 27 de março. Às 9 da noite, de 4ª a sábado. Domingo tem matinée.

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