MORTE NA PRISÃO DO LINHÓ

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Um recluso de 28 anos está acusado de matar um colega de cela, no Estabelecimento Prisional do Linhó. O acusado de homicídio está referenciado, há anos, como esquizofrénico e consumidor de droga.

Os serviços prisionais sabiam da situação clínica do recluso. Segundo um comunicado da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), este recluso deveria estar internado num hospital psiquiátrico e não numa penitenciária.

A família do suspeito alertou para o perigo, durante anos, incansávelmente, através de dezenas de emails e até mesmo numa reunião da diretora-adjunta do EP com o avô do recluso. “A Senhora Directora foi muito simpática, mas desvalorizou os meus receios garantindo que tinha a situação sob controle e que nada de mal poderia acontecer, mesmo quando eu lhe reafirmei que conhecia o meu neto e que não ficava tranquilo”, lemos no comunicado da APAR quando cita o familiar do recluso.

O relato deste avô transposto para o comunicado da APAR é pungente: “Estou angustiado, por ter recebido um telefonema do meu neto Hugo em desespero, dizendo que o companheiro de cela está dizendo que hoje mata o meu neto… (…)… Por favor, sabendo que o meu neto é bipolar e esquizofrénico… (…)… não estou tranquilo com a situação.”  

A terrível doença do neto e a angústia deste avô não foram acauteladas pelo sistema prisional.

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