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	<title>Arquivo de OMS - Duas Linhas</title>
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	<title>Arquivo de OMS - Duas Linhas</title>
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		<title>A Guerra dos Macacos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Aug 2024 23:05:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste contexto, a&#160; agenda da OMS segue a vapor, apesar dos percalços, com a nova declaração de crise de saúde pública da Monkey Pox (com um nome mais orelhudo), em parte porque a declaração prévia finalizava no final de Agosto de 2024. Os projetos das novas vacinas já foram encomendados, tem de se manter a [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/08/a-guerra-dos-macacos/">A Guerra dos Macacos</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Neste contexto, a&nbsp; agenda da OMS segue a vapor, apesar dos percalços, com a nova declaração de crise de saúde pública da Monkey Pox (com um nome mais orelhudo), em parte porque a declaração prévia finalizava no final de Agosto de 2024. Os projetos das novas vacinas já foram encomendados, tem de se manter a Indústria das Pandemias a funcionar de modo a justificá-la.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/sgi55Wg.jpeg" alt="" class="wp-image-36070"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.ecdc.europa.eu/en/news-events/ecdc-statement-developments-concerning-mpox-clade-i-outbreak-africa">ECDC statement on developments concerning mpox clade I outbreak in Africa (europa.eu)</a></figcaption></figure></div>


<p>A atual Emergência de Saúde Pública&nbsp; foi precipitada principalmente pelo surto em curso na República Democrática do Congo (RDC), embora existam surtos conhecidos em países próximos. Cerca de <strong><a href="https://www.ecdc.europa.eu/en/news-events/ecdc-statement-developments-concerning-mpox-clade-i-outbreak-africa">500 pessoas morreram da Mpox na RDC</a></strong> este ano, mais de 80% deles com menos de 15 anos de idade. Se quisermos colocar em perspetiva, no mesmo período de tempo morreram de malária no mesmo país cerca 40,000 pessoas, na sua maioria crianças com menos de 5 anos. As mortes por malária deveram-se principalmente à falta de acesso a produtos muito básicos, como testes de diagnóstico, medicamentos antimaláricos e mosquiteiros inseticidas, uma vez que o controlo da malária é cronicamente subfinanciado globalmente. A malária é quase sempre evitável ou tratável se houver recursos suficientes.</p>
</div></div>



<p>Durante este mesmo período em que 500 pessoas morreram de Mpox na RDC, centenas de milhares também morreram na RDC e nos países africanos vizinhos devido à tuberculose, ao VIH/SIDA e aos impactos da subnutrição e da água imprópria. A tuberculose sozinha mata cerca de 1.3 milhão de pessoas globalmente a cada ano, o que é uma taxa cerca de 1,500 vezes maior que a Mpox em 2024.</p>



<p>A população da RDC também enfrenta instabilidade social crescente, pelo que os seus problemas são múltiplos e esta crise deve ser gerida localmente e em proporcionalidade. Tal deve-se ao facto da Mpox ser transmitida por contato corporal próximo, principalmente (mas não só) por via sexual.</p>



<p>O perigo de pandemias não é maior que há 10 anos atrás, mas agora temos um Indústria global a procurar ativamente surtos e a fazer deles notícias de última hora, amplificando a sua importância e retirando-os de contexto.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em 9 de julho,&nbsp; Ashish Jha admitiu que a obrigatoriedade das vacinas, que ele apoiou, “<strong><a href="https://www.drvinayprasad.com/p/ashish-jha-says-vaccine-mandates">geraram muita desconfiança</a></strong>” a longo prazo e também causaram danos. Continuam a ser publicados estudos que afirmam que as intervenções políticas para combater a pandemia – confinamentos, máscaras, vacinas – salvaram milhões de vidas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/rR2ZyLF.png" alt="" class="wp-image-36073"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(22)00320-6/fulltext">Global impact of the first year of COVID-19 vaccination: a mathematical modelling study &#8211; The Lancet Infectious Diseases</a></figcaption></figure></div>


<p>Assim, um estudo de Watson <em>et al</em>. publicado em <strong><a href="https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(22)00320-6/fulltext">Lancet Infectious Diseases</a></strong> em Junho de 2022 estimou, utilizando modelação matemática, obviamente,&nbsp;que apenas no seu primeiro ano, até 8 de Dezembro de 2021, as vacinações salvaram 14.4 milhões de vidas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/P40hiiu.jpeg" alt="" class="wp-image-36074" style="width:721px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama-health-forum/fullarticle/2821581?_hsmi=317667934">US State Restrictions and Excess COVID-19 Pandemic Deaths | Health Policy | JAMA Health Forum | JAMA Network</a></figcaption></figure></div>


<p>Christopher Ruhm, em <strong><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama-health-forum/fullarticle/2821581?_hsmi=317667934">artigo em Fórum de Saúde JAMA em 26 de julho</a></strong>, descobriu que se todos os estados dos EUA tivessem seguido as restrições dos dez estados mais restritivos, teria havido 118,000-248,000 mortes a menos nos EUA nos dois anos até 8 de dezembro de 2022.</p>



<p>Talvez&#8230;</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Outros estudos afirmam que, pelo contrário, o número de mortes que as intervenções políticas causaram e são suscetíveis de causar dano a longo prazo devido aos efeitos combinados a jusante, incluindo lesões causadas por vacinas, perturbações graves nas cadeias de abastecimento de cuidados de saúde e farmacêuticos, falha na imunização infantil, perturbações na aprendizagem, a fome e a pobreza, excederão em muito a soma das vidas salvas.</p>



<p>Em 19 de julho, um artigo de 521 páginas de Denis Rancourt, Joseph Hickey e Christian Linard, com base em dados de 125 países para 2021 e 2022, calculou que o número de mortes excessivas por todas as causas “associadas” às vacinas Covid era de 16.9 milhões – 2.4 vezes o número de mortes por Covid até fevereiro de 2024, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Um artigo publicado on-line em 21 de junho na <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0379073824001968">Forensic Science International</a></strong>, baseado em uma revisão sistemática de dados de autópsia, concluiu que 73.9 por cento de todas as mortes relacionadas à Covid foram causados ​​ou significativamente impactados pelas vacinas Covid.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/teBqtRY.jpeg" alt="" class="wp-image-36079"/><figcaption class="wp-element-caption">                                        fonte <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0379073824001968">Withdrawn: A systematic review of autopsy findings in deaths after COVID-19 vaccination &#8211; ScienceDirect</a></figcaption></figure></div>


<p>Em Setembro de 2021, o governo do Reino Unido, seguindo o conselho do médico-chefe Chris Whitty, que ignorou o mais cauteloso Comité Misto de Vacinas e Imunização (JCVI), autorizou a vacinação de crianças dos 5 aos 11 anos. Isto foi feito apesar de um <strong><a href="https://www.telegraph.co.uk/politics/2021/09/10/ignoring-expert-advice-child-vaccines-will-dissolve-public-trust/">alerta de um grupo de 26 deputados</a></strong> conservadores de que a anulação do parecer de peritos do JCVI representava o risco de &#8216;dissolvendo o vínculo de confiança&#8217; entre o público e o governo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/eyMWdHa.png" alt="" class="wp-image-36082"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.telegraph.co.uk/politics/2021/09/10/ignoring-expert-advice-child-vaccines-will-dissolve-public-trust/">Ignoring expert advice on child vaccines will dissolve public trust in the state, ministers warned (telegraph.co.uk)</a></figcaption></figure></div>


<p>Uma pré-impressão de 20 de maio de uma equipa da Universidade de Oxford relatou um estudo com um total de 415,884 crianças vacinadas e não vacinadas. Eles chegaram a três descobertas importantes: não houve uma única morte relacionada à Covid em nenhum dos grupos entre crianças saudáveis; os vacinados tiveram resultados de saúde marginalmente melhores na hospitalização (1 criança adicional por 10,000) e atendimento de emergência (1 por 20,000); mas estes foram principalmente compensados ​​pela incidência de miocardite e pericardite que colocou 1 em cada 25,000 crianças vacinadas no hospital. O custo económico foi de £1.3/0.6 milhões por visita hospitalar/atendimento às urgências (não morte) que foi evitado.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Dados recordes relativos a dez milhões de pessoas na República Checa foram <strong><a href="https://kirschsubstack.com/p/breaking-record-level-data-from-czech">analisados por Steve Kirsch</a></strong> para mostrar que as mortes por todas as causas entre pessoas de 45 a 69 anos que receberam as vacinas Moderna foram mais de 50% superiores às das vacinas Pfizer. Tratar este último como o grupo placebo permitiu-lhe controlar outras variáveis que poderiam criar confusão e limitar a causalidade às vacinas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/zhAxpJk.png" alt="" class="wp-image-36086"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://kirschsubstack.com/p/breaking-record-level-data-from-czech">Record-level data from Czech Republic FOIA proves that the Moderna vaccines increased all-cause mortality by over 30% (and the Pfizer vaccines weren&#8217;t safe either) (kirschsubstack.com)</a></figcaption></figure></div>


<p>Um estudo israelita <strong><a href="https://www.nature.com/articles/s41541-024-00911-2">publicado</a></strong> em 26 de junho na revista de alto impacto Nature explicou como a Vacina da Pfizer causa irregularidades menstruais. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Rc6HHVM.jpeg" alt="" class="wp-image-36090"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.nature.com/articles/s41541-024-00911-2">The direct effect of SARS-CoV-2 virus vaccination on human ovarian granulosa cells explains menstrual irregularities | npj Vaccines (nature.com)</a></figcaption></figure></div>


<p>No entanto, artigos e resenhas críticas à narrativa oficial sobre máscaras e vacinas, de autoria de especialistas bem credenciados e publicados nos principais meios de comunicação científicos após rigorosos processos de revisão por pares, foram por vezes retratados ou tiveram notas de advertência adicionadas por editores nervosos, apenas para serem justificados meses ou um ano depois, diminuindo enormemente o seu impacto durante o período crítico. O eminente oncologista britânico <strong><a href="https://www.conservativewoman.co.uk/systematic-suppression-of-the-truth-covid-vaccines-are-linked-to-cancer-and-death/">Angus Dalgliesh escreveu</a></strong> em 11 de julho que houve uma supressão sistemática da verdade sobre a ligação entre as vacinas da Covid, o cancro e a morte.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/TEWliRe.jpeg" alt="" class="wp-image-36092"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.conservativewoman.co.uk/systematic-suppression-of-the-truth-covid-vaccines-are-linked-to-cancer-and-death/">Systematic suppression of the truth – covid vaccines are linked to cancer and death &#8211; The Conservative Woman</a></figcaption></figure></div>


<p>Numa <strong><a href="https://www.brisbanetimes.com.au/national/queensland/jeannette-young-who-is-the-woman-leading-queensland-s-fight-against-covid-19-20200406-p54hmd.html">entrevista ao jornal Brisbane Times</a></strong> em 30 de abril de 2020, a então Diretora de Saúde de Queensland (e agora Governadora) Jeannette Young deixou claro que a sua opinião sobre o encerramento de escolas era principalmente política. Ela aceitou a evidência de que as escolas não são um ambiente de alto risco para a propagação do vírus, mas argumentou que o seu encerramento ajudou a convencer as pessoas da gravidade da situação. &#8216;Portanto, às vezes é mais do que apenas ciência e saúde, trata-se de mensagens.&#8217;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/m2tsNCk.jpeg" alt="" class="wp-image-36097"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.brisbanetimes.com.au/national/queensland/jeannette-young-who-is-the-woman-leading-queensland-s-fight-against-covid-19-20200406-p54hmd.html">Jeannette Young: who is the woman leading Queensland&#8217;s fight against COVID-19? (brisbanetimes.com.au)</a></figcaption></figure></div>


<p>Não é surpresa, portanto, que uma pesquisa com 443,455 adultos norte-americanos em 50 estados, publicada recentemente no <strong><a href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/article-abstract/2821693">Jornal da Associação Médica Americana</a></strong>, tenha descoberto que, em geral, a confiança nos médicos e hospitais caiu de 71.5 para 40.1 por cento entre abril de 2020 e janeiro de 2024. A confiança caiu em todos os grupos sociodemográficos da pesquisa por idade, sexo, raça e renda. Níveis mais baixos de confiança correlacionaram-se com taxas mais baixas de vacinação.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/cJodSBq.jpeg" alt="" class="wp-image-36101"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/article-abstract/2821693">Trust in Physicians and Hospitals During the COVID-19 Pandemic in a 50-State Survey of US Adults | Public Health | JAMA Network Open | JAMA Network</a></figcaption></figure></div></div></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Resistência</strong></h3>



<p>Em 2023 a Suécia mantém o nível mais baixo de excesso de mortalidade de toda a Europa no período pandémico. Sem confinamentos, sem máscaras, com poucas medidas restritivas e um taxa de vacinação semelhante à Alemanha, Tegnel bem poderia reinvidicar um mérito que nunca lhe irá ser atribuído.</p>



<p>A divulgação recente dos Protocolos do Robert Koch Institute (o CDC alemão) vulgarmente designados de RKI files, demonstraram, mais uma vez, que as decisões de saúde pública pandémicas foram contra todos os pareceres científicos, tendo a principais instituições nacionais sido transformadas em meras marionetes do sistema político alemão.</p>



