Covid-19: Aeroporto de Lisboa sem “cotonetes” (zaragatoas)

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Ontem à noite aterrou um voo vindo de Luanda. Não se tratou de um voo regular, o espaço aéreo angolano continua fechado mas tem havido autorizações pontuais para ligações com Lisboa a título de “voos humanitários”, embora os passageiros tenham de pagar bom preço por um lugar num desses voos.

Segundo as regras em vigor, todos os passageiros que não tenham comprovativo de um teste covid-19 recente têm de fazer teste à chegada. Foi isso que aconteceu ontem, com centenas de pessoas em fila muito lenta para os testes. Só que a meio “acabaram-se as cotonetes”, segundo relato que uma passageira fez ao Duas Linhas.

Protestos, indignação, tudo serviu para adensar teorias da conspiração quanto às regras de combate ao covid-19 em Portugal, ninguém percebeu como deixam esgotar material de recolha de análise num posto fronteiriço como é um aeroporto internacional.

O teste obrigatório “acabou por não ser preciso”, como referiu a passageira que pediu para manter o anonimato. Centenas de pessoas entraram no país sem qualquer filtro sanitário nem recolha de dados sobre onde residem, por exemplo, de modo a puderem ser, eventualmente, seguidos pelas estruturas de saúde dos locais de residência.

De notar, ainda, que segundo o relato que nos foi feito, o “avião veio cheio, sem lugares vagos, todos os passageiros usaram máscaras que tiravam quando precisavam de beber água ou de comer alguma coisa e não havia nenhuma possibilidade de manter distanciamento social” entre os passageiros.

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