Uma morte desnecessária

A utilização da arma do polícia só é permitida para defesa própria ou de terceiros, em caso de perigo de vida. Não é para “caçar” os “meliantes” ou “bandidos”. Não estamos num País de bons e maus cowboys, mas de cidadãos cumpridores e não cumpridores. E as armas não são instrumento de Justiça. Nem existe pena de morte.

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O baleamento mortal de uma jovem que roubava carros foi completamente desnecessário e é um novo embaraço para a PSP.

Todos anos, agentes da PSP sucumbem à  pressão e puxam com rapidez o gatilho, ignorando os regulamentos e o bom senso. E matam, feitos justiceiros.

A PSP tem hoje a melhor arma do mercado, a Glock 9 mm. É uma arma à prova de qualquer imprudência. Só dispara quando é accionado o duplo gatilho. E também tem um travamento adicional que foi encomendado apenas por Portugal, talvez para reduzir ao máximo a vontade de dar tiros.

O agente da PSP de S. João da Madeira matou uma jovem de 23 anos que podia ser sua irmã, filha ou familiar, dele ou nossa. Seria uma miúda desnorteada e com uma envolvência problemática. Mas não passava disso. Se fosse um banqueiro burlão, um empresário fraudulento ou um futebolista criminoso? O gatilho era puxado da mesma forma?

A utilização da arma do polícia só é permitida para defesa própria ou de terceiros, em caso de perigo de vida. Não é para “caçar” os “meliantes” ou “bandidos”. Não estamos num País de bons e maus cowboys, mas de cidadãos cumpridores e não cumpridores. E as armas não são instrumento de Justiça. Nem existe pena de morte.

 50 milhões gastos sem necessidade em armas

As armas quando disparadas põe em perigo o alvo humano e quem passa por perto. Quando faço as provas obrigatórias de tiro, como atleta de tiro de precisão, se desvio dois milímetros à saída do cano da arma, isso representa uma diferença de meio metro ao fim de 5 metros de distância.

Há 5 anos o País gastou perdulariamente 50 milhões de euros a comprar Glocks 9 milímetros. E a pergunta era, os polícias vão treinar tiro? Ou ainda, os polícias sabem as regras de utilização de armas de fogo? Mais, vão utilizar pistolas 9 milímetros para quê? Aguentam o “coice” da arma? Conseguem alinhar o segundo disparo? Não seria melhor o calibre 7.65, que tem menos “coice”?

E, já agora, onde foram despejadas as milhares Walther, Beretta ou Star, armas excelentes? Para o lixo? É evidente que o cidadão mais impulsivo gosta de ver polícias carregados de apetrechos, tipo robot-cops, e de arma leve, porque julga estar mais seguro.  Mas ele saberá que um projéctil de 9 milímetros atravessa a chapa de um automóvel e continua, acabando por atingir quem passa no local errado na hora errada? É bom lembrar a Polícia Judiciária. Actua em cenários de grande perigo mas ao longo dos anos tem tido uma taxa de acidentes próxima do zero. O que não acontece com a PSP ou a GNR.

Não somos ladroes, somos policias

Ainda me lembro de uma reportagem sobre uma criança de 14 anos, morta a tiro pelas costas por um GNR, no Bairro do Pica-Pau Amarelo, na Caparica. Alegaram que roubara, com um amigo, uma farmácia. Mas o nome da farmácia nunca foi revelado e o miúdo e o companheiro não tinham armas.

Também recordo o cerco de 600 polícias da PSP ao bairro do fim de pista do Aeroporto de Lisboa. As portas foram todas arrombadas, os homens e mulheres algemados no chão, com guitas de plástico e os miúdos escoltados em autocarros a caminho da escola.

Uma senhora de 85 anos disse-me. “Ouvi barulhão e pensei. São  os meus vizinhos a discutir às 7 da manhã. E pum! Uns malteses armados com umas pistolas deitaram-me a porta abaixo. Ó senhores ladrões! Não me façam mal, que eu sou pobre e velha! E eles responderam: Chui! Cale-se! Nós não somos ladrões! Nós somos da polícia! Partiram tudo e agora?”