<p>Já &nbsp;nas novas emendas ao Regulamento Sanitário Internacional&nbsp; surge a necessidade dos países fazerem a “gestão da infodemia”. Atualmente, o A OMS sugere que “uma infodemia é o excesso de informação, incluindo informações falsas ou enganosas em ambientes digitais e físicos durante uma emergência de saúde”. Aqui, a questão é que há simplesmente demasiada informação disponível, algumas das quais serão imprecisas</p>



<p>Isto lembra os acordos feitos entre autoridades dos EUA e operadores de redes sociais durante a pandemia do coronavírus. E-mails publicados pelo Facebook como parte de um <strong><a href="https://www.courtlistener.com/docket/67563473/state-of-missouri-v-biden/">processo judicial</a></strong> revelaram que a plataforma informou aos funcionários da Casa Branca que havia inibido a disseminação de postagens alegando que a imunidade natural à infecção era mais forte do que a imunidade à vacinação, embora esta seja uma questão em aberto.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Por outro lado em um Zoom recentemente divulgado encontramos a equipa de Joe Biden a decidir <strong><a href="https://www.msn.com/en-us/news/politics/biden-harris-staffers-reveal-how-they-manipulated-disinformation-to-hide-biden-s-mental-decline-from-voters/ar-AA1ot8aQ">aplicar algoritmos</a></strong> para classificar, entre outras coisas, informação sobre o covid ou o declínio mental de Joe Biden como &#8220;desinformação&#8221; numa operação semelhante à feita pela Cambridge Analytica.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/67Cq2ea.jpeg" alt="" class="wp-image-36106"/><figcaption class="wp-element-caption">fonte <a href="https://www.msn.com/en-us/news/politics/biden-harris-staffers-reveal-how-they-manipulated-disinformation-to-hide-biden-s-mental-decline-from-voters/ar-AA1ot8aQ">Biden-Harris Staffers Reveal How They Manipulated ‘Disinformation’ To Hide Biden’s Mental Decline From Voters (msn.com)</a></figcaption></figure></div>


<p>Esta “gestão da infodemia” não terá potencial para se transformar numa arma para impor narrativas únicas e difamar opiniões divergentes mas igualmente válidas?</p>



<p>O Mundo sofreu uma reviravolta súbita mas nunca como hoje se viu um tamanho esforço concertado das chamadas “elites” para alterar comportamentos das populações sobre a égide da salvação Humana. Mas apesar dos ideais louváveis, estranhos interesses económicos parecem ser o motor das várias narrativas em curso.</p>



<p>Cabe ao cidadão comum tentar vislumbrar para além da propaganda e tentar perceber onde acaba a realidade e começa a ficção. De uma coisa podemos ter a certeza: amanhã irá sempre nascer outro dia e o Planeta Terra continuará muito depois do término da nossa existência. Talvez por isso devêssemos falar mais em adaptação do que de sobrevivência.</p>



<p>(<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/08/sars-cov-2-ou-o-inicio-da-segunda-guerra-fria/">artigo anterior</a></strong>)</p>
</div></div>
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		<title>A Assembleia Mundial de Saúde, o extremismo e o bom-senso</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2024/05/a-assembleia-mundial-de-saude-o-extremismo-e-o-bom-senso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 00:37:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[OMS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta semana vou estar em Genebra para uma manifestação à porta da Organização Mundial de Saúde (OMS), contra o Tratado Pandémico. Não sou pessoa de manifestações. Nos últimos quatro anos tenho pautado a minha ação pela intervenção nas redes sociais – o que me valeu uma queixa contra mim na Ordem dos Médicos Dentistas,– e [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/05/a-assembleia-mundial-de-saude-o-extremismo-e-o-bom-senso/">A Assembleia Mundial de Saúde, o extremismo e o bom-senso</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Esta semana vou estar em Genebra para uma manifestação à porta da Organização Mundial de Saúde (OMS), contra o Tratado Pandémico.</p>



<p>Não sou pessoa de manifestações. Nos últimos quatro anos tenho pautado a minha ação pela intervenção nas redes sociais – o que me valeu uma queixa contra mim na Ordem dos Médicos Dentistas,– e por um caminho tortuoso dentro da burocracia da nossa democracia, entre petições e pedidos de reunião com os nossos deputados, procurando obrigá-los a pensar num assunto em que claramente não querem pensar. Move-me a crença que a democracia se faz pela liberdade de expressão e de imprensa, de reunião, de debate de ideias, em defesa dessa pluralidade que moveu os capitães no 25 de abril de 1974. Mas, por alguma razão, a menos que estejamos objetivamente alinhados com o Partido Comunista, esta minha ação é rotulada de extrema-direita. O mais irónico é que dificilmente esta minha defesa da liberdade seria aceite no tempo de salazarismo e eu provavelmente teria isso passar umas férias ao Tarrafal. Hoje é coisa de extremistas, que não fazem mais nada que espalhar desinformação e ódio… Somos o diabo encarnado, o pior pesadelo dos amantes da democracia, estamos a usar “mal” a liberdade de expressão!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/Jskp3Gp.jpeg" alt="" class="wp-image-34276" style="width:679px;height:auto"/></figure></div>


<p>Quando há uns meses me perguntavam numa entrevista se existia liberdade de expressão, eu respondi que existe liberdade de expressão, não existe é liberdade de imprensa. Queria dizer com isto que não obstante se tolere que se diga abertamente a nossa opinião, publicá-la nas redes sociais ou num qualquer órgão de comunicação social atingiu o patamar do sacrilégio. Os jornalistas, movidos da arma da defesa de democracia, limam a informação pelo binóculo do seu próprio corporativismo e excluem tudo o que pareça vagamente semelhante aos ditadores que estudaram nos livros de História do secundário (essa disciplina tão amada pelos nossos jovens). Esquecem que quem escreve a História são os vencedores e que nas páginas condensadas dos livros do ensino básico o mais importante são as notas de rodapé.</p>



<p>Uma coisa é o extremismo, que efetivamente existe e sempre existirá, com maior ou menor dimensão consoante o contexto histórico. Outra coisa é o elementar bom senso. Esse parece ter-se perdido.</p>



<p>Lia no outro dia sobre um massacre aos cristãos-novos de 1506, em Lisboa. O rastilho para este ataque de ódio a uma comunidade de judeus obrigada à conversão terá resultado de um episódio climático inusitado numa Igreja. Onde a maioria viu um milagre, um cristão-novo teve a ousadia de salientar que não passava de uma ilusão de ótica. Morreram e foram torturadas milhares de pessoas, num episódio característico do fanatismo religioso da época.</p>



<p>Mas não foram os judeus, afinal, os primeiros negacionistas? Negavam a chegada de Cristo, entenda-se. No entanto, um mero reparo sobre a complexidade de um fenómeno climático resultou num linchamento coletivo.</p>



<p>Vivemos uma época de um estranho fervor político-religioso, onde tanto a Natureza como a Ciência são usadas como arma de justificação para as piores atrocidades. O que eu vejo é sobretudo pessoas comuns à procura de respostas para um mundo que não compreendem, respostas essas que os políticos eleitos não conseguem garantir. Na maioria dos casos, parecem tão confusos como o próprio povo. Nesta confusão, sobressaem as figuras carismáticas, que de alguma forma parecem ter respostas para tudo: a culpa é da corrupção, é das elites, é dos imigrantes, é dos ciganos.</p>



<p>Quem não vai na conversa dos políticos volta-se para os grandes empreendedores, esses magos do futuro no tempo presente, que vão moldar o mundo à sua vontade e livrar o Homem do sofrimento. Aí defende-se o “fake it until you make it” e lá se vai alcançando o progresso, mesmo matando pessoas pelo caminho e o progresso revelar-se pouco mais que consumo material.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/pSmgkJb.png" alt="" class="wp-image-34278" style="width:779px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Fake it untill you make it&#8221; pode ser traduzido para &#8220;fingir até conseguir&#8221;</figcaption></figure></div>


<p>O extremismo é típico das crianças de primeira infância, que quando não têm o que querem rebentam por todos os lados, dão pontapés a torto e a direito e dizem que nunca mais falam connosco. É percetível, o cérebro delas ainda não amadureceu, o cortex pré-frontal, responsável pelo raciocínio crítico, só irá amadurecer pelos 25 anos. A amígdala, a parte inferior do cérebro, domina e tudo é emoção. Por tal, procuram o conforto e a resposta no Papá ou na Mamã, que tudo resolve, nem que para isso tenha que usar o cinto.</p>



<p>Já deveríamos ter passado esta fase… Se há uns anos acusavam as gerações de se portarem como eternos adolescentes, hoje parece que estamos todos reduzidos ao patamar de crianças. Serão os ecrãs, como apregoam alguns pedagogos? Se assim é, o mundo digital prometido pelos promotores do Tratado Pandémico apenas vai intensificar todas estas tendências. E o extremismo só irá aumentar.</p>



<p>Sou e sempre fui defensora do bom senso em todas as causas fraturantes do nosso tempo, seja a pandemia de Covid-19, a teoria/ideologia de género, o dinheiro analógico versus o digital, a igualdade e o mérito, etc.&nbsp; Tal não significa negar o progresso, mas entender que as pessoas e as suas circunstâncias são diferentes e que soluções universais e unidirecionadas apenas criam novas formas de opressão e totalitarismo.</p>



<p>Não há, por muito que queiramos, soluções mágicas. Qualquer solução aparentemente simples e objetiva traz consequências. Somos todos seres humanos e aceitar a banalidade dessa humanidade é encontrar o caminho para a defesa do planeta e do Homem.</p>



<p>Perguntam-me o que farei depois desta semana e a verdade é que não sei. Irá depender muito do que acontecer até sábado dia 1 de Junho.</p>



<p>Aparentemente as negociações tanto para o Tratado Pandémico como para as propostas de emendas ao RSI falharam mas parece que ainda existe margem para negociações durante a Assembleia Mundial de Saúde pelo que à sempre o risco de uma “votação por consenso”.</p>



<p>A sessão plenária na Assembleia da República onde foi discutida a nossa petição por um Referendo sobre a Adesão de Portugal ao Tratado Pandémico foi simultaneamente esclarecedora e desanimadora.</p>



<p>Os partidos que “tradicionalmente” costumavam gritar nas ruas contra o corporativismo agora aplaudem de pé ou calam-se e navegam numa omissão envergonhada. Outros há que riem do topo de um moralismo oco ou acusam de negacionismo algo que, me pergunto, se sequer compreendem.</p>



<p>Em tempo de pré-eleições europeias discutem-se temas enferrujados, que já nada dizem às pessoas. Debate-se uma mão cheia de coisa nenhuma em que uma “Europa” fictícia é glorificada sem sequer haver&nbsp; preocupação de tentar perceber se era mesmo esta Europa que as pessoas queriam.</p>



<p>No meio de crises pandémicas, climáticas e humanistas já não há esperança no futuro, só a divisão entre bons e maus.</p>



<p>O debate perde-se assim em um moralismo que, nos nossos dias, é às cores. Mas não se enganem é moralismo na mesma só que com a pequena diferença de que este dá para vender coisas à escala global.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/05/a-assembleia-mundial-de-saude-o-extremismo-e-o-bom-senso/">A Assembleia Mundial de Saúde, o extremismo e o bom-senso</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>A Saúde Global e o Fascismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2024 18:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Tratado Internacional sobre Prevenção e Preparação para Pandemias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos quatro anos envolvi-me profundamente na crítica à gestão da pandemia e procurei perceber, dentro das minhas limitações, onde começou a distorção científica que permitiu esta escalada de acontecimentos. Uma das conclusões a que cheguei começa num conceito básico a todo o tema: Saúde. A “Saúde Global” ou “One Health” é um slogan associado [&#8230;]</p>
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<p>Nos últimos quatro anos envolvi-me profundamente na crítica à gestão da pandemia e procurei perceber, dentro das minhas limitações, onde começou a distorção científica que permitiu esta escalada de acontecimentos. Uma das conclusões a que cheguei começa num conceito básico a todo o tema: Saúde.</p>



<p>A “Saúde Global” ou “One Health” é um slogan associado aos objetivos societários da OMS, que tem tido como principal figura de defesa, se não mesmo o grande promotor, o multimilionário da tecnologia Bill Gates, um dos homens mais ricos do mundo. A ideia em si mesma parece destituída de mácula: que mal há em defender a saúde a nível global?</p>



<p>O capitalismo caritativo ou a filantropia capitalista, como lhe queiramos chamar, padece do problema inerente ao próprio conceito: busca o lucro. Introduzir a caridade ou filantropia nas lógicas de mercado é envolvê-la na selva de competição que tem, obrigatoriamente, de produzir resultados. Herdeira das lógicas económicas neo-liberais, esta filantropia é flexível, reinventa-se constantemente e pensa a curto prazo. Noutras palavras, pensa a nível do “produto” a vender e não olha a meios às campanhas de marketing necessárias para ter retorno.</p>



