Os manifestantes não eram apenas jovens, havia muitos trintões, quarentões e outros ainda mais velhos. Uns protestavam porque não conseguiam sair de casa dos pais, outros protestavam porque continuavam a a não ver futuro para os filhos.
Os protestos foram organizados pela plataforma “Não dá mais para viver assim”, que pode reclamar uma vitória pela dimensão que as manifestações atingiram, Falta, agora, ver se o Governo ouviu o clamor das multidões.

O país está cada vez pior e agora é preciso sair de casa e ir para a rua gritar como fizeram os espanhóis, terão pensado os manifestantes, depois de verem nas redes sociais o sucesso político alcançado pelos manifestantes que, em Espanha, com reivindicações semelhantes, já conseguiram alterações legislativas na lei dos arrendamentos.


Em Espanha, os protestos foram despoletados pelo despejo de uma senhora com 87 anos, da casa onde vivia há mais de 60. O formato do protesto espanhol derivou das marchas para uma “acampada” bem no centro de Madrid, onde duas semanas depois ainda se concentram milhares de manifestantes que passaram a viver em tendas montadas em plena via pública.
O que começou como uma demonstração de apoio a Maricarmen – a senhora de 87 anos despejada de casa – continua agora como protesto contra a lei que permite que esse tipo de situações se repita. Maricarmen morreu poucos dias depois do despejo.










É bom não fazer confusões. Tanto em Portugal como em Espanha, são as organizações de esquerda que lutam pelos direitos dos inquilinos e contra o custo de vida. São da esquerda os partidos que apoiam os protestos, não são o VOX, o Chega, o Partido Popular ou o PSD.