A história e o depoimento da senhora passaram na TV. No rasto da operação policial ficaram dezenas de garrafas de cerveja vazias no café. E todas as gaiolas do senhor Joaquim foram abertas.

Aprofundando a questão do uso das armas por forças policiais, recordemos a criança cigana morta a tiro por um GNR, quando acompanhava o pai no roubo de 100 euros de cobre num armazém. Um tiro para quê? 100 euros? E se fossem os 4500 milhões de euros do BES? Era a Guerra dos Cem anos?

A PSP já teve à frente um juiz, Mário Morgado. Agora tem Magina da Silva, um ex-GOE (Grupo de Operações Especiais). O GOE tem sido, desde a sua formação em 1979, com o auxílio da SAS britânica, um suprassumo das polícias europeias. Distinguido pelo rigor, eficiência e acção em conformidade com a Lei e o Civismo. Pode ser que o gatilhanço termine.

A PSP somou agora mais uma vítima. Tinha 23 anos. Não roubou um banco, nem milhões euros dos portugueses. Tentava roubar um carro. Mas não iria longe.  De um lado Portugal tem o mar, do outro precisava de andar 600 quilómetros para chegar a Madrid. Pelo ar não sairia, não há aviões.  A jovem que podia ser nossa irmã, filha ou amiga não fugiria do País. Mas o tiro estúpido do agente, fê-la sair do mundo. Que tristeza.

33 comments

  1. A pessoa que fala de tudo até de armas como tivesse o dom da ração, fala na 7.65, que experimente a G3 que é uma 7.65 para ver o coiso que a mesma dá, quanto mais uma pistola. Há uma coisa que sempre aprendi desde muito novo, não se foge das autoridades. Um carro tem um valor monetário, portanto estamos a falar de dinheiro que saiu do bolso de alguém com muito sacrifício e toda uma estabilidade de uma família que fica em causa. O ladrão ao fugir é que tem que se preocupar que ao ter essa atitude pode por a sua vida em perigo.

    • O calibre 7.65 é menor que o 9 e por isso o coice é menor. A G-3 não é comparável. É uma espingarda automática de assalto. Os bens têm valor, mas os polícias não são um tribunal. Imagine que está junto a um carro e que ao ver alguém armado, polícia à civil, desata a correr. Ele dá-lhe um tiro? Nada tem o valor de uma vida. Leia por favor o texto novamente para ver se apreende.

      • A HK G3, não é 7,65x17mm tal como as Walter PP, Fn Browning ou Star. A G3 é 7,62x51mm e a potência da munição não é de todo comparável à 7,65mm.A altura e o tipo de carga propulsora utilizada (pólvora mais rápida) , é de outro campeonato…

    • O Sr J.Cardoso precisa muito de ler livros, conversar com pessoas que lhe transmitam alguma cultura, enfim, tentar perceber o que faz neste mundo misturado com outros seres humanos.
      Há regras morais que orientam todo o ser humano para que possa ser designado como racional.
      O raciocínio do Sr J. Cardoso é tão pergioso quanto o polícia que disparou para matar alguem que, diz-se, foi apanhado a roubar.

    • O sofá e a arma não têm nada em comum. O policia não podia ter disparado naquela circunstância. Se não serve os padrões de polícia muda de profissão.

      • Tenha juízo!
        Para que raio queremos a polícia? Para passar multas de estacionamento e incomodar só quem e cumpridor e acata as ordem dos agentes de autoridade?
        Como cidadão, quero que a polícia possa usar a arma impor a ordem em flagrante. E, não estou NADA preocupado que um polícia abata um ladrão, em flagrante. Muito menos, neste caso onde, segundo se ouviu, até tentaram matar a polícia (atropelar). Fogo e acabou, não importa quem esteja do outro lado – é ladrão, é perigoso, se não lhe correr como ele quer, ele não hesitará em matar.
        Não julgo ser decente ou defensável que um polícia só possa actuar se o ladrão aceitar e acatar a ordem do agente.
        Continuo a achar: “Tão ladrão é quem rouba como quem o defende.”