<p>O Bill Gates é o mais proeminente no catálogo de multimilionários da tecnologia que tentam lavar a imagem com boas obras. A estratégia é tão velha como o tempo, basta lembrar o que o narcotraficante Pablo Escobar também fez na sua época a nível “filantrópico”, mas talvez nunca como hoje se tenha gasto tanto dinheiro nela. Tal quantidade de investimento a circular tem impactos inevitáveis na sociedade, sobretudo numa época em que a política se tornou dependente da economia. Mas Bill Gates e os seus não são políticos – apesar da sua ação ser largamente política – são empresários.</p>



<p> “Saúde” vem do latim <em>salus</em>, referindo-se à época à integridade anátomo-funcional dos organismos vivos. Daqui surge a derivação <em>salvus</em>, mais voltado para a superação de ameaça à integridade física dos sujeitos. <em>Salus</em>, por seu lado, derivará do grego <em>holos</em>, que implica a “totalidade” e encontra-se na origem do termo holismo. De uma forma geral ter “<strong><a href="https://www.scielo.br/j/csp/a/JdpRf8k8jYMcSTT8zTQsZWv/">saúde</a></strong>” advém de uma noção arcaica de ser inteiro, sendo entendida hoje na medicina como “bem estar”.</p>



<p>Ter saúde, portanto, é diferente de estar vivo. A médica psiquiatra norte-americana Anna Lembke, autora de <em>Drug Dealer M.D.</em>, constata como a crise de opióides nos EUA teve origem no aumento do sucesso das cirurgias médicas. Os pacientes começaram a sobreviver mais graças aos avanços tecnológicos, mas aumentou também a dor crónica, efeito secundário de muitas destas intervenções.&nbsp; Compadecidos com o sofrimento dos doentes, os médicos tornaram-se alvos fáceis de empresas farmacêuticas, como a Purdue Pharma, e a sua gama de vendedores treinados nas técnicas do marketing agressivo, para receitar medicamentos novos para a dor, cuja composição, veio-se a concluir, não era muito distante da heroína. O vício, que estaria em princípio aglutinado nos doentes terminais, rapidamente se espalhou pela América, assim começou o receituário indiscriminado destes fármacos para qualquer tipo de dor (a este respeito, recomendo <em>O Império da Dor</em>, do jornalista Patrick Radden Keefe).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/FJTnA93.png" alt="" class="wp-image-33522" style="width:195px;height:auto"/></figure></div>


<p>No seu livro <em>Cérebro de Escassez</em>, o jornalista Michael Easter acaba a concluir que a distância que separa o stress pós-traumático, que pode destruir mentalmente as pessoas na depressão, e a consciência traumática é ténue. Mas precisamos de viver determinado tipo de experiências para ganhar consciência sobre o mundo e sobre nós próprios para, deste modo, evoluirmos de algum modo na nossa humanidade. Mas como fazê-lo num mundo que tudo faz para suprimir o sofrimento, gerando, num estranho paradoxo, ainda mais estados de depressão?</p>



<p>Autores como o médico Jean-David Zeiton, doutorado em epidemiologia clínica, (autor de <em>O Suicídio da Espécie</em>) têm alertado como o crescimento económico e progresso tecnológico trazem inevitáveis efeitos secundários, com novos e complexos problemas de saúde pública. Resta a questão: o que fazer? Será que as mesmas indústrias capitalistas que sugam a vida às pessoas, podem arranjar soluções para os problemas por elas criados?</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/9WNOyjs.jpeg" alt="" class="wp-image-33524"/></figure></div>


<p>O documentário da Netflix, de 2020, <em>Inside Bill’s Brain</em>, é uma interessante exposição à filantropia de Bill Gates, um destes capitalistas. Logo no primeiro episódio somos apresentados ao seu projeto de sanitas com compostagem interna, uma forma de combater a falta de saneamento em países que cresceram demasiado sem infraestruturas sanitárias, em particular em África, conduzindo à propagação de doenças. Gates identificou o problema e investiu milhões na busca de uma solução. “Brutal!”&nbsp; – pensamos de imediato &#8211; “alguém com recursos a ajudar a encontrar soluções”.</p>



<p>À medida que o episódio avança, num sentimento desconfortável que acaba a marcar o visionamento deste documentário cor-de-rosa, o entusiasmo acaba a transformar-se em ceticismo. Gates investiu milhões nestas sanitas, que depois transformou em projetos de sanitários públicos. Mas, poucos as usam. “Esta gente é burra?!” – indagamos &#8211; “não percebem os benefícios na saúde pública desta solução super criativa?!”.&nbsp;</p>



<p>Na tentativa de perceber qual o problema num determinado país africano, entra Melinda Gates. A resposta sobre o relativo falhanço deste projeto é a marca da Fundação Gates: o país em causa tem uma elevada taxa de violações e as mulheres, em particular, não usavam as sanitas públicas com medo de ser violadas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/AM7b3Qr.png" alt="" class="wp-image-33527"/></figure></div>


<p>O livro <em>O problema Bill Gates</em>, do jornalista de investigação Tim Schwab, é uma listagem sucessiva deste tipo de situações caricatas, em que as soluções encontradas negligenciam completamente o lado humano do consumidor. Gates gasta milhares de milhões em África, mas gasta muito mais em lobby político no Congresso dos EUA. A sua filantropia possui objetivos definidos, em grande medida moldados por uma ideologia voltada para soluções tecnológicas e não para a resolução estrutural de problemas. Apesar de ter captado ao longo dos anos especialistas nas mais diversas áreas de saúde pública, com larga experiência no terreno em países africanos, como Hans Rosling, autor de <em>Factualidade</em>, ou jornalistas e/ou ativistas que dedicaram a vida a mostrar os impactos do homem na natureza,&nbsp; como David Attenborough, a grande voz da <em>BBC Vida Selvagem</em>, Gates tem-se apropriado sobretudo dos seus discursos e narrativas. O objetivo continua a ser, como sempre foi, vender produtos tecnológicos.</p>



<p>A apropriação do discurso da esquerda para legitimar objetivos capitalistas é uma estratégia típica da extrama-direita, como se pode constatar ao longo de <em>As Origens do Totalitarismo</em>, da filósofa judia Hannah Arendt. Mussolini e Hitler fizeram-no, apropriando-se do discurso socialista em torno do trabalho para ganhar espaço entre o eleitorado descontente com as soluções do comunismo. Conseguir que instituição públicas financiem projetos com objetivos direcionados e, em grande medida, privados, não anda muito longe do corporativismo fascista.</p>



<p>A mesma Hannah Arendt argumenta que as grandes guerras surgiram de uma aliança improvável entre a elite e a ralé (vulgo populistas), ambas atraídas por um desejo de destruir o mundo existente em prol de um novo, moldado pelos grandes projetos tecnológicos da época. O que os distinguia era a exposição: a elite trabalhava na sombra, a ralé queria palco.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/pMtqXKA.jpeg" alt="" class="wp-image-33532"/></figure></div>


<p>O crescimento do populismo conservador é, pois, apenas a versão espalhafatosa e popular do que já sucede no topo da hierarquia social, procurando-se imitar, e frequentemente exacerbando, os vícios já instalados, como documenta o analista político Giuliano da Empoli, autor de <em>Os Engenheiros do Caos</em>. Embora se ataquem os populistas pela ignorância, o facto é que estes são frequentemente estrategas geniais, que conseguem captar as tendências conjunturais, distorcendo-as à sensibilidade das camadas populares. Mas pensar excessivamente a longo prazo, negligenciando o homem do presente em prol de um hipotético homem do futuro, não é diferente do pensamento populista de curto prazo. São extremos. </p>



<p>O que é, então, a Saúde Global? A Saúde Global é um slogan corporativista, cujo propósito é vender tecnologia embebida em marketing de esquerda, vulgo “progresso”. As aproximações de Gates à China, e de Sillicon Valey de forma geral, são disso prova, como constata <em>O Capitalismo de Vigilância</em>, da socióloga Shoshana Zuboff. A “saúde”, tradicionalmente voltada para a prevenção e a saúde primária, aliás uma das grandes conquistas do 25 de abril de 1974, acaba transformada em produtos. Ter saúde implica ter dinheiro para comprar engenhocas, mesmo que não funcionem como prometeu o fabricador. Que se lixe o exercício físico, a alimentação saudável, a exposição à natureza e aos seus patogénios que fortalecem o sistema imunitário, as análises regulares, ou os tratamentos, vacinais ou não, com provas dadas na prevenção de doenças graves e marcadamente seguros.</p>



<p>A extrema-direita está a crescer em todo o mundo? Está! E começou bem lá em cima, não cá em baixo. As massas com frequência copiam as elites antes de tomarem consciência sobre o impacto dos seus desvarios em si próprias, conforme constata a análise histórica de Daron Acemoglu e Simon Johnson, em <em>Poder e Progresso – a nossa luta milenar pela tecnologia e prosperidade</em>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full"><img decoding="async" src="https://i.imgur.com/ImitVea.jpeg" alt="" class="wp-image-33535"/></figure></div>


<p>Penso, em linha com o ativista e antigo espião Edward Snowden, que isto de algum modo começou com o crescimento da vigilância. Os ataques terroristas às Torres Gémeas a 11 de setembro de 2001 marcaram um ponto de viragem militarista no complexo industrial militar dos EUA, que colocaram milhões em projetos diversificados para combater inimigos invisíveis. Tal permitiu o impulso da Inteligência Artificial e da tecnologia genética, as quais tiveram ambas saltos de desenvolvimento na mesma época, como se pode ler em <em>O Código da Vida &#8211; Jennifer Doudna &#8211; A edição genética e o futuro da espécie humana</em>, do autor Walter Isaacson. Mas em que mãos e com que prioridades se desenvolvem estas tecnologias?</p>



<p>O Tratado Pandémico e as Emendas ao Regulamento Sanitário Internacional são um pequeno passo burocrático num mundo que está a caminhar a passos largos para novas versões do Holocausto judaico, imerso na criação de sucessivas indústrias que acham que a Ética ou o mero consentimento informado são empecilhos ao progresso social. Entretanto vamo-nos distraindo com guerras, reais ou imaginárias, há muito prometidas mas com uma aparente surpresa para a comunicação social, que rapidamente toma parte de um dos lados – em teoria o mundo livre – sem questionar os pressupostos.</p>



<p>Onde fica a nossa humanidade?</p>



<p>Sim, o nazi-fascismo voltou. Têm a certeza que sabem identificá-lo?</p>



<p><sub>Artigo em co-autoria com com L.H.Fernandes</sub></p>
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		<title>A Doença X</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2024 00:00:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 17 de janeiro de 2024, o Forum Económico Mundial (FEM) realizou uma reunião de preparação para ameaças pandémicas à saúde, centradas  num patogénico hipotético, &#8216;Doença X&#8216;. O termo “Doença X” refere-se a um agente infecioso desconhecido, que pode representar uma séria ameaça à humanidade. A OMS adicionou a “Doença X” à sua lista de [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/a-doenca-x/">A Doença X</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em 17 de janeiro de 2024, o <strong><a href="https://www.weforum.org/">Forum Económico Mundial</a></strong> (FEM) realizou uma <strong><a href="https://www.weforum.org/events/world-economic-forum-annual-meeting-2024/sessions/preparing-for-a-disease-x/">reunião de preparação</a></strong> para ameaças pandémicas à saúde, centradas  num patogénico hipotético, &#8216;<strong><a href="https://www.weforum.org/agenda/2018/03/a-mysterious-disease-x-could-be-the-next-pandemic-to-kill-millions-of-people-heres-how-worried-you-should-be/">Doença X</a></strong>&#8216;.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="175" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-1024x175.jpg" alt="" class="wp-image-32223" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-1024x175.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-300x51.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-768x132.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-696x119.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X-1068x183.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/forum-doenca-X.jpg 1349w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="245" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-1024x245.jpg" alt="" class="wp-image-32224" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-1024x245.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-300x72.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-768x184.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-1536x368.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-696x167.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-1392x333.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x-1068x256.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-doenca-x.jpg 1538w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O termo “Doença X” refere-se a um agente infecioso desconhecido, que pode representar uma séria ameaça à humanidade. A OMS adicionou a “Doença X” à sua lista de agentes patogénicos prioritários em 2018, por forma a estimular melhores preparações para este tipo de ameaças hipotéticas, particularmente em cenários onde vacinas e terapêuticas conhecidas não estão disponíveis.</p>
</div></div>



<p>De salientar que há benefícios em utilizar estas hipóteses no <strong><a href="https://100days.cepi.net/100-days/">planeamento</a></strong> de políticas de saúde pública. Da mesma forma, há, naturalmente, interesses corporativos geopolíticos e “globais” representados em Davos. Gera atenção, resposta e investimento potencial por parte de acionistas privados, mas também de governos, que desenvolveram uma dependência considerável de vacinas como mecanismo primário para a <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0264410X21009233?via%3Dihub">preparação e resposta à pandemia</a></strong>.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Ajuda a criar um sentido de urgência, permite uma narrativa clara sobre o retorno do investimento e legitima o lugar da OMS como autoridade para a política de saúde pós-Covid. Criar um sentido de urgência e de crises futuras diminuirá a reflexão, permitindo que os políticos se disponham mais rapidamente a chegar a acordos e a mobilizar recursos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="107" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-1024x107.jpg" alt="" class="wp-image-32228" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-1024x107.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-300x31.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-768x80.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-1536x160.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-696x73.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-1392x145.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3-1068x111.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-3.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Não obstante as aparentes boas intenções e o princípio de cooperação global destas iniciativas, é neste contexto político-corporativo do <strong><a href="https://www.weforum.org/">FEM</a></strong> que o <strong><a href="https://bristoluniversitypressdigital.com/view/journals/gd/12/3-4/article-p641.xml">interesse público</a></strong> se distorce e a saúde global deixa de ser um elemento de ação comum, para se transformar num “produto comum” que alimenta, sobretudo, diferentes interesses privados.</p>
</div></div>



