50 mil famílias em risco de despejo

A grande maioria destas pessoas é classe média. Funcionários, trabalhadores por conta de outrem, pequenos comerciantes, freelancer de diferentes ofícios. Gente que trabalha, se houver trabalho para eles. Gente que foi empurrada para a aquisição de habitação própria, porque o sistema financeiro e a construção civil vivem disso. Porque os governos nunca promoveram verdadeiramente um mercado de arrendamento para habitação.

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A DECO diz que há cerca de 50 mil famílias que podem perder a casa onde vivem se, até setembro, as respetivas moratórias relativas aos créditos à habitação não forem renovadas. A decisão cabe ao Governo ou também pode ser alvo de uma iniciativa legislativa da Assembleia da República, sendo que os credores são os bancos.

O primeiro partido a reagir a esta situação foi o Bloco de Esquerda. Catarina Martins anunciou a intenção de levar este assunto para a discussão política, uma vez que se os bancos avançarem com uma penhora das casas das famílias que estão com pagamentos atrasados vai acontecer “uma tragédia de despejos” em setembro.

“O relógio não para. Há tanta gente com a crise pandémica que perdeu tudo, que perdeu todos os rendimentos e que tendo um crédito à habitação que não consegue pagar, tem neste momento uma moratória sobre esse crédito à habitação. Ora estas moratórias acabam em setembro”, lembrou Catarina Martins.

Pormenores sobre como vai propor a prorrogação das moratórias, Catarina não revelou. Apenas afirmou que as pessoas não podem ser despejadas das casas onde vivem. O problema é que podem e, como diz o povo, cheio de boas intenções está o inferno cheio.

Na verdade, neste momento há 280 mil moratórias ao crédito à habitação em Portugal. Uma imensa bolha cheia de pus que pode rebentar a qualquer momento.

1 comment

  1. Espero que o assunto seja resolvido sem despejos, em todo o caso, se acontecer o pior, onde eu moro, Largo Virgilio horta, ( via publica ) sintra, ñ há lugar para todos mas ainda há lugar para alguns. . . .

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