Hackers do Lapsus$ Group ainda controlam sites da SIC e Expresso

Em Paço de Arcos continuam sem acesso aos sites da SIC, Expresso e Blitz. Sem resgate não há libertação dos sites sequestrados e a sorte dos dados dos clientes e utentes continua a ser uma incógnita.

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Os sites do canal de televisão SIC, do jornal Expresso e da revista Blitz continuam sequestrados pelos piratas informáticos, 48 horas depois do ataque.

A inoperacionalidade dos sites tem dois significados: os piratas Lapsus$ Group são bons no que fazem e o resgate não foi pago.

Na web, o grupo Impresa está limitado às redes sociais. No Facebook do Expresso consta o aviso de que estão operacionais as páginas em três redes sociais: no próprio Facebook, no LinkedIn e no Instagram.

É nas redes sociais que algumas angústias se expressam. Alguns leitores começam a estar preocupados com a segurança dos seus dados que constam nos computadores da Impresa… e já há quem esteja a pensar em pedir indemnizações à Impresa.

Na verdade, faz todo o sentido as pessoas preocuparem-se com a segurança dos seus dados. No imediato, deveriam alterar passwords que possam estar comprometidas e, ainda, ponderar se devem cancelar cartões bancários com que tenham efetuado pagamentos de serviços prestados pela Impresa através dos sites que estão sob controlo dos hackers.

Os hackers do Lapsus$ Group, que em 2 de janeiro atacaram os sites da SIC, do Expresso e do Blitz, do grupo Impresa, constituem um novo grupo de piratas informáticos, criado há menos de um ano. Ganharam mediatismo no mês passado, quando desencadearam uma sequência de ataques a páginas na internet de organismos governamentais brasileiros. Na altura disseram que não têm qualquer motivação política, que apenas querem dinheiro.

“Vamos explicar algumas coisas: o nosso único objetivo é obter dinheiro, não ligamos para a família Bolsonaro (vulgo Bolsofakenews)”, escreveu o grupo na altura dos primeiros ataques.

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