<p>Falemos, portanto, em factos, neste tempo que tanto se apregoa o fact-checking e se abana com a bandeira da desinformação:</p>



<p>É inegável a existência de milhares de vírus, sendo que muitos permanecem desconhecidos. A natureza é diversa, vasta e nem sempre bem compreendida. No entanto, uma maioria significativa é inofensiva para o ser humano, uma vez que com eles foi contactando, ou às suas variantes, ao longo de milhares de anos. Ocasionalmente, nestes encontros diários, ocorrerá um surto mais significativo. O que importa então é a sua frequência e gravidade.</p>



<p>A potencial exceção, como o FEM bem sublinhou, é a introdução não natural de um agente patogénico no ambiente, através da manipulação laboratorial de vírus. Estas são, porém, questões de segurança nacional e internacional, não se enquadrando, à partida, na lógica corporativa privada que domina Davos.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Este ano o FEM pegou na lista das doenças mais suscetíveis de se transformarem em ameaças à saúde humana (Emergências de Saúde Pública de Importância Internacional) da OMS de 2018. Para além da Covid-19, a única doença nesta lista ao qual foram atribuídas mais de 10.000 mortos é o Ébola.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="323" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-1024x323.jpg" alt="" class="wp-image-32233" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-1024x323.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-300x95.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-768x242.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-1536x484.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-696x219.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-1392x439.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola-1068x337.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/oms-ebola.jpg 1795w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>O <strong><a href="https://www.who.int/emergencies/situations/ebola-outbreak-2014-2016-West-Africa">surto de Ébola</a></strong> na África Ocidental de 2014-15 – de longe o maior da história – teve um impacto na mortalidade de 11.325.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Com exceção da febre de Lassa, uma doença endémica da África Ocidental, nenhuma outra <strong><a href="https://www.who.int/publications/m/item/summary-of-probable-sars-cases-with-onset-of-illness-from-1-november-2002-to-31-july-2003">doença na lista</a></strong> parece ter registado mais de 1.000 mortes identificáveis ​​a nível mundial. O SARS e o MERS-CoV causaram cerca de 800 cada.</p>



<p>Este contexto é importante para compreender o risco para a saúde pública destas doenças e dar alguma perspetiva à atual narrativa do FEM:</p>



<p>1 &#8211; A <strong><a href="https://www.who.int/teams/global-tuberculosis-programme/tb-reports/global-tuberculosis-report-2022">tuberculose</a></strong> causa 1.3 milhões de mortes por ano, ou mais de 3.500 mortes por dia, enquanto a <strong><a href="https://www.who.int/teams/global-malaria-programme/reports/world-malaria-report-2022">malária</a></strong> mata mais de 600.000 crianças todos os anos.</p>



<p>2 &#8211; O cancro e as doenças cardíacas matam, globalmente, muito mais pessoas (10 milhões a 17.9 milhões).</p>



<p>Do ponto de vista da saúde pública, até recentemente eram estas áreas que recebiam maior financiamento.&nbsp; O aumento da esperança média de vida nos países desenvolvidos, e posteriormente nos países em desenvolvimento, encontra-se diretamente relacionado com elas, em particular no que toca ao investimento de décadas em saneamento básico, nutrição, <strong><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7404362/">condições gerais de vida</a></strong> e antibióticos.</p>



<p>Só podemos, portanto, especular as consequências do que este recente enfoque em doenças pouco comuns e de baixo impacto, já para não falar em doenças que permanecem no domínio da teoria, quando não da ideologia, poderão efetivamente ter na saúde global.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>De onde surge a Doença X como 20 vezes mais mortal?</strong></p>



<p>O cálculo do “20 vezes” mais mortal surge originalmente num artigo online publico pelo <strong><a href="https://www.birminghammail.co.uk/news/midlands-news/disease-x-predicted-50-million-27777747">Correio de Birmingham</a></strong>, a 24 de setembro de 2023.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="76" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-1024x76.jpg" alt="" class="wp-image-32238" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-1024x76.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-300x22.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-768x57.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-1536x114.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-696x51.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-1392x103.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5-1068x79.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-5.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>O artigo afirma que “a nova doença pode ser 20 vezes mais mortal que o coronavírus, que causou 2.5 milhões de mortes”. Aqui deve-se notar que nem o número de mortes relacionadas com a Covid-19 é rigoroso, uma vez que o número oficial era de cerca de 7 milhões à data.</p>



<p>A origem desta informação parece estar numa declaração feita na época por Kate Bingham, ex-presidente do Grupo de Trabalho de Vacinas do Reino Unido, que disse do Daily Mail que “a pandemia de gripe de 1918-19 matou pelo menos 50 milhões de pessoas em todo o mundo, o dobro das que foram mortas na Primeira Guerra Mundial. Hoje, poderíamos esperar um número de mortes semelhante devido a um dos muitos vírus que já existem.”</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="254" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-1024x254.jpg" alt="" class="wp-image-32241" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-1024x254.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-300x75.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-768x191.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-1536x382.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-696x173.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-1392x346.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8-1068x265.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-8.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Voltemos novamente aos factos:</p>



<p>1 &#8211; Em primeiro lugar, a maioria das mortes por gripe espanhola é atribuída à falta de antibióticos. Esperamos, portanto, que os <strong><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2599911/">cuidados médicos</a></strong> também tenham melhorado nos últimos 100 anos.</p>



<p>2 &#8211; Em segundo lugar parece que o autor do Correio de Birmingham chegou ao cálculo de “20 vezes mais mortal”, pegando nos 50 milhões de mortes por gripe espanhola e dividindo-as por 2.5 mortes por Covid-19, imaginando assim a gravidade da Doença X.</p>



<p>Nesta lógica distorcida, a Doença X equivaleria, hipoteticamente, a 7 milhões de mortes por Covid x 20 = 140 milhões de mortes. Isto colocaria a Doença X num patamar completamente inédito na História da Medicina. E é extraordinário como ninguém, desde jornalistas especialistas em saúde a profissionais de saúde, tenha questionado um número tão elevado de mortalidade.</p>



<p>Numa época em que tanto se fala em desinformação e evidência científica, chega a ser incrível como a falta de rigor das discussões que saem do FEM, ultrapassando claramente as suas competências, têm tamanha aceitação pública e tal ausência de escrutínio mediático.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>Racionalidade acima do Pânico</strong></h3>



<p>O relatório &#8220;<strong><a href="https://brownstone.org/articles/rational-policy-over-panic/">RATIONAL POLICY OVER PANIC</a></strong>. Re-evaluating Pandemic Risk within the Global Pandemic Prevention, Preparedness and Response Agenda&#8221;, um relatório sobre avaliações de risco preparado por um grupo da Universidade de Leeds, conclui: </p>



<p>1- <em>&#8220;Os dados e as evidências apoiam mal o atual risco de pandemia sugerindo que a urgência é injustificada e que é necessário mais tempo para formular políticas que reflitam o verdadeiro risco de pandemias no contexto mais amplo da saúde.</em> <em>Em contraste, os dados sugerem que um aumento nos surtos naturais registados poderia ser em grande parte explicado pelos avanços tecnológicos em testes de diagnóstico nos últimos 60 anos, enquanto a vigilância atual, os mecanismos de resposta e outras intervenções de saúde pública têm reduziu com sucesso a carga nos últimos 10 a 20 anos. COVID-19, se de facto for de origem natural, aparece como um valor atípico e não como parte de uma tendência subjacente.&#8221;</em></p>



<p>2- <em>“Neste contexto, as análises da OMS, do Banco Mundial e do G20 e, em certos casos, das</em> <em>fontes que citam, são dececionantes em termos de conhecimento e equilíbrio. Eles levantam a preocupação de que um desejo de enfrentar uma ameaça percebida está impulsionando a análise, em vez da análise objetiva determinar a extensão da ameaça.&#8221; </em></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="412" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-1024x412.jpg" alt="" class="wp-image-32245" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-1024x412.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-300x121.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-768x309.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-1536x617.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-696x280.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-1392x559.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11-1068x429.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/02/doenca-x-11.jpg 1707w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div></div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>A ilusão de consenso científico que predominou em 2020 e 2021 cai cada vez mais no ridículo. Por todo o lado surgem vozes que, inicialmente sussurrantes, começam a elevar a voz. Cada vez mais artigos contra narrativa conseguem ser revistos e publicados.</p>



<p>A indústria do tabaco dominou a OMS durante mais de meio século com consequências evidentes na saúde global. Esperemos que a &#8220;<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/a-mercantilizacao-da-saude/">Indústria das Pandemias</a></strong>&#8221; não venha a ter direito ao seu Complexo Industral, uma vez que começam a ser cada vez mais evidentes os efeitos negativos das políticas de saúde pública implementadas no pânico de Março de 2020.</p>



<p>Mas isso é matéria para um próximo artigo.</p>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/a-doenca-x/">A Doença X</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<item>
		<title>O Tratado Pandémico e um problema chamado Bill Gates</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2024/01/o-tratado-pandemico-e-um-problema-chamado-bill-gates/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jan 2024 00:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle & Gadgets]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[O ESTADO da ARTE]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Bill Gates]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento da OMS]]></category>
		<category><![CDATA[negócios milionário na Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[OMS]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado Internacional sobre Prevenção e Preparação para Pandemias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos meus artigos fui descrevendo como um ministro de saúde italiano simpatizante do Partido Comunista chinês aproveitou acordos com a China, no âmbito da Nova Rota da Seda, e despoletou uma serie de eventos que criaram o caos num contexto de guerra comercial EUA-China e um Presidente incontrolável, que ousou fazer frente ao Complexo Industrial [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/01/o-tratado-pandemico-e-um-problema-chamado-bill-gates/">O Tratado Pandémico e um problema chamado Bill Gates</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<p>Nos meus artigos fui descrevendo como um ministro de saúde <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/protocolos-que-matam-quando-os-extremos-se-unem/">italiano</a></strong> simpatizante do Partido Comunista chinês aproveitou acordos com a China, no âmbito da Nova Rota da Seda, e despoletou uma serie de eventos que criaram o caos num contexto de guerra comercial EUA-China e um <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/08/a-culpa-de-donald-trump-1/">Presidente</a></strong> incontrolável, que ousou fazer frente ao Complexo Industrial Militar Americano.</p>



<p>Temos ainda um <em><strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/05/os-patroes-da-oms/">Deep State</a></strong></em> Americano sem respeito pelo seu líder e uma crença cada vez mais crescente nos corredores estatais que vigiar os seus próprios cidadãos é algo necessário para fazer frente ao gigante asiático. Ao mesmo tempo, temos grandes corporações (americanas e não só) com grandes simpatias para com o modelo comuno-capitalista mandarim, que se juntam numa espécie de consórcio chamado Fórum Económico Mundial, preocupado em salvar o Mundo e facturar ao mesmo tempo.</p>



<p>A maior força dos países não é tanto o dinheiro, mas a cultura. A apropriação da essência de um povo começa antes de mais pela evangelização. Neste ponto considero que a China está muito mais infiltrada a Ocidente do que se possa pensar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O problema do novo tratado pandémico</strong></h3>



<p>É neste contexto que nos deparamos com um novo Tratado de Preparação e Gestão de Pandemias e com mais de 300 emendas ao Regulamento Sanitário Internacional (RSI).</p>



<p>Em termos latos, podemos argumentar que este tratado é um decalque pós-moderno de um modelo de venda de Defesa que os EUA implementaram após a II Guerra Mundial pelo mundo, cujos efeitos negativos são visíveis sobretudo em África e na América Latina. A estratégia é simples: a venda de modelos e projeções catastróficas com vista à assinatura, por parte dos Estados, de acordos comerciais com dinheiros públicos. Tal gerou e tem gerado situações caricatas, como o facto de em certos países africanos ser mais fácil levar a vacina da pneumonia do que ser tratado para a malnutrição.</p>



<p>As origens da <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/estados-sem-soberania/">OMS</a></strong>, enquanto braço da saúde da ONU, assentavam na prevenção primária e na autodeterminação em saúde. Ao longo dos anos e com o crescente investimento privado direccionado, o foco passou para a venda de produtos para solucionar problemas. Um processo altamente inflenciado pelo enviesamento norte-americano que, aparentemente, parece não acreditar em sistemas nacionais de saúde.</p>



