Lojas da Baixa de Lisboa fecham portas

Já fecharam 111 lojas da Baixa de Lisboa. A tendência vai agravar-se, diz a Associação de Dinamização.

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A nossa felicidade tem vivido dos preços da “uva mijona”. Mas pode ser o nosso azar, neste futuro próximo. Uma em cada seis lojas da Baixa de Lisboa já encerrou. E Fernando Medina continua desaparecido nesta tragédia.

Andámos a plantar hipermercados a torto e a direito, para termos melão do Chile, uvas da África do Sul, tangerinas de Marrocos. Enfim, as Nações Unidas nas prateleiras de Belmiros e Companhia que abastecem agora 75 por cento dos portugueses.

Entre os cinco maiores importadores em Portugal, estão a Sonae e a Jerónimo Martins, que depois nada exportam. Tal como em 1383-1385, saímos da crise a comprar tudo ao estrangeiros e não temos nenhuma Aljubarrota para nos redimirmos. Preferimos a papaia do Brasil e não apanhar as toneladas de laranjas do Ribatejo.

Calamo-nos quando as empresas portuguesas dão de borla o primeiro carregamento para entrar nas grandes superfícies. Não nos revoltamos quando os fornecedores portugueses recebem conforme a prateleira onde são colocados no hiper. Concentrámos tudo nas mãos de meia dúzia. E eles espremem os empregados a salário mínimo.

Vasco de Melo da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina alerta: “a situação vai agravar-se”. O pequeno comércio está pela hora da morte.

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