Um pouquito deprimente, o espetáculo que se vê através das paredes de vidro fosco do PSD. A luta e a pedinchice por um lugar nas listas de candidatos a deputados nas próximas eleições de 30 de janeiro, são o espelho dos dirigentes deste país.
Políticos sem qualquer sentido de serviço público, apenas almejam um cadeirão estofado e uma manjedoura que não os obrigue a dobrar muito a espinha. Mas se tiver que ser, paciência, dobram na mesma.
Quem está de fora vê melhor e quem está de fora, mas já esteve dentro, vê melhor ainda. No Facebook, um antigo deputado do PSD escreveu que “mudou o pote e as vontades mudaram, eis a dança da marmita, poderá mudar um dia, com outro sistema eleitoral, com este, é assim a Lei do Chefe e do pote.”

Ouvem-se principalmente os lamentos dos órfãos de Paulo Rangel, abandonados e a viver um sentimento de traição e despeito. Rangel não zelou pelos seus, foi lamber feridas para Bruxelas, onde ainda tem mais ano e meio de “marmita” bem fornecida.
Dentro do saco, os gatos esgatanham-se e bufam. O problema é a falta de decoro. As eleições implicam todos os partidos que pretendem concorrer, mas não se vê em nenhum outro tanta “vitalidade” interna e discussão “democrática” por um lugar ao sol.



