De forma unilateral e proteccionista altamente exagerada, Donald Trump, sem politicas progressivas nesse sentido, bloqueia abruptamente as exportações dos países europeus para o seu país (e não só) que já tinham “contabilizados”, despesas e lucros com os respectivos importadores na venda dos seus produtos.
Pensou, como iria conseguir a sua politica de asfixiar a Europa? Como conseguir que ela “se afunde” de forma que ninguém o responsabilize directamente? Tirou da “cartola”, muito bem pensado, uma crise energética. O estreito de Ormuz tornou-se o local ideal para orquestrar a sua música, claro que juntou a si o “homem dos ecos”. Orquestra sem “ecos” nem é orquestra. Nesta sua gestão “orquestral”, quanto a nós, quando a guerrilha começa a “prometer” o barril do petróleo mais baixo, ele ataca os interesses do Irão para que o preço do barril suba. A Europa vai agonizando lentamente sem que se tome uma atitude nesta “União”. Bom, aqui entre nós, não é que ele tem razão quando afirma que os lideres europeus são fracos?
Estes autocratas vão tomando o mundo, como já outros existiram, alicerçando a atitude totalitarista na iliteracia politica dos povos. É que para eles, o povo só sabe sofrer e até não aprende nada com estas situações para conseguir atalhar os problemas que se lhe adivinham.
Estes governantes, são a origem do seu poder, não reconhecem nenhum controlo do estado. Quando são governo, paulatinamente vão esvaziando os poderes do estado, da justiça, no escrutínio aos governantes e à sua governação. Também eliminam os adversários políticos com campanhas difamatórias. Sabem construir uma “fachada democrática”, mas que é uma verdadeira farsa. Suavemente vão cimentando o seu lugar, fazem desaparecer leis que protegiam o povo para criar leis que parecendo ser para o povo, possuem nuances que limitam liberdades e garantias e estão de acordo com os seus interesses e dos que a estes autocratas se unem.
A imprensa livre passa a não existir, tudo é metodicamente desmantelado, só ficam os média que estão a favor para promoverem este tipo de personagens. Todo o sistema de controlo que estes governantes possam proporcionar, é meramente simbólico, porque a existir, não lhe é conferida nenhuma autoridade, logo, o contrapoder não existe para escrutínio, é sempre uma fachada, só serve para legitimar todas as decisões do autocrata.
Já tivemos um governo assim, com uma policia altamente repressiva do pensamento do povo. Tantas e tantas vítimas causou. Sabemos dessas histórias e do quanto custou virar essa página negra. Nos sistemas autocráticos, até a Internet é controlada para que a propaganda contrária ao modo de governação não se faça sentir, para que os partidos políticos que queiram “aparecer” não tenham espaço mediático.
Olhando o nosso caso, o que está a tentar sair para uma repetição histórica que terminou há 52 anos, vislumbram-se nuances preocupantes, só não vê quem está distraído e tem até 62 anos nessa mesma distracção… Alguém me referiu: “É impossível um regresso ao passado, eles nem têm ninguém que tenha qualidade para governar”. O problema não é só o visível, sim o que está oculto e é a força que impele a “marionete” para o palco. Essa força é quem irá mandar sobre tudo e todos, num repente até afastam algumas marionetes que colaboraram afincadamente no “guião”, porque já não têm interesse nenhum para o seu novo sistema. Fazem vítimas nas próprias “ninhadas”.
