Polícias não gostam das novas regras

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As novas regras de aprumo, apresentação e uso de uniforme na PSP não agradam a alguns agentes e já há sindicatos a fazerem pressão sobre o Ministério da Administração Interna e sobre a Direção Nacional da PSP, na tentativa de fazer recuar a diretiva do Diretor Nacional da PSP.

Os queixosos lamentam-se que as novas regras “impedem de forma grosseira direitos, liberdades e garantias dos cidadãos civis que escolheram a profissão de polícia”. O sindicato Sinapol divulgou a intenção de ir apresentar queixa na Procuradoria-Geral da República e de ir protestar junto da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

O que dizem as novas regras é que os polícias que tenham tatuagens com símbolos, palavras ou desenhos de natureza partidária, extremista, racista ou que incentivem à violência têm seis meses para as remover.

As novas regras dizem que, futuramente, serão excluídos os candidatos ao concurso de admissão da PSP que tenham tatuagens proibidas, exceto aqueles que manifestem intenção de as remover até ao final do concurso.

Há ainda outras normas, talvez menos contestadas, que dizem respeito ao corte e cores de cabelo, barba e bigode, uso de maquilhagem, adornos como brincos, fios, pulseiras. Sim, porque muitos agentes da polícia são mulheres. No caso das unhas das mulheres polícia, por exemplo, estas devem ser pintadas de cor uniforme e não exceder três milímetros de comprimento e a maquilhagem deve ser discreta. Já os homens polícias têm de usar o cabelo cortado acima do colarinho da camisa, sem tapar qualquer parte da orelha e as patilhas devem ser aparadas em linha reta, não ultrapassando o limite da orelha.

Se os polícias acham que são a única classe profissional com regras de aprumo e apresentação, estão enganados. Há muitas profissões que obrigam a respeitar normas idênticas como, por exemplo, o pessoal de cabine das companhias de aviação. Ou os juízes e procuradores. Ou os militares das Forças Armadas. Ou os porteiros e rececionistas de hotéis. Exemplos não faltam, mas estes bastam para se perceber a questão.

O problema não é obrigar os agentes da polícia a terem boa apresentação (excetuando os casos dos agentes infiltrados no bas fond criminal…). Eles podem tapar as suásticas ou raspar os bonecos de cavaleiros medievais de armadura em cima de cavalos. Podem aparar a barba e cortar o cabelo. Podem tomar banho e não cheirar mal. Mas como vão eles tirar a “cruz gamada” da alma, é a questão que fica em suspenso.

fotomontagem

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