<p>A longo prazo esta estrutura colossal trará problemas de retorno, alguns dos quais que já podem ser antevistos: o caso da Polónia que foi processada pela Pfizer por não querer cumprir os contratos das vacinas e os milhões de vacinas que <strong><a href="https://www.politico.eu/article/europe-bonfire-covid-vaccines-coronavirus-waste-europe-analysis/">foram deitadas ao lixo</a></strong> porque as pessoas já não as querem.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-31673" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-1024x576.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-300x169.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-768x432.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-1536x865.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-696x392.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-1392x784.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1-1068x601.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/200-milhoes-de-vacinas-1.jpg 1700w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">                                           O site POLITICO diz que mais de 200 milhões de vacinas contra o coronavírus foram para o lixo.</figcaption></figure>



<p>Será de especular que a vacinação obrigatória acabará por se tornar uma necessidade para suportar e justificar a estrutura.</p>



<p>Convém salientar que a OMS enquanto organização intergovernamental não está sujeita à jurisdição de qualquer Tribunal que lhe possa exigir transparência.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O problema Bill Gates</strong></h3>



<p>Em 2022 entrevistei o economista Jeffrey Tucker, organizador e principal responsável pela Declaração de Great Barrington, que em 2020 juntou três eminentes epidemiologistas que pediam uma estratégia de gestão pandémica voltada para os vulneráveis (os FOIA &#8211; Freedom of Information Act &#8211; libertados mais tarde, revelam que Fauci os apelidou de <em>fringe minority </em>(minoria marginal<em>)</em> e promoveu ativamente a sua descredibilização em conjunto com o Reino Unido). A dada altura perguntei-lhe o que ele achava das teorias da conspiração à volta da personagem de Bill Gates. Respondeu-me que era o &#8220;tipo dos cheques&#8221;, que estava rodeado de pessoas que lhe diziam o que ele queria ouvir.</p>



<p>Resolvi investigar mais sobre o assunto.</p>



<p>O jornalista de investigação Tim Schwab refere, no seu livro “The Bill Gates Problem” que o empresário fundador da Microsoft não se limita a investir nas empresas, também se “intromete” ativamente nelas, interferindo nos processos e, muitas vezes, levando ao próprio insucesso dos projectos. O ambiente tóxico que existiria na Microsoft terá sido transferido para a Fundação Bill e Melinda Gates. Mas o certo é que não perde dinheiro.</p>



<p>É sabido que a Fundação Gates, em conjunto com outras três agências, foram os principais <strong><a href="https://www.politico.com/news/2022/09/14/global-covid-pandemic-response-bill-gates-partners-00053969">responsáveis pela gestão da pandemi</a></strong>a apesar de eles próprios admitirem que não correu como esperado.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="910" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-1024x910.jpg" alt="" class="wp-image-31681" style="width:754px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-1024x910.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-300x267.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-768x683.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-696x619.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates-1068x949.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/vacinas-bill-gates.jpg 1215w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Título deste artigo: Como Bill Gates e parceiros influenciaram o controlo da resposta global à Covid – com pouca supervisão</figcaption></figure></div>


<p>Contrariamente ao que se julga, não foi a Pfizer quem mais lucrou com a corrida desenfreada às vacinas. Foi a BioNtech, empresa então ainda relativamente pequena e sem qualquer produto lançado no mercado. Os três principais acionistas são o CEO Ugur Sahin e os gêmeos alemães Strüngmann, Andreas e Thomas, que forneceram grande parte do capital inicial para a fundação da empresa em 2008.</p>



<p>Conforme descreve o jornalista <strong><a href="https://www.dossier.today/p/bill-gates-secured-hundreds-of-millions">Jordan Schachtel</a></strong>, a Fundação Gates vendeu 890,000 ações da BioNTech, representando 86% de suas participações anteriores. Com base no tempo e na evolução do preço das ações da BioNTech, Schachtel estima que a fundação faturou 260 milhões de dólares com a venda ou um impressionante retorno de 1500% sobre seu investimento inicial. A maior parte não tributada porque foi investida através da fundação. É esta sorte inesperada que faz Bill Gates parecer o principal beneficiário do súbito sucesso da BioNTech, mas são os Strüngmanns os principais beneficiários do sucesso da empresa alemã.</p>



<p>A subida vertiginosa no preço das ações da BioNTech catapultou brevemente os gémeos para a posição das pessoas mais ricas da Alemanha, com um património líquido estimado em 52 milhões de euros, quando o o preço das ações atingiu seu ponto mais alto no final de 2021. As suas participações na BioNTech valeram mais de € 42 mil milhões.</p>



<p>Por volta de dezembro de 2020, os gémeos Strüngmanns detinham 114.410.338 ações ou quase 47.4% das ações da BioNTech. Isso significa que os gémeos, entretanto, se desfizeram não de quase 900.000 ações, como a Fundação Gates, mas de quase 9 milhões.</p>



<p>E o que dizer das ligações de Bill Gates com a FDA, a agência reguladora do medicamento americana? Em 2017, a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA firmou um <strong><a href="https://www.fda.gov/about-fda/non-profit-and-other-mous/mou-225-17-019">acordo memorando de entendimento (MOU)</a></strong> com a Fundação Bill &amp; Melinda Gates.</p>



<p>No âmbito desse acordo, as duas entidades concordaram em partilhar informações para “facilitar o desenvolvimento de produtos inovadores, incluindo contramedidas médicas”, tais como diagnósticos, vacinas e terapêuticas para combater a transmissão de doenças durante uma pandemia.</p>



<p>A FDA tem sido criticada pelas suas “portas giratórias”. Dez dos últimos 11 comissários da FDA deixaram a agência e garantiram cargos em empresas farmacêuticas que antes regulamentavam. Da mesma forma, a Fundação Gates contratou membros de elevado escalão da FDA, que trazem consigo conhecimento profundo do processo regulatório.</p>



<p>Por exemplo, Murray Lumpkin teve uma carreira de 24 anos na FDA, actuando como consultor sénior do comissário da FDA e representante para questões globais. Agora, ele é vice-diretor de assuntos regulatórios na Fundação Gates e signatário do MOU.</p>



<p>E Margaret Hamburg, que atuou como comissária da FDA entre 2009 e 2015, está agora no Conselho Consultivo Científico da Fundação Gates.</p>



<p>Bill Gates tornou pública a sua satisfação por ter recebido um retorno de 20 para 1 no seu investimento de 10 mil milhões de dólares no “financiamento e entrega” de medicamentos e vacinas. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="376" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-1024x376.jpg" alt="" class="wp-image-31693" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-1024x376.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-300x110.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-768x282.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-1536x564.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-696x255.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-1392x511.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj-1068x392.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/artigo-bill-gates-no-wsj.jpg 1815w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>“É o melhor investimento que já fiz”, <strong><a href="https://www.wsj.com/articles/bill-gates-the-best-investment-ive-ever-made-11547683309">escreveu no Wall Street Journal</a></strong>. “Décadas atrás, esses investimentos não eram apostas seguras, mas hoje quase sempre rendem muito.”</p>



<p>Em Outubro de 2019, a Fundação Gates e o Fórum Económico Mundial acolheram o Evento 201, que reuniu agências governamentais, empresas de redes sociais e organizações de segurança nacional para combater uma pandemia global “fictícia”. Bill Gates é um dos principais entusiastas e mecenas da biossegurança. A Fundação Gates detém ações numa série de empresas farmacêuticas, incluindo Merck, Pfizer e Johnson &amp; Johnson. Investiu milhões no financiamento de ONGs, meios de comunicação e agências internacionais, garantindo</p>



<p>No seu mais recente livro &#8221; Como prevenir a próxima pandemia&#8221;, Bill Gates alerta que as futuras pandemias são a maior ameaça à humanidade e que a sobrevivência depende de estratégias globais de preparação para pandemias, posicionando-se firmemente no centro da definição da agenda.</p>



<p>Investiu ainda milhões no financiamento de ONGs, meios de comunicação e agências internacionais, garantindo uma influência política significativa. As contribuições financeiras para os media garantiram a Gates uma cobertura noticiosa favorável. No site da Fundação está, por exemplo, o registo de <strong><a href="https://www.gatesfoundation.org/about/committed-grants/2020/09/inv017377">financiar o jornal The Guardian</a></strong> em 3.5 milhões de dólares durante três anos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="670" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-1024x670.jpg" alt="" class="wp-image-31699" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-1024x670.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-300x196.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-768x503.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-696x456.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-1392x911.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-1068x699.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian-741x486.jpg 741w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/financiamento-do-the-guardian.jpg 1428w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Também o regulador de medicamentos do Reino Unido, o MHRA, <strong><a href="https://www.gov.uk/government/publications/freedom-of-information-responses-from-the-mhra-week-commencing-31-january-2022/freedom-of-information-on-funding-from-the-bill-and-melinda-gates-foundation-foi-22035">admite receber financiamento da Fundação Gates</a></strong>, relativamente a uma série de iniciativas. O nível atual de financiamento recebido da Fundação Gates ascende a aproximadamente 3 milhões de dólares e abrange vários anos financeiros.</p>



<p>O candidato presidencial Robert F. Kennedy Jr rotulou Bill Gates como “o homem mais poderoso na saúde pública”, uma vez que conseguiu orientar a estratégia pandémica da OMS para se concentrar principalmente na vacinação. Numa <strong><a href="https://soundcloud.com/user-557071035/episode-484-robert-kennedy-jr-destroys-big-pharma-fauci-pro-vaccine-movement">entrevista</a></strong>, Kennedy afirmou que a OMS “implora” pelo financiamento de Gates, que agora constitui mais de 88% do valor total das doações da OMS provenientes de fundações filantrópicas.</p>



<p>E quanto às relações com o governo alemão? Um artigo recente no site alemão <strong><a href="https://www.transparenztest.de/post/bundesregierung-foerdert-projekte-der-gates-stiftung-mit-3-8-milliarden-euro">Transparenztest</a></strong> declarava que o governo alemão financia ou é parceiro de vários projetos da Fundação Gates no valor total de 3,8 mil milhões de euros. Algumas das entradas do programa nos dados do governo alemão identificam a Fundação Bill &amp; Melinda Gates (BMFG) como um patrocinador entre outros, enquanto outras entradas a listam como a única &#8216;fundação/organização&#8217; patrocinadora.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="482" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-1024x482.jpg" alt="" class="wp-image-31708" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-1024x482.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-300x141.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-768x361.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-696x327.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-1392x655.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia-1068x502.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2024/01/transparencia.jpg 1503w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>Foi sem supresa que o surgimento da simulação da &#8220;<strong><a href="https://visao.pt/visaosaude/2024-01-22-o-que-e-a-doenca-x-e-o-que-esta-a-ser-feito-para-a-combater/">Doença X</a></strong>&#8220;, apresentada em Davos e defendida pelo Director Geral da OMS como uma das razões para assinar um novo Tratado de Pandemias, tivesse o financiamento da Fundação Bill e Melinda Gates. Sobre esta questão falarei num próximo artigo.</p>



<p><sub>(<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2024/02/a-mercantilizacao-da-saude/">continua</a></strong>)</sub></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2024/01/o-tratado-pandemico-e-um-problema-chamado-bill-gates/">O Tratado Pandémico e um problema chamado Bill Gates</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>Novo Tratado Pandémico, nova forma de Guerra (comercial)</title>
		<link>https://duaslinhas.pt/2023/11/novo-tratado-pandemico-nova-forma-de-guerra-comercial/</link>
					<comments>https://duaslinhas.pt/2023/11/novo-tratado-pandemico-nova-forma-de-guerra-comercial/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 17:30:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Talvez a inevitável verdade seja que o pecado capital de Donald Trump foi ter ido contra o complexo industrial militar norte-americano, que “governa” o mundo desde o final da II Guerra Mundial. Durante os quatros anos de trumpismo, os EUA não iniciaram mais nenhuma investida militar contra qualquer país potencialmente opositor. No seu livro “Confissões [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/11/novo-tratado-pandemico-nova-forma-de-guerra-comercial/">Novo Tratado Pandémico, nova forma de Guerra (comercial)</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Talvez a inevitável verdade seja que o pecado capital de Donald Trump foi ter ido contra o complexo industrial militar norte-americano, que “governa” o mundo desde o final da II Guerra Mundial. Durante os quatros anos de trumpismo, os EUA não iniciaram mais nenhuma investida militar contra qualquer país potencialmente opositor.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="596" height="450" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/Confissoes-de-um-Assassino-Economico.jpg" alt="" class="wp-image-30390" style="width:336px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/Confissoes-de-um-Assassino-Economico.jpg 596w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/Confissoes-de-um-Assassino-Economico-300x227.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 596px) 100vw, 596px" /></figure></div>


<p>No seu livro “Confissões de um Assassino Económico”, o ex-consultor económico e atual ativista ambiental John Perkins narra como a política de endividamento de países pobres e a indústria da guerra – a que chama corporocracia norte-americana, a dada altura alavancada pelas políticas neo-liberais – &nbsp;ajudaram a manter a hegemonia dos EUA durante décadas, muito à custa da contrainformação e propaganda. Segundo o autor, as ferramentas base da estratégica passavam por análises preditivas como as suas, <em>à priori</em> enviesadas, de desenvolvimento económico, a partir de investimento em infraestruturas financiadas por grandes empréstimos ao Banco Mundial. Estas análises preditivas vinham “empacotadas” num discurso onde se explorava o medo, nomeadamente de escassez, e a necessidade de contrair dívidas megalómanas para evitar um mal maior (o que na segunda metade do século XX foi o comunismo, passando posteriormente para o terrorismo).</p>



