Há mas são verdes !…

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Há pelo menos três países em Portugal.

Um país antigo onde existe 3 milhões de pobres, embora a maioria tenha emprego, e outra parte, está na reforma ou no desemprego de longa duração.

Há outro país que trabalha e paga impostos na proporção do que ganha, a tal classe média baixa que consome o pouco que ganha em crédito de consumo ou em pequenas vaidades que aliviam a repressão social de uma vidinha difícil de equilibrar. Uma classe envelhecida, sem emprego para a vida.

O Terceiro Portugal é aquele que vive numa realidade virtual que o crédito da Europa alimenta, e que as bazucas vão bombardeando em forma de dinheiro a ser pago mais tarde, pelas gerações vindouras, que já estão depenadas antes mesmo de terem começado a amealhar o nada.

Uma das teorias para esse êxtase é a economia verde que nada produz em termos de valor acrescentado.

O investimento que aí vem no domínio da economia verde vai estagnar ainda mais a indústria débil nacional, criar mais desemprego na meia idade dos trabalhadores.

Por exemplo: construir 300 milhões de ciclovias não vai acrescentar mais um cêntimo em matéria transacionável. Pelo contrário: vai criar mais despesas em manutenção, vindas dos impostos do trabalho, e não vão ser essas vias para meia dúzia de pataratas andarem a pedalar que vai tornar o negócio mais competitivo nas cidades.

Gastar 200 milhões num novo troço do metropolitano de Lisboa que vai ligar duas estações existentes no centro de Lisboa, não vai facilitar em quase nada os lisboetas que resistiram a viver numa cidade onde o negócio quase sumiu, a cultura fechou portas e a habitação passou a ser casulos de aluguer a turistas de chinelo.

Os carros eléctricos não vão resolver problema nenhum aos utentes, muito menos ao ambiente. A construção dum veículo eléctrico , segundo a autoridade sueca de mobilidade, corresponde a 8 anos de CO2 de um veículo a gasolina.

Há toda uma indústria que terá de ser mudada e milhões de operários vão ficar sem trabalho, por falta de adaptação, ou terão uma formação complexa que nada tem a ver com o modelo tradicional. Aí estará uma nova classe de excluídos.

A pensar na mudança, o governo do PS tem permitido a exploração do lithium que destrói a paisagem rural e contamina o ambiente. O Hidrogénio aí está para fazer deitar fora daqui a pouco os carritos eléctricos caros e com uma autonomia ridícula. Alguns autarcas rejubilam, principalmente do Alto Alentejo.

E nem vale já a pena falarmos das ventoinhas que foram plantadas por todo o país, destruindo a paisagem, afugentando as aves e trazendo um ruído doentio.

Estamos embalados pela Europa que pouco ou nada pensa na produção. Por exemplo, muitas empresas europeias continuam a deslocar as sedes para países onde possam trabalhar sem a ditadura dos eurocratas e com a ditadura do comunismo-capitalista.

A Europa tornou-se num monstro que não deixa crescer a economia e que alimenta uma casta que custa fortunas, com práticas abençoadas pela conversa verde, mas que na recente cimeira social do Porto, gastou sessenta mil euros em catering e cem mil euros em Mercedes S…eléctricos!

Mas que teve o cuidado de ir avisando que vai haver aumentos brutais para veículos tradicionais. Sempre o Estado a aturar em nome dos pecados ambientais.

Não sou economista, mas como cidadão pergunto como irão sobreviver as médias empresas portuguesas que asseguram o emprego e muitas exportações. O que vai ser do nosso talento para promovermos para fora o melhor que temos para criação de riqueza?

Comer relva, regada a água das pedras, não será decerto o nosso desígnio nacional.

Neste momento, verde vitorioso só o Sporting. Mas eu sou suspeito !!…

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