Lapsus$ Group bloqueia sites da SIC, Expresso e Blitz

Ataque de piratas informáticos ocorreu na manhã de 2 de janeiro de 2021. A reação da Impresa veio expressa num comunicado onde diz que “Num atentado nunca visto à liberdade de imprensa em Portugal na era digital, os sites do EXPRESSO e da SIC, bem como algumas das suas redes sociais, foram alvo de um ataque informático”. E acrescenta que os jornalistas tanto da SIC como do Expresso “continuam a noticiar o que de mais relevante acontece no país e no mundo através das páginas que permanecem ativas” no Facebook, Instagram e Linkedin. A Impresa diz ainda que tem trabalhado “com a Polícia Judiciária e com o Centro Nacional de Cibersegurança, e apresentará uma queixa-crime”. Esta manhã, às 8h00, os sites da SIC, Expresso e Blitz continuavam em baixo. Notícia atualizada às 08h00 de 3 de janeiro de 2022.

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O canal de televisão SIC, o jornal Expresso e a revista Blitz continuam com os sites sequestrados pelo grupo Lapsus$ Group, piratas informáticos que se dedicam a extorquir resgates pelos sites que bloqueiam.

Já aconteceu antes, nomeadamente em sites governamentais brasileiros, mas também com sites privados de empresas de renome, como foi o caso, por exemplo, da Electronic Arts, a gigante dos videojogos que produziu jogos da FIFA.

A ameaça não pende só sobre as empresas ou instituições públicas. Também os utentes desses sites correm sérios riscos, uma vez que os piratas poderão ter acesso aos dados dessas pessoas. Por exemplo, se costuma pagar serviços ou compras nos sites dominados por piratas informáticos, pode ter a certeza que os seus dados podem ficar nas mãos dos bandidos. Dados como números de cartões de crédito e passwords.

Neste caso, se paga ou já pagou serviços no universo da Impresa, desde conteúdos pay per view ou assinaturas do Expresso, trate de trocar imediatamente de passwords e talvez não seja má ideia cancelar cartões. São medidas de precaução urgentes, até porque as ameaças deste grupo não são vãs. Desde ontem de manhã que os sites estão sequestrados e eles prometem retaliação se a Impresa não pagar o resgate que eles exigem.

Os hackers do Lapsus$ Group, que ontem (2 de janeiro) atacaram os sites da SIC, do Expresso e do Blitz, do grupo Impresa, constituem um novo grupo de piratas informáticos, criado há menos de um ano. Ganharam mediatismo no mês passado, quando desencadearam uma sequência de ataques a páginas na internet de organismos governamentais brasileiros. Na altura disseram que não tinham qualquer motivação política, que apenas queriam dinheiro.

“Vamos explicar algumas coisas: o nosso único objetivo é obter dinheiro, não ligamos para a família Bolsonaro (vulgo Bolsofakenews)”, escreveu o grupo na altura dos primeiros ataques.

A Impresa tem mantido silêncio quase total sobre este assunto. É provável que estejam em contacto com os piratas informáticos. Por cada hora que passa, somam-se os prejuízos. Não só em publicidade que se perde mas também na sensação de fragilidade que transmitem ao não conseguir resolver uma situação que já dura há quase 24 horas, o que é inédito, pelo menos em Portugal.

O mais famoso hacker português, também conhecido como  “whistleblower John” do #FootballLeaks, ainda não disse nada sobre este assunto. E seria interessante ouvi-lo. Mas é voz corrente que Rui Pinto trabalha agora para a PJ na área do cibercrime e, então, talvez o silêncio se justifique como “segredo de Justiça”.

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