<p>Mas o que se faz quando se tem um Presidente que não alimenta esta “corporocracia”, nomeadamente o seu braço militar? O que se faz quando um gigante asiático como a China faz uma <em>reload</em> da mesma política de endividamento, puxando agora o discurso das alterações climáticas, e estabelece uma “Nova Rota da Seda” com a promessa de não se intrometer nas políticas locais?</p>



<p>O que se faz quando se tem uma América dividida, em que as grandes corporações exercem um lobby muito forte sobre os políticos e em que a cultura chinesa se infiltra nestes círculos, fazendo com que o controlo dos cidadãos e o sistema de crédito social possam parecer muito boas ideias?</p>



<p>O que fazia a CIA no chamado <strong><a href="https://centerforhealthsecurity.org/our-work/tabletop-exercises/event-201-pandemic-tabletop-exercise">Evento 201</a></strong>? Para quem desconhece, esta foi uma simulação que ilustrou as áreas onde as parcerias público-privadas seriam necessárias durante a resposta a uma pandemia grave, a fim de diminuir consequências económicas e sociais em grande escala. A simulação foi organizada pelo &nbsp;Centro Johns Hopkins para Segurança Sanitária, em parceria com o Fórum Económico Mundial e a Fundação Bill e Melinda Gates, a 18 de outubro de 2019, em Nova Iorque.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="432" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/johns-hopkins-event-201-1024x432.jpg" alt="" class="wp-image-30396" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/johns-hopkins-event-201-1024x432.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/johns-hopkins-event-201-300x127.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/johns-hopkins-event-201-768x324.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/johns-hopkins-event-201-1536x649.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/johns-hopkins-event-201-696x294.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/johns-hopkins-event-201-1392x588.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/johns-hopkins-event-201-1068x451.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/johns-hopkins-event-201.jpg 1809w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><strong>Além das teorias da conspiração</strong></p>



<p>Nos últimos três anos li e ouvi muitas teorias da conspiração mas confesso que a ideia de que há um clube de gente hiper-mega inteligente e rica que quer dominar o mundo, sendo capaz de antecipar, com uma genialidade incomparável na História humana, todas as convulsões sociais nunca me convenceu.&nbsp; Acredito, porém, em ideias que mexem com a emoção e movem montanhas, sobretudo quando se tem os meios para iniciar a excursão e está em causa o ego do ser humano.</p>



<p>Um exemplo, há exatamente 100 anos perguntaram ao alpinista George Mallory porque continuava a tentar escalar o Monte Evereste, depois de um longo impasse diplomático (resolvido por um burocrata intermédio do Império Britânico e não pelas elites políticas) e duas tentativas falhadas, com várias mortes e problemas técnicos à mistura. “Porque está ali”, terá respondido, num momento mediático marcante no rescaldo da I Guerra Mundial, quando se tentava recuperar o espírito humano gaseado nas trincheiras. Spoiler alert: também não foi à terceira tentativa. Foram precisos mais de 30 anos, muitas mortes estúpidas, para alguém atingir o topo do mundo, que hoje se tornou uma atração turística de gente entediada com o conforto ocidental.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="381" height="542" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/Peter-Zeihan-O-Fim-do-Mundo.jpg" alt="" class="wp-image-30397" style="width:332px;height:auto" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/Peter-Zeihan-O-Fim-do-Mundo.jpg 381w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/Peter-Zeihan-O-Fim-do-Mundo-211x300.jpg 211w" sizes="auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px" /></figure></div>


<p>Concluo que estamos a viver uma nova guerra, essencialmente comercial mas também geopolítica, onde o discurso escatológico anticomunista foi substituído, em termos amplos, pelas alterações climáticas, e, a nível particular, pela saúde global. Continua-se a vender dívida sobre a antecipação do apocalipse, simplesmente os comunistas tornaram-se nossos amigos. O mais recente livro do estratega político Peter Zeihan<em>, O Fim do Mundo é apenas o Começo</em>, a corroborar esta ideia.</p>



<p>A chamada Era contra o terrorismo iniciou-se a 11 de Setembro de 2001 e ressuscitou a importância do complexo industrial militar, meio adormecido com o fim da Guerra Fria uma década antes. As potencialidades da vigilância de cidadãos também começaram a tomar forma com a explosão das inovações na área da inteligência artificial (AI) e as análises preditivas por explorar dos algoritmos de aprendizagem automática.</p>



<p>As redes sociais mudaram a forma de as pessoas convivem e o modo como recebem a informação.</p>



<p>Mas onde isto nos leva?</p>



<p>No documentário “<strong><a href="https://youtu.be/ZBnJBocjxVM">Peace, War and 9/11</a></strong>” que fez no final da sua vida, Graham MacQueen, activista anti-guerra e professor universitário de Peace Studies, refere o comentário de um teórico de sistemas Anatol Rapoport:</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-792d6ad6e5f6b725b424885613481db2" style="max-width:535px">“Não pensem na guerra com um evento ou uma serie de eventos. Pensem nela como um sistema. É um sistema que é alojado por certas sociedades&nbsp; que extrai delas a sua energia&nbsp; e a sua força vital e muitas vezes só para sua desvantagem. Como um parasita ou um tumor da sociedade. Algo pela qual as pessoas matam e morrem. Adapta-se. Agora é o sistema feudal. Agora é o sistema republicano. Agora é o sistema socialista. A guerra avança e arranja maneira de se adaptar. É uma coisa, uma entidade. Beneficia pessoas. Beneficia companhias. Beneficia elites. Temos de perceber o sistema. E temos de perceber o que ele está a fazer. Temos de perceber as suas fases. E se algo poder ser feito para diminuir o seu poder sobre nós.”</p>



<p>MacQueen continua e explica os gatilhos da guerra, estabelecendo duas fases:</p>



<p>&#8211; A fase fria: não há qualquer actividade letal. Mas o sistema continua lá. Continua-se a fabricar armas. Continuam-se a fazer filmes com os russos como vilões. Continuam-se a fazer todas as coisas necessárias para suportar o sistema.</p>



<p>&#8211; A fase quente: um gatilho aciona esta fase. E de repente a actividade letal inicia-se.</p>



<p>Mas que gatilhos são estes? O que despoleta esta mudança de estado? MacQueen refere três tipos de gatilhos que geralmente acontecem na forma de eventos:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Gatilhos de Guerra Naturais: “dois exércitos que se confrontam na noite, sem culpa de terceiros. Querem o mesmo território. São pobres e têm fome”.</li>
</ol>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gatilhos de Guerra Gerenciados: Há uma situação que despoleta o conflito mas um dos lados usa-a a seu favor porque esse lado quer o conflito em larga escala. Ex: Ataque Japonês a Pearl Harbor.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gatilhos de Guerra Fabricados: tudo é fabricado (false flag- ex: Evento do Gulf Tonkin que despoletou a guerra no Vietname). O país quer entrar em guerra então ataca-se a ele próprio (ex: MacQueen refere como exemplo o ataque às Torres Gémeas a 11 de Setembro de 2001 e passa o resto do documentário a explicar no que se baseia para afirmar tal posição).</li>
</ul>



<p>MacQueen esclarece que estas “false flags” são essencialmente dirigidas aos políticos, por forma a condicionar decisões no Congresso. Incrivelmente os políticos são altamente suscetíveis a manobras de propaganda,</p>



<p>Continuo sem acreditar que o evento Covid tenha sido planeado, mas estou segura que foi manipulado em proveito de alguns sectores, aproveitando tácticas conhecidas (e aparentemente eficazes) do gigante asiático, de controlo de população para estabelecer &nbsp;a Ocidente, recursos de outro modo inaceitáveis pela cultural ocidental. Este aproveitamento está a ser feito em regime de cooperação/ competição entre as grandes Big Tech e Big Pharma americanas e Xi JinPing, o líder chinês, tendo como pano de fundo as “boas intenções” da OMS e da ONU que perceberam que, não podendo evitar guerras, podem unir as Nações em objetivos comuns, mediante causas “sobre-humanas”</p>



<p>O que faz a Europa? Tenta regular e manter a sua importância, de alguma forma a entrar em decadência. Aqui <strong><a href="https://www.thelancet.com/journals/lanmic/article/PIIS2666-5247(21)00154-3/fulltext">entra a Alemanha</a></strong>, país que foi escolhido pela OMS para ser uma ponte entre o Ocidente e o Oriente e em que Berlim é uma das cidades com maior número de startups de IA.</p>



<p>Além disso é pública a <strong><a href="https://www.transparenztest.de/post/bundesregierung-foerdert-projekte-der-gates-stiftung-mit-3-8-milliarden-euro">parceria entre a Fundação Gates e o Governo alemão</a></strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="137" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/governo-alemao-fund-gates-1024x137.jpg" alt="" class="wp-image-30408" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/governo-alemao-fund-gates-1024x137.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/governo-alemao-fund-gates-300x40.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/governo-alemao-fund-gates-768x103.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/governo-alemao-fund-gates-696x93.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/governo-alemao-fund-gates-1068x143.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/governo-alemao-fund-gates.jpg 1098w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Bill Gates, um dos homens mais ricos do planeta, é conhecido por defender o conceito de “Filantropia Eficaz”. Ou seja, a arte de <strong><a href="https://observador.pt/2021/01/24/bill-gates-e-filantropo-e-ambientalista-mas-sera-hipocrita/">ganhar dinheiro fazendo obras sociais</a></strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="255" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/bill-gates-4-1024x255.jpg" alt="" class="wp-image-30410" srcset="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/bill-gates-4-1024x255.jpg 1024w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/bill-gates-4-300x75.jpg 300w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/bill-gates-4-768x192.jpg 768w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/bill-gates-4-1536x383.jpg 1536w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/bill-gates-4-696x174.jpg 696w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/bill-gates-4-1392x347.jpg 1392w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/bill-gates-4-1068x266.jpg 1068w, https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/11/bill-gates-4.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>No fundo não temos mais que grandes corporações, essencialmente americanas mas também chinesas, a adotar a ideologia chinesa de controlo da população. Mas para quê? Eu diria: mais consumo, mais consumo direcionado (e por tal passível de ser antecipado), revestido pelo que se chama de “bem comum” .</p>



<p>Mas onde isto nos leva?</p>



<p>Escreve o Dr Robert&nbsp; Malone, médico e cientista por trás da ideia original da tecnologia de mRNA:&nbsp;</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-aede0dbb0ced924c18d17ee248ef127e" style="max-width:600px">“A ONU tem parcerias e acordos estratégicos com os países membros, bem como com outras organizações globalistas, como a Fundação Bill &amp; Melinda Gates, o Banco Mundial, a CEPI, a GAVI, a Organização Mundial do Comércio, a União Europeia e o Fórum Económico Mundial (FEM)&#8221;.</p>



<p>Aqui está um exemplo de como as Nações Unidas operam.</p>



<p>O FEM e a ONU assinaram um acordo estratégico de parceria em 2019. Lembre-se que o FEM tem o compromisso de “capitalismo das partes interessadas”, pelo qual parcerias privadas trabalham para controlar os governos.</p>



<p>O FEM desenvolveu um plano em 2020 para utilizar a crise da Covid-XNUMX para reorganizar a governação global em torno de questões sociais, incluindo as alterações climáticas – este plano foi chamado de Grande Reinicialização (Great Reseat).</p>



<p>O FEM é uma organização comercial que representa as maiores corporações do mundo. Explora repetidamente tecnologias disruptivas para aumentar as oportunidades de crescimento económico para os seus membros corporativos. O FEM foi concebido especificamente para promover o poder económico dos seus membros da elite global, também conhecidos como a “classe bilionária”.</p>



<p>À medida que o FEM alimenta as Nações Unidas com dinheiro através do seu acordo estratégico de 2019, quem gere os conflitos de interesses que acompanham esta parceria? Onde está a transparência?</p>



<p>A ONU tem catorze organizações especializadas sob a sua liderança, todas envolvidas na governação global, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nenhuma destas organizações tem nada a ver com o âmbito da Carta original da ONU, que se centrava em acabar com as guerras, promover a paz mundial e os direitos humanos.”</p>



<p><sub>(<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/12/o-tratado-pandemico-e-o-negocio-da-doenca/">continua</a></strong>)</sub></p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/11/novo-tratado-pandemico-nova-forma-de-guerra-comercial/">Novo Tratado Pandémico, nova forma de Guerra (comercial)</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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		<title>OFENSIVA COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Sep 2023 18:51:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Organização Mundial de Saúde avisa que o covid-19 está de regresso e que as hospitalizações na Europa estão a aumentar. Há quase 2 anos que deixámos de nos preocupar com esta pandemia. Mais eis que o diretor-geral da OMS voltou hoje à carga. Declarações do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no decorrer de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Organização Mundial de Saúde avisa que o covid-19 está de regresso e que as hospitalizações na Europa estão a aumentar.</p>



<p>Há quase 2 anos que deixámos de nos preocupar com esta pandemia. Mais eis que o diretor-geral da OMS voltou hoje à carga.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="OMS alerta para ofensiva COVID" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/qsOAZcO4qTA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><em><sub>vídeo</sub></em></figcaption></figure>



