Juiz Castro acusa órgãos de soberania de crimes contra a Humanidade

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Desde março que o juiz Rui Fonseca e Castro está suspenso pelo Conselho Superior da Magistratura. A primeira razão da suspensão foram os apelos à desobediência em relação às regras definidas pelo Governo no combate à pandemia. O juiz Castro é contra o uso de máscaras.

O Conselho Superior da Magistratura diz que este juiz tem a mania das “teorias da conspiração”, o que é um modo de dizer que é maluco. Ficou suspenso. Mas isso não intimidou o juiz Castro que veio, logo a seguir, dizer que Ferro Rodrigues é pedófilo e maçon, dois estigmas muito ao gosto dos que gostam de atiçar fogueiras inquisitórias. Com isto, o Conselho Superior da Magistratura admite ampliar a suspensão decretada contra o juiz Castro que, contudo, não foi ainda expulso da magistratura, apenas suspenso.

O mais recente mimo do juiz Castro está na sua página do Facebook, denominada “Rui da Fonseca e Castro – advocacia criminal” (assumiu, pelos vistos, a sua antiga profissão de advogado), onde ele diz num vídeo (e que transcreveu para texto) “congratular as Polícias, que parecem finalmente a não querer compactuar com políticos que eu considero criminosos, que têm as mãos manchadas de sangue, e que acredito que um dia responderão pelos crimes que estão a cometer. Estou a fazer tudo o que está ao meu alcance para que um dia isso possa tornar-se realidade.” O diretor nacional da PSP não deve estar incluído no rol de polícias parabenizados pelo juiz Castro…

O que isto quer dizer está bem explicado na outra página que o juiz Castro controla no Facebook, a “Habeas Corpus”, onde se anuncia o evento marcado para 25 de agosto, dia em que vai apresentar queixa na Procuradoria Geral da República por crimes contra a Humanidade alegadamente perpetrados pelo Presidente da República, primeiro-ministro e outros membros do Governo.

Rui Fonseca e Castro é um militante de uma causa a que ele chama “a luta pela refundação da Nação” e que ultrapassa em muito aquilo que se espera de um militante da extrema-direita. O que ele diz, na mesma publicação, é que a sua luta “não cessará apenas porque alguns partidos sairão e outros se achegarão.”

“Quem está no sistema, é parte do problema”, é a última frase desta publicação do juiz Castro, o que pode ser entendido como um recado (aviso?) ao deputado Ventura. O juiz quer uma revolução.

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