Segunda semifinal do Festival da Canção, sem Pontas Soltas

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A segunda semifinal do Festival da Canção 2022 esteve uns furos abaixo da primeira. O espetáculo foi igualmente bem realizado, o palco foi o mesmo, tecnicamente nada mudou. Mas as canções foram, globalmente, mais fraquinhas. É uma opinião, vale o que vale.

Genericamente, estes 10 concorrentes eram mais frágeis em termos vocais e não houve uma canção a rasgar, a surpreender. Na primeira semifinal tivemos atuações fora da caixa, não importa se ficaram ou não apuradas. Desta vez, com a exceção da última canção, foi tudo demasiado certinho. Tudo? Não. A canção nº8 teve duas originalidades. Primeiro, a presença vocal quase fez apagar a orquestração. Digamos que Jonas podia ter cantado à capela. Segundo, foi um número bastante coreografado, o cantor dançou, todos dançaram em palco. Marcou a diferença. A voz de Jonas é bastante interessante e a letra da canção interessante.

Isto é. Estando a escrever este artigo enquanto decorre o espetáculo, não sabia quem iria ficar apurado. Apostaria na canção 8 ou na 9. Gostaria que a número 10 também ficasse apurada, mas duvidava que isso viesse a acontecer. De certo modo, há um paralelismo entre a performance musical e corporal de Pongo e Tristany e o que aconteceu há dois dias com a atuação dos Fado Bicha, na primeira semifinal. Hoje, foi a vez deste duo nos oferecer uma mensagem assertiva que diz assim:

Xe, manos! Foi muito bom! E ao contrário do que aconteceu na primeira semifinal, o “povo pequenino” ou, quem sabe?, o grande juri, deixaram passar a mensagem.

Mas a canção “Pontas Soltas” de Jonas, a melhor canção na nossa opinião, ficou de fora.

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