<p>Declarações do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no decorrer de uma conferência de imprensa convocada propositadamente para este alerta.</p>



<p>Segundo os dados agora divulgados, as hospitalizações e mortes por covid-19 estão a aumentar na Ásia Oriental, no Médio Oriente e na Europa.</p>



<p>Ghebreyesus diz que só 43 países continuam a reportar a evolução da pandemia, mas será suficiente, pelos vistos, para voltarmos ao tema e às vacinas, conforme podemos escutar neste vídeo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>EM PORTUGAL&#8230;</strong></h3>



<p>Desde o dia 1 de setembro que nos hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, que pertencem ao Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHULN), voltou a ser obrigatório usar máscaras nas visitas aos doentes e nas consultas externas.<br>A Direção Geral de Saúde (DGS) também defende o uso de máscaras de proteção, embora diga que, por enquanto, a medida deve ser decidida por cada hospital.</p>



<p><br><br></p>
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		<title>NOVO COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Narciso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Aug 2023 18:38:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Corremos o risco de ter uma segunda dose de pandemia, desta vez com o &#8220;Arcturus&#8221; (assim batizaram a nova variante). Mas agora será mais difícil convencer as pessoas da necessidade de novas vacinações. Da 1ª pandemia sobraram muitas dúvidas sobre a real capacidade das “vacinas” que apenas evitavam manifestações “mais graves” da doença. E sobraram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Corremos o risco de ter uma segunda dose de pandemia, desta vez com o &#8220;Arcturus&#8221; (assim batizaram a nova variante). Mas agora será mais difícil convencer as pessoas da necessidade de novas vacinações. Da 1ª pandemia sobraram muitas dúvidas sobre a real capacidade das “vacinas” que apenas evitavam manifestações “mais graves” da doença. E sobraram ainda mais dúvidas sobre as sequelas deixadas em muitas pessoas que foram inoculadas várias vezes com sucessivas doses de reforço vacinal. O aumento das taxas de mortalidade e de problemas cardíacos têm sido atribuídos às drogas injetadas nas campanhas de vacinação.</p>



<p>A médica Marta da Silva Gameiro lembrou, em <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/quando-o-capitalismo-captura-as-boas-obras/">crónica publicada neste site</a></strong>, que &#8220;um artigo na revista&nbsp;<em><strong><a href="https://www.mdpi.com/journal/vaccines">Vaccines</a></strong></em>&nbsp;indica que injeções repetidas de covid induzem a produção de anticorpos IgG4 que podem reduzir a imunidade à proteína Spike. Isso ajudaria a explicar o aumento de infecções, internamentos e mortes com doses sucessivas das vacinas.&#8221;</p>



<p>Os EUA instalaram-se como superpotência hegemónica, pelo poderio militar e financeiro alcançado depois da II Guerra Mundial, mas também pelo controlo exercido pelas multinacionais, nomeadamente as do setor da energia, alimentação, saúde. E há quem suspeite que os efeitos do covid-19 foram estudados, planeados e executados no sentido de <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/07/protocolos-que-matam-quando-os-extremos-se-unem/">reforçar essa hegemonia</a></strong>. Com a OMS dependente dos <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/estados-sem-soberania/">financiamentos privados</a></strong>, assistimos à ascensão de uma burocracia internacional cujo propósito definidor, existência, poderes e orçamentos dependerá de surtos de pandemias. Quanto mais, melhor.</p>



<p>A variante &#8220;Arcturus&#8221; foi detetada em&nbsp;21&nbsp;países a partir de&nbsp;27&nbsp;de março. Em meados de abril, a&nbsp;OMS&nbsp;elevou-a para o estatuto de &#8220;variante de interesse&#8221;, acreditando que o número de países agora afetados é de&nbsp;34.</p>



<p>Por enquanto, a OMS considera que a nova estirpe é de baixa gravidade, embora mais contagiante que as estirpes anteriores. Será a variante dominadora em todo o mundo, dentro de pouco tempo. </p>



<p>Na&nbsp;Índia, o país que regista mais casos de&nbsp;“Arcturus”, os hospitais foram colocados em estado de alerta. Os sintomas da “Arcturus” incluem febre alta &#8211; mais elevada do que nas anteriores variantes da covid-19 -, tosse e conjuntivite, uma condição que causa inflamação. Para além destes sintomas, as infecções por&nbsp;“Arcturus”&nbsp;assemelham-se às anteriores estirpes de covid-19, cujos sintomas incluem tosse, garganta irritada e nariz a pingar, fadiga, dores de corpo, dores de cabeça e congestão.</p>



<p>Na China, os confinamentos foram abandonados mas as campanhas obrigatórias de reforço vacinal continuam, sem que a doença tenha sido debelada.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>ADOÇANTE ARTIFICIAL PROVOCA CANCRO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Jul 2023 23:00:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos adoçantes artificiais mais utilizados pela indústria alimentar é cancerígeno. A Agência Internacional de Pesquisa sobre Cancro (IARC) acaba de anunciar que vai classificar o aspartame como produto que pode provocar cancro. O aspartame é utilizado na fabricação de muitos refrigerantes artificais, nomeadamente a Coca-Cola dieta, pastilhas elástica “sem açúcar” e na confeção de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um dos adoçantes artificiais mais utilizados pela indústria alimentar é cancerígeno. A Agência Internacional de Pesquisa sobre Cancro (IARC) acaba de anunciar que vai classificar o aspartame como produto que pode provocar cancro. O aspartame é utilizado na fabricação de muitos refrigerantes artificais, nomeadamente a Coca-Cola dieta, pastilhas elástica “sem açúcar” e na confeção de bolos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/07/aspartame-coca.jpg" alt="" class="wp-image-27232"/></figure>



<p>O IARC é um organismo do universo da Organização Mundial de Saúde (OMS), mas esta decisão não está isenta de controvérsia.&nbsp; Por exemplo, os fabricantes de refrigerantes dizem que o aspartame será perigoso para a saúde se alguém beber mais de doze latas de refrigerante dieta, todos os dias, ao longo de muito tempo.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color" style="max-width:416px"><strong>Depois de décadas de publicidade na promoção de refrigerantes “sem açúcar”, agora dizem-nos que afinal mais vale beber outra coisa.</strong></p>



<p>Adivinhamos uma discussão pública inconclusiva, à semelhança do que se passa, por exemplo, com o glifosato, um químico utilizado em herbicidas e inseticidas agrícolas. Os cientistas dizem que o glifosato é &#8220;provavelmente cancerígeno&#8221;. Mas a indústria diz que não. E o<strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/03/o-borrifo-de-veneno/"> glifosato</a></strong> continua a ser utilizado em larga escala.</p>



<p>Nos Estados Unidos, por exemplo, a empresa química Bayer perdeu já vários recursos de decisões judiciais que a obrigam a pagar indemnizações a utilizadores de herbicidas com glifosato e que contraíram cancro.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/03/glifosato-artigo.jpg" alt="" class="wp-image-24938"/><figcaption class="wp-element-caption">A utilização de glifosato é prática comum na agricultura</figcaption></figure>



<p>Há outros exemplos de discussões onde as indústrias insistem em produzir, mesmo sob suspeita de perigo para a saúde pública, como são os casos, por exemplo, da carne processada (chouriços, salsichas, etc) ou do amianto muito utilizado, ainda, na construção civil.</p>



<p>O problema está na dificuldade em apresentar provas irrefutáveis sobre a perigosidade desses elementos químicos. Estamos a falar de investigações que levarão décadas a compilar dados que, só depois, poderão ser avaliados. Por isso, em vez de conclusões assertivas temos declarações sinuosas, onde as palavras &#8220;podem&#8221;, &#8220;talvez&#8221;, &#8220;provavelmente&#8221;, deixam espaço para a incerteza.</p>



<p>Na dúvida, a Pepsi <strong><a href="https://natelinha.uol.com.br/super-viral/2023/06/29/-adocante-presente-na-coca-cola-zero-e-classificado-como-potencial-cancerigeno-pela-oms-198964.php">abandonou o aspartame</a></strong> da receita da sua cola dieta, mas para já apenas nos Estados Unidos.</p>



<p><sub>Fontes: Reuters, <a href="https://www.livescience.com/health/food-diet/aspartame-to-be-declared-possible-carcinogen-by-who-dont-panic">LiveScience</a></sub></p>
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		<title>Quando o capitalismo captura as boas obras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marta da Silva Gameiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2023 23:01:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8216;Pequena grande vida&#8217; (Downsizing) é um filme de 2017 com Matt Damon sobre capitalismo e boas obras. A ideia do enredo passa por uma experiência científica que diminui o tamanho dos seres humanos como única solução encontrada para salvar o planeta, uma vez que diminui o consumo global de recursos naturais. O projeto inicialmente parece [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/quando-o-capitalismo-captura-as-boas-obras/">Quando o capitalismo captura as boas obras</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>&#8216;Pequena grande vida&#8217; (Downsizing) é um filme de 2017 com Matt Damon sobre capitalismo e boas obras. A ideia do enredo passa por uma experiência científica que diminui o tamanho dos seres humanos como única solução encontrada para salvar o planeta, uma vez que diminui o consumo global de recursos naturais. O projeto inicialmente parece resultar, mas gradualmente os vícios e a complexidade das sociedades humanas interferem na finalidade desta &#8220;boa obra&#8221;, com pessoas a submeterem-se ao tratamento de &#8220;diminuição&#8221; apenas para acederem à vida de luxo e livre de impostos que ela permite. Neste universo aparentemente utópico começam também a surgir excluídos: os que reagem mal ao processo médico, os que foram obrigados a diminuir por diferentes razões, os doentes, os já anteriormente pobres, etc.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Downsizing (2017) - Official Trailer - Paramount Pictures" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/UCrBICYM0yM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>No final, o grupo que criou o processo médico de &#8220;diminuição&#8221; revela-se extremista, decidindo ir viver para debaixo da terra, à espera do inevitável apocalipse. Cá em cima, o mundo continua, com o capitalismo a lucrar com o novo mercado em miniatura criado com a finalidade de salvar o mundo.</p>



<p>O herói, uma boa pessoa, é tentado por todas ideias de bem comum que surgem no enredo, acabando inevitavelmente sempre prejudicado. Também se junta ao grupo que vai criar uma nova sociedade mas profundezas da terra, salvando a raça humana do Armagedão. No último instante, porém, arrepende-se e volta para trás. É o seu único ato egoísta em toda a trama. Não o torna má pessoa, apenas humano.</p>
</div></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>As consequências</strong></h3>



<p>Um estudo de Kevin Bardosch ao examinar 600 publicações, concluiu que “o dano colateral da resposta à pandemia foi substancial, abrangente e deixará um legado de danos para centenas de milhões de pessoas nos próximos anos”.</p>



<p>Pesquisadores suecos analisaram quase 3 milhões de mulheres para concluir que mulheres vacinadas com mais de 45 anos têm um risco 23-33% maior de sangramento vaginal grave . Uma descoberta publicada recentemente na Nature mostrou que o risco de cegueira (oclusão vascular da retina) nos dois anos após a vacinação com mRNA aumentou 2,2 vezes.</p>



<p>Uma importante meta-análise revista por pares do Instituto de Assuntos Económicos por pesquisadores americanos, suecos e dinamarqueses concluiu “as vidas salvas foram uma gota no balde em comparação com os custos colaterais impressionantes impostos” e&nbsp; “quando se trata de Covid, os modelos epidemiológicos têm muitas coisas em comum: suposições duvidosas, previsões arrepiantes de desastres que erram o alvo e poucas lições aprendidas”. O abrangente livro de 220 páginas descobriu que as medidas draconianas tiveram um “impacto insignificante” na mortalidade por Covid e foram “uma falha colossal da política global que nunca deve ser imposta novamente”.</p>



<p>Um artigo na revista <em><strong><a href="https://www.mdpi.com/journal/vaccines">Vaccines</a></strong></em> indica que injeções repetidas de Covid induzem a produção de anticorpos IgG4 que podem reduzir a imunidade à proteína Spike. Isso ajudaria a explicar o aumento de infecções, internamentos e mortes com doses sucessivas das vacinas.</p>



<p>Um estudo da Virgínia, por exemplo, descobriu que veteranos vacinados têm maior probabilidade de serem hospitalizados ou morrer do que veteranos não vacinados, com reforços aumentando ainda mais o risco.</p>



<p>Os pesquisadores da FDA descobriram um risco elevado de inflamação cardíaca em crianças de 12 a 17 anos que receberam a vacina da Pfizer. Pesquisadores sul-coreanos estabeleceram recentemente que 12 pessoas com menos de 45 anos morreram de miocardite causada por vacinas de mRNA . Por outro lado, o ministério da saúde de Israel confirmou que o número de pessoas entre 18 e 49 anos sem doenças subjacentes que morreram de Covid é precisamente zero .</p>



<p>Julie Sladden e Julian Gillespie escreveram sobre a descoberta acidental de que as injeções de Covid poderiam conter DNA plasmidial. Ambos alertaram&nbsp; que se os resultados forem verificados, as implicações são graves. A contaminação generalizada de DNA colocaria em questão a qualidade de todo o processo de fabricação de injeção de mRNA, sistemas de segurança e supervisão regulatória. Além disso, o DNA pode não ser o único contaminante.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>O governo de ninguém</strong></h3>



<p>Dizem-nos que, num mundo de multiplicação das emergências sanitárias, se tornou necessário abdicar de alguma independência em troca da nossa segurança. Eu diria que em democracias complexas, a burocracia é, citando Hannah Arendt, o governo de ninguém e o capital encontra terreno fértil para apontar uma direção.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="805" height="475" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/06/hannah-arendt.jpg" alt="" class="wp-image-26931"/></figure>
</div></div>



<p>O financiamento inicial da Organização Mundial de Saúde (OMS) foi dominado por contribuições &#8220;avaliadas&#8221; dos países, com base no PIB, e a instituição decidia como usar esse financiamento principal para alcançar o maior impacto da sua ação. A partir de 1993 o financiamento da OMS tornou-se principalmente &#8220;especificado&#8221;, o que significa que um financiador pode decidir como e onde o trabalho será feito. A OMS tornou-se um canal através do qual os financiadores podem implementar programas dos quais podem beneficiar. Esses financiadores são cada vez mais entidades publico-privadas (GAVI, CEPI) e privadas, com o segundo maior financiador da OMS a ser atualmente um carismático empreendedor de software e investidor farmacêutico.</p>



<p>Ao ceder o poder à OMS, um Estado cederá o poder aos financiadores da OMS. Estes podem então lucrar através da imposição de uma abordagem cada vez mais centralizada e baseada em produtos de base que a OMS está agora a adoptar.</p>



<p>Os Estados democráticos têm sistemas que garantem que aqueles que têm permissão para exercer poder sobre os cidadãos o façam apenas face à vontade dos cidadãos, estando sujeitos a tribunais independentes em casos de desvios. Isto é necessário para enfrentar a corrupção que sempre surge, pois as instituições são dirigidas por seres-humanos. No entanto, como outros ramos das Nações Unidas, a OMS responde a si mesma e à geopolítica da AMS. Mesmo o Secretariado da ONU tem influência limitada, já que a OMS opera sob a sua própria constituição.</p>



<p>A falta de responsabilidade alargada da OMS é demonstrada no seguinte exemplo: ninguém será responsabilizado pelos quase um quarto de milhão de crianças que a UNICEF estima terem sido mortas pelas políticas que a OMS promoveu no sul da Ásia ou pelos 10 milhões de meninas forçadas ao casamento infantil pelas políticas de Covid. Esta falta de responsabilização pode ser aceitável se uma instituição estiver simplesmente a dar conselhos, mas é completamente inaceitável para qualquer instituição que tenha poderes para restringir, mandar ou mesmo censurar os cidadãos de um país.</p>



<p>Antes do influxo de dinheiro privado, a OMS concentrava-se em doenças infeciosas endémicas, como a malária, a tuberculose e o VIH/SIDA. Estas doenças encontram-se fortemente associados à pobreza, assim como as doenças decorrentes da desnutrição e da falta de saneamento. A experiência em saúde pública diz-nos, refere o especialista norte-americano David Bell, ex-funcionário da OMS, que abordar estas doenças evitáveis ou tratáveis é a melhor forma de prolongar as vidas e promover uma boa saúde sustentável. Estas doenças são abordadas de forma mais eficaz por pessoas no terreno que têm conhecimento local de comportamento, cultura e epidemiologia da doença, e esta abordagem envolve capacitar as comunidades para gerir a sua própria saúde. A OMS&nbsp; enfatizou outrora essa descentralização, defendendo o fortalecimento da atenção primária. Era consistente com a luta contra o fascismo e o colonialismo, que caracterizou a época em que a OMS surgiu.</p>



<p>Já as abordagens centralizadas de saúde exigem que as comunidades e os indivíduos cumpram ditames que ignoram a heterogeneidade local e as prioridades comunitárias.</p>



<p>Conforme constata David Bell, os funcionários da OMS raramente são especialistas. A experiência durante os surtos de gripe suína e ébola na África Ocidental em 2009 demonstrou isso. Muitos passaram décadas sentados num escritório e têm experiência mínima na implementação de programas ou no gerenciamento prático de doenças. As quotas nacionais e o nepotismo associado às grandes organizações internacionais significam que a maioria dos países terá muito mais experiência dentro das suas fronteiras do que existe numa burocracia fechada em Genebra.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>A (des)responsabilização social do Tratado Pandémico</strong></h3>



<p>As <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/05/a-saude-nao-esta-a-venda/">novas propostas da OMS</a></strong> levarão à criação de uma <strong><a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/estados-sem-soberania/">burocracia internacional</a></strong> com financiamento significativo. O tratado proposto estipula que os países dediquem pelo menos 5% dos seus gastos atuais com saúde à prevenção, preparação, resposta e recuperação de sistemas de saúde pandémicos. Embora esse dinheiro seja gasto dentro do país, a decisão sobre o que pode ser gasto será feita pela OMS. A instituição passará a decidir também o tamanho dessa percentagem e se ela muda com o tempo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="1080" src="https://duaslinhas.pt/wp-content/uploads/2023/05/saude-capa.jpg" alt="" class="wp-image-26644"/></figure>
</div></div>



<p>O artigo 19 do tratado proposto diz ainda que as partes devem “comprometer-se a alocar, de acordo com suas respectivas capacidades, XX% do seu PIB para cooperação internacional e assistência na prevenção, preparação, resposta e recuperação de sistemas de saúde pandémicos”. Ainda não há clareza sobre qual será essa percentagem.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O orçamento anual da OMS atualmente é de cerca de US$ 3,6 mil milhões. O plano faz referência a um montante de US$ 31 mil milhões por ano para este trabalho. Isso quer dizer que a OMS está a propor gastar dez vezes seu orçamento atual puramente no planeamento da próxima pandemia. Para colocar em perspectiva, US$ 4,3 mil milhões foram gastos globalmente no tratamento da malária. Estes fundos centralizados seriam direcionados para várias iniciativas da OMS, incluindo :</p>



<p>&nbsp;&#8211; Rede global de suprimentos e logística pandémica da OMS</p>



<p>&nbsp;&#8211; Acesso a patogénios da OMS e sistema de compartilhamento de benefícios — grande ênfase em vários laboratórios a realizar sequenciamento genómico para um banco de dados centralizado;</p>



<p>&nbsp;&#8211; Exercícios de mesa multipaíses (por ex Evento 201) ou regionais a cada dois anos</p>



<p>&nbsp;&#8211; Uma &#8216;força de trabalho de emergência de saúde pública global&#8217; para conter surtos &#8211; com uma rede de instituições de treino a partir da qual serão implantados;</p>



<p>&nbsp;&#8211; Um mecanismo de compensação global para lesões resultantes de vacinas pandémicas (para um &#8216;novo&#8217; vírus, a única solução que pode ser considerada pelos promotores de vacinas é (obviamente) uma vacina);</p>



<p>&nbsp;&#8211; A atual definição de pandemia da OMS requer apenas “novidade”, sem exigência de gravidade .</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>O Tratado Pandémico faz uma declaração de que as partes devem garantir que os benefícios das medidas de prevenção da pandemia superem os custos. Mas como podemos encontrar benefícios que superem o gasto de dezenas de milhões de euros? Só o microbiota intestinal humano tem mais de 100 triliões de microorganismos. Investir fortunas à procura de algo novo é praticamente certo que o irão encontrar.</p>



<p>O tratado exige ainda que, para todos os produtos pandémicos de testes, EPI, vacinas e terapêuticas, 20% vão diretamente para a OMS.</p>



<p>Uma cláusula do tratado é dedicada à prestação de contas. A cláusula inteira é dedicada à responsabilidade dos estados-nação sem uma única menção de qualquer responsabilidade da própria OMS. Na verdade, não haverá prestação de contas.</p>



<p>O tratado estabelece um período de dois anos após a assinatura, durante o qual um país não pode sair. Depois disso, há um requisito para o período de aviso prévio de um ano. Isso significa que a assinatura do tratado comprometerá um país com gastos mínimos de três anos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color" style="max-width:508px"><strong>O dinheiro dos contribuintes será gasto sem prestação de contas e haverá pouco controle sobre quanto é gasto dessa forma</strong>.</p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>A entrada em cena dos metadados e a vigilância</strong></h3>



<p>As emendas ao Regulamento Sanitário Internacional e o tratado proposto também exigirão um amplo compartilhamento de dados. Superficialmente, os requisitos são para compartilhamento de dados num contexto epidémico, com ênfase particular em dados de sequências genómicas.</p>



<p>A alegada justificação para isto é que “não existe um sistema eletrónico padronizado e reconhecido internacionalmente para permitir a transferência segura e protegida de dados entre passageiros e as autoridades de saúde competentes de um Estado Parte para fins de rastreamento de contactos, no caso de uma doença infecciosa relatada”. </p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color" style="max-width:519px"><strong>A questão que se coloca é: por que razão precisamos de um órgão supranacional envolvido nos formulários de localização de passageiros, haja ou não risco de doença infeciosa? Os dados sobre os passageiros que chegam são um assunto para a nação envolvida. </strong></p>



<p>Na verdade, a recolha desses dados a nível supranacional violaria as regras atuais do GDPR da UE, que impedem estritamente a recolha de dados que não são necessários para uma finalidade específica.</p>
</div></div>



<p>Especificamente, o Artigo 23 diz que os formulários de localização de passageiros devem ser produzidos em formato digital que atendam aos requisitos de interoperabilidade da OMS. Também especificam que deve haver “salvaguardas para reduzir o risco de abuso e falsificação”, sugerindo a recolha de identificadores biológicos. Continua no Artigo 35: “ Os documentos digitais de saúde devem incorporar meios para verificar sua autenticidade por meio da recuperação de um site oficial, como um código QR.”&nbsp; No artigo 36, eles especificaram um requisito “para certificados digitais de vacinação ou profilaxia”.</p>



<p>Dizem-nos que tudo isto é “para fins de rastreamento de contactos”. Mas como será realmente usado?</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Em junho de 2023, Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS, anunciou o lançamento de uma “rede global de certificação digital em saúde” , com base no “sucesso do sistema da UE”. Continuou dizendo que seria expandido para incorporar “resumos de pacientes internacionais”. Os registros médicos são pessoais e privados mas aparentemente vão começar a ser necessários para viajar.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color dropcapp" style="max-width:523px"><strong>A UE anunciou “o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem” que estará operacional em 2024. Isso significa que os cidadãos que viajem na Europa precisarão de um visto de viagem e especificarão que “ o pedido será recusado se o requerente… for considerado representar… um alto risco epidémico”.</strong></p>
</div></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<h3 class="wp-block-heading"><strong>A vida pelo ecrã (ou debaixo da terra)</strong></h3>



<p>Uma das ideias inerentes à digitalização do mundo é passar a fazer viagens por realidade virtual. Deste modo, será o argumento, haverá menos pegada de carbono e a pessoa terá na mesma a &#8220;experiência&#8221;. Pergunto-me se não terá o efeito oposto. Estudos em torno da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima apontam que, por onde a imagem passa, há uma tendência de haver um afluxo de turistas dessas terras nos anos seguintes a Fátima. Quer-se &#8220;agradecer&#8221; a passagem da virgem com uma visita à sua casa. Logo capacetes de realidade virtual a darem uma pseudo experiência de viagem podem ter o resultado oposto ao esperado e aumentar ainda mais o desejo de viajar a quem estava conformado à sua existência. E o que acontecerá quando esse desejo for impedido por uma classificação sanitária de impeditivo de deslocação, sobretudo quando estão em causa questões espirituais como a religião?</p>



<p>Hannah Arendt afirmou que o seu mestre, Martin Heidegger, havia sucumbido ao mesmo vício de Platão. De tanto se perder no mundo das ideias, a olhar para as estrelas, havia caído no precipício. Heidegger, um dos grandes filósofos do seu tempo, aderiu ao partido nazi, apoiando Hitler e renegando o seu respetivo mestre, Edmund Husserl, pai da fenomenologia. Para Arendt, perdera-se no próprio pensamento, como no nosso filme os cientistas isolaram-se nas profundezas da terra.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color" style="max-width:509px"><strong>Não se colocam em causa as boas obras e o bom coração de quem criou as medidas de gestão pandémica. O problema é ver-se a saúde como um produto, só possível de ser gerida mediante a venda de outros produtos. Ao introduzir a saúde numa lógica corporativa capitalista, acaba-se a olhar para a saúde financeira dos envolvidos, não para a saúde global.</strong></p>



<p>É o princípio que está em causa: quem quer produtividade não pode ter saúde, caso contrário o nosso tempo não seria a época das depressões e o capitalismo não arrastaria atrás de si tantos problemas com os trabalhadores.</p>



<p>Olhemos para os homens antes de nos perdermos nas estrelas. As próximas gerações vão agradecer-nos.</p>
</div></div>
<p>O conteúdo <a href="https://duaslinhas.pt/2023/06/quando-o-capitalismo-captura-as-boas-obras/">Quando o capitalismo captura as boas obras</a> aparece primeiro em <a href="https://duaslinhas.pt">Duas Linhas</a>.</p>
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