Em fevereiro de 2014, no site da Câmara Municipal de Cascais escrevia-se que se tratava de “Património edificado e exemplar único no país, o Forte da Bataria de Artilharia de Costa da Parede vai transformar-se em breve no Museu Militar de Artilharia de Costa, rodeado por um jardim e parque temático para usufruto da população.”
A promessa nunca se cumpriu. Passados 7 anos, o que mudou foi o estado de degradação desta estrutura militar de relevante valor patrimonial e histórico.
Na altura, em 2014, a obra estava orçamentada em 1 milhão de euros. Uma bagatela, digamos. Ou seja, não terá sido pelo custo que o projeto não se concretizou. Foi talvez uma mera questão de desinteresse.
A transformação do Forte da Bataria em Museu Militar de Artilharia foi motivo de um protocolo entre a autarquia cascalense e o Exército Português, assinado em janeiro de 2014 e o discurso político então prometia que o “Museu de Artilharia de Costa e Parque Temático comecem a ser visíveis ainda durante o ano 2014.”
Lisboa e a barra do Tejo foram defendidas durante séculos por um conjunto de fortificações armadas com canhões. Desde o século XIV que esse sistema defensivo foi sendo desenvolvido, em ambas as margens do Tejo.
O Forte da Bataria, no alto da Parede, cobre uma extensa frente de mar, desde Cascais até à entrada da barra do Tejo, em Oeiras, armado com 3 peças Vickers 152mm de médio alcance, defendia Lisboa em conjunto com as baterias de Alcabideche, Fonte da Telha, Laje e Trafaria.
Agora que se aproximam eleições autárquicas, estas promessas falhadas são munição para a oposição. Quem promete e não cumpre, arrisca-se a levar um tiro na linha de água e a ir ao fundo. Politicamente, claro.