Distribuição de televisão por cabo, abuso fidelizado

O Regulador acaba de propor ao Governo um bónus de 10 a 20 por cento a quem queira pôr fim à relação com a sua empresa de telecomunicações. Os portugueses deviam ser esclarecidos sobre os laços que ligam os políticos às operadoras de telecomunicações. Saber porque razão se mantém o tabu da fidelização.

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Este bónus é o reconhecimento de uma prática abusiva por parte das empresas. Os nomes dos consultores convidados das telefónicas deveriam ser tornados públicos, para se desfazerem certas dúvidas que há muito persistem.

A continuação das fidelizações nas comunicações é a negação da livre concorrência, da economia de mercado e da livre escolha do consumidor.

Mais, a concertação de preços chega a ser tão escandalosa que as campanhas das operadoras são muitas vezes igualadas ao cêntimo.

E a fidelização é um escândalo. É como aceitar que o padeiro faça um contrato por um ano. Ou uma farmácia ou um posto de gasolina nos obrigue a uma fidelização. Podemos meter gasolina, consumir medicamentos ou comprar alimentos onde queremos. Mas não podemos fazer o mesmo com as empresas de telecomunicações.

É legítimo pensar estarem escondidas mãos por detrás desta prática. Porque razão o Regulador vem dar a graça de 10 a 20 por cento e não termina com a graçola das fidelizações? Um vizinho meu disse-me “a fidelização é um roubo”. Será?

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