TRUMP NÃO QUER LULA NA PRESIDÊNCIA DO BRASIL

Os EUA estão a fazer tudo para que Lula da Silva não vença as próximas eleições presidenciais no Brasil. Trump aposta tudo na candidatura de Flávio Bolsonaro, filho do anterior Presidente que está hoje a cumprir uma longa pena de prisão

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imagem alterada com grafismo

Para já, as armas de Trump são as habituais sanções económicas e as tarifas alfandegárias, mas a recente classificação de dois grupos do crime organizado brasileiros (CV e PCC) como “terroristas” abre a possibilidade dos americanos ensaiarem ataques militares em território brasileiro.

O argumento de que estão a combater o tráfico de droga já foi usado antes. Serviu para a operação militar que culminou com o rapto do Presidente Nicolas Maduro, na Venezuela. Hoje, os EUA saqueiam impunemente o petróleo venezuelano e Maduro continua preso à espera de um julgamento que, se não for manipulado, não irá provar nada contra o Presidente da Venezuela.

No Brasil, a campanha de Flávio está apoiada no financiamento e apoio político que recebe dos EUA, pelo qual o candidato promete que, quando for Presidente, vai entregar aos EUA as terras raras brasileiras.

O Governo dos Estados Unidos já tentou introduzir-se no sistema eleitoral brasileiro, com a alegação de que as urnas eletrónicas não são fiáveis. Quando o Governo brasileiro, por uma questão de soberania nacional, não permitiu qualquer tipo de inspeção dos norte-americanos às urnas eletrónicas, Trump retaliou com a retirada do visto ao diplomata que ia tomar o lugar de embaixador do Brasil em Washington.

A evidência que há muito dinheiro, pressão e influência política dos norte-americanos a perturbar o processo eleitoral brasileiro está no comportamento da imprensa que tem tratado estas questões como um problema diplomático entre os dois países, negligenciando o apoio de Trump ao candidato Flávio Bolsonaro.

Antes da campanha eleitoral, Flávio foi a Washington. Foram feitas fotografias dele com Trump, que têm sido usadas abundantemente na campanha, de modo a impressionar e a fixar o voto do eleitor de direita.

Nesta foto, Trump recebe Flávio Bolsonaro. Na foto seguinte, Marc Rubio recebe Flávio Bolsonaro

Depois de Trump, Flávio reuniu com Marco Rubio, o secretário de Estado do Governo dos EUA, o equivalente a ministro dos Negócios Estrangeiros. Depois do encontro com Rubio, Flávio disse: “dissemos que os Estados Unidos deveriam classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Dissemos que, se Deus quiser, a partir de 2027, o Brasil vai ser um aliado no combate ao crime organizado, diferente do atual governo, que parece proteger esses marginais”. Duas semanas depois, o CV e o PCC foram qualificados como “grupos terroristas” pelo Governo dos EUA, o que permitiu que o adversário de Lula reivindicasse a decisão como resultado da sua proximidade com Trump.

O histórico deste tipo de políticas dos norte-americanos mostra-nos os riscos que o Brasil corre. Basta ver os mais de 60 bombardeamentos que as Forças Armadas dos EUA já realizaram nas águas do Caribe e do Pacífico e a invasão da Venezuela sob a pretensão de que Nicolás Maduro era chefe de um cartel de drogas que nunca existiu.

Estas eleições no Brasil correm o risco de serem um simulacro democrático, tal o nível de intoxicação e de manipulação da realidade que grassa pelas redes sociais.

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