        • A questão é que há a Lei que regula o que é aceitável como reação policial perante uma ação de um criminoso e os agentes da polícia têm de agir pelo que a Lei define. Caso contrário, a Humanidade não teria evoluído nada nos últimos 250 anos. Com isto, quero apenas acrescentar que cabe a outros (e não a nenhum de nós) ajuizar se o polícia agiu corretamente ou não. Portanto, aquilo que o senhor “acha” não interessa nada.

      • Como tem a certexa que nao podua ter disparado? Você estava lá? Tem todos os dados disponíveis que provem a sua teoria? É muito fácil falar atrás de um teclado!

        • Nunca pode disparar. A nao ser para defesa da sua vida e dav vida de terceiros em perigo. Uma arma é muito perigosa. Para mais qd os policias portugueses nem treinam. E depois ha os projecteis descontrolados. O policia nao é um juiz. Abraço

  2. Isto é tudo muito lindo quando não acontece connosco, mas se fosse o meu carro ou a minha casa, por mim até podiam ser baleados 20 e diretamente enviados para a vala comum, assim nem dinheiro de contribuinte era gasto para o funeral.
    Se eu fosse polícia bem me podiam chamar para o que quer que fosse, que eu só aparecia no final confusão para recolher cadáveres e chamar o médico legista.
    Sigam o caminho do bem, que ninguém precisa de
    morrer.
    Toda a gente sabe a diferença entre o certo e o errado, só que o errado por norma costuma ser mais fácil…
    Não lamento de todo a vida que se perdeu, mas sim a vida cheia de problemas para este polícia.
    É o país que temos.

    • Afonso Paiva, se formos a seguir a sua linha de pensamento então qualquer crime seria punível com pena de morte. Continuando assim, um dia que o senhor ou outro conhecido seu se veja em incumprimento da lei será morto. E nesse dia irá refletir melhor sobre o que disse hoje.

      O roubo de veículos tem de ser punido, mas não com a morte.

      E é verdade que a vida de polícia não é fácil, mas assim como um médico tem de ser responsável pelo seu trabalho, e a causa direta da morte de um cidadão é um acontecimento grave.

  3. Ler o que escreveu entristece-me. Não só pela perda de uma vida jovem, mas pela completa ignorância do que escreve. Ou quando, ignorantemente, faz comparações funcionais de atuação, entre forças policiais com formas de atuação tão distintas. Gostava tanto de o ver escrever assim, quando a vítima for o sr, a sua mãe, o seu pai, os seus filhos. Gostava tanto de o o ver escrever assim quando o seu carro for roubado e os policias ainda que com as 9 milímetros que o Sr desdenha, não se sentem em segurança para o ir buscar ao interior do bairro problemático, o mesmo que tem um conjunto de indiv. que se marginaliza de forma voluntária e mantém refém quem tem o “azar” de viver ao seu lado mas que na sua opinião, só furta uma carritos e uns pessoas, de vez em quando, uns idosos e uns jovens indefesos que ficam traumatizados para o resto da vida, mas que importância tem isso. Que importância têm as vítimas e os seus traumas, se os agressores são sempre uns pobre coitados, com uns comportamentos desviantes. Malvados são os polícias que arriscam a sua própria vida em prol da vida e dos bens dos outros, por meia dúzia de tostões e por um completo desdém daqueles que defende. Mas quando vc e muitos outros como o sr, estão com eles apertadinhos, a quem gritam a viva voz? Pois… Nessa altura esperam que aqueles a quem apontam o dedo lhes valham e mesmo sabendo que nada merecem pela hipocrisia que são e representam, nem assim deixam de fazer o seu melhor. Nojo é o que sinto de gente hipócrita como estes jornaleiros de meia tigela.

    • Modere a sua linguagem, não tenho paciência para os seus dislates. Essa conversa já conheço. Ofenda-se a si próprio se quiser. Nojo é a sua conversa sobre segurança.

    • Temos aqui um Fernando Sousa tipo “pistoleiros de Abberdine”.
      Oa polícias são uns coitadinhos que arriscam a vida na emprego que escolheram.
      Não quererá falar dos jóvens que morreram nas guerras colonias esses sim, atirados à força para serem carne para canhão defendendo as fortunas das elites fascistas?
      E por falar em nojo, enoja-me muito ler por aqui polícias armados em vítimas e coitadinhos a ganharem apenas uns tostões.
      Dou-lhes a minha sugestão: vão para trolhas, pintores de construção, eletricistas, canalisadores, etc, Tenho uma casa para pintar e já quatro ou cinco me recusaram o serviço porque estão muito ocupados com serviço.

  4. Infelizmente o autor desta crônica de opinião é senão mais um comentador de bancada que fala sem saber e conhecer a realidade dos fatos, apenas opina por opinar, faz julgamentos de causa sem conhecer tudo o que se passou. Mais engraçado ainda fala de armas que desconhece por completo, fala do coice de uma arma, como se eventualmente tivesse algum dia dado algum tiro com uma, só por curiosidade digo aqui ao autor desta crônica que das armas todas que mencionou a Glock apesar de ser de calibre 9mm é concerteza a arma mais precisa e mais segura, menos tiros seguintes ( já que falamos alinhamento de mira por causa do coice) do que qualquer uma das outras 7.65. Se as polícias deviam ter mais formação de tiro isso sim, até porque toda a formação é sempre bem vinda. E às polícias também conhecem bem em que termos devem usar uma arma, mas é fácil criticar quando não se sente o stress do momento, quando se está sobre enorme pressão e tem um segundo ou a fração do mesmo para decidir. Criticar é fácil, acertar na crítica é que é o pior

    • Qual stress… a acção policial tem normas. As Star, as Walthers e Berettas não serviam porquê? Até serviam as Taurus. A arma só se utiliza segundo as normas em condições excepcionais mencionadas. As Glock é a mania das grandezas, Foi esbanjar dinheiro, é como ver a PSP a circular em BMWs. De nada serve ter Glocks se os policias não fazem treino de tiro. Nem sequer a carreira móvel do camião tiro funciona.

  5. Creio que os tiros não foram por assaltar o carro.
    Ele tentou atropelar os agentes, primeira e segunda vez, tentou matá-los com o carro.
    Legítima defesa não se aplica só a armas de fogo, aplica-se a tudo que possa ser usado como arma… e um carro é uma arma bem pesada.
    Com publicações como estas, mais dia menos dia, temos aí um novo sindicato dos ladrões, e movimentos a apoiá-los.
    Só os malfeitores têm razões óbvias para criticar e acusar a polícia (não é uma acusação nem uma insinuação, é uma afirmação)… digo eu…

    • Não diga tantos disparates, Manuel Coutinho, você é mais um polícia mentiroso aqui disfarçado de cidadão civil.
      As forças de segurança precisam duma purga de cima a baixo para expulsar os facinoras fascistas que ali são muitos. Que tal começar pelas chefias e pelos próprios formadores dos polícias?

  6. A questão do atropelamento é recorrente. Não há um episódios destes em que os policias envolvidos não se queixem de tentativa de atropelamento. De nada serve tapar o sol com a peneira. Há bons e maus profissionais em todas as profissões. A polícia não deve ter dedos rápidos. Mata-se por um carro. E os Bancos, aí é diferente? Se não se é bom profissional muda-se de profissão, sobretudo quando se tem uma pistola à mão.

  7. Fico pasmado a ler este artigo. Pelo teor do mesmo presumo que seja apenas um comentário de opinião e não um artigo feito por um jornalista. Nunca na vida quem escreveu este artigo disparou uma Glock ou uma das outras 3 armas de csl. 7,65mm. Essas 7,65 fique sabendo tem um coice mais desiquilibrante em proporção que a dita Glock 9mm.Deveria pensar porque motivo a Glock é uma das melhores…pois uma das razões é por ser uma arma equilibrada e mais certeira. Quanto às “excelentes” armas que diz que eram as 7.65mm, escreve na ignorância total, pois bastava ter feito o trabalho de casa e teria percebido que eram armas envelhecidas e um perigo para todos, então a Star é só uma das piores armas mesmo nova, as que estavam ainda ém uso na PSP até se desmontavam depois do primeiro tiro. Enfim uma exorrada de asneiras escritas por alguém que não tem noção do que escreveu.

    • Trata-se de um texto de opinião feito por mim, jornalista. Não há armas envelhecidas. A Star é uma boa pistola dentro do seu nível.
      Não precisamos de Rolls-Royces para transitar nas estradas. A Glock custa uma fortuna e não se justifica pelo uso que tem em Portugal.
      Quantos disparos foram feitos até hoje pelas mais de 12 mil Glocks entregue até agora à PSP e às GNR?
      Mais, quantos disparos foram feitos em treino?
      Abraço

  8. Todos lamentamos a ” morte desnecessária “.
    A impunidade vai levar a muitas mais, pq ha policias q não conseguem fazer de conta q não vêem, qd o perigo e o crime lhes passam à frente dos olhos e têm 2 segundos p decidirem o q fazer enquanto que, no tiro desportivo, qq frustrado q não foi selecionado entre 16 mil para ingressar na PSP ou GNR, tem todas as condições para fazer um tiro certeiro.
    A Polícia Judiciária, felizmente e naturalmente, tem melhores condições de trabalho e de treino. São Uma elite de investigação e não de prevenção, em mt menor número.
    Estudam na perfeição cada passo que vão dar, onde, quando e com quem, com o apoio, se necessário da PSP/GNR/SEF.
    Lamentamos esta perda, uma jovem que era irmã, filha e que andava encantada por um bandido que se despediu dela a pontapé, no serviço de urgencias , 10 min. depois da tragedia…
    pena q a pena do playboy será mt menor do que aqueles que trabalham para proteger pessoas e bens. Um exemplo para todos nós repensarmos…

    • O tiro desportivo é uma modalidade nobre, que nada tem a ver com ser ou não agente da autoridade. A autoridade são o Tribunais. Os agentes da autoridade têm de cumprir as leis e as regras. Se fizer tiro desportivo, rapidamente perceberá que está repleto de regras para evitar qualquer tipo de acidente e aprender a respeitar e a manusear de forma correcta objectos que podem ser perigosos. Abraço

  9. Excelente artigo.
    Os comentários que li é que são assustadores. Tenho medo de quem puxa o gatilho para eliminar uma vida. Tenho medo desta gente que pensa logo no carro, no seu carro… Alguns até devem ser católicos (“Não matarás” é um dos 10 Mandamentos); alguns até roubarão coisas com mais valor que um carro, mas de forma mais dissimulada, … eu era jovem, quando um assalto cego me deixou, e à família, sem ter até roupa para vestir. Estávamos em mudança de residência e assaltaram o veículo de tranporte.
    Alguém desejou a morte de alguém?
    Nunca os meus pais manifestaram sentimentos desses.
    Assaltaram uma loja dos meus pais, de madrugada. Houve vizinhos que, escondidos na sua varanda, viram agentes da PSP a observar o assalto à distância. Não, na minha família nunca ninguem desejou a morte de alguém. As pessoas que defendem o homicídio são pessoas decentes? Tirar a vida a uma jovem de 23 anos desarmada, é um crime hediondo.

  10. Quando eu vejo estes textos completamente tendenciosos e a fazer dos criminosos uns coitadinhos só me da vontade de vomitar.
    Sim, foi uma morte desnecessária, ela poderia ter ficado em casa em lugar de assaltar carros e não mexer com coisas que não são suas. Poderia não ter tentado fugir levando o carro para cima dos agentes.
    Já a minha avó dizia, quem anda à chuva é que se molha.
    É realmente uma pena a jovem ter perdido a vida tão novinha, mas a verdade é que foi ela que se meteu nessa situação, foi ela que fez uma má escolha, a responsabilidade é dela.
    Espero sinceramente, no meio de toda a hipocrisia que vejo, que esteja a educar bem o meu filho, para ser respeitador, não se meter em sarilhos, ter dois dedos de testa que lhe faça diferenciar o bem do mal.
    E quem escreveu isto deveria ter vergonha!

    • Sim, ela fez uma má escolha, andava por onde não deveria andar, mexeu em coisas que não eram dela, não deveria ter fugido, molhou-se, aquilo que a senhora quiser… não precisava de ter morrido por causa disso e da polícia espera-se que cumpra as regras, que respeite a Lei e, assim, que não mate desnecessariamente quem não tinha arma. Espero sinceramente que nenhum dos seus filhos (desejo o mesmo para os meus) nunca experimentem dar um passo errado ao lado do polícia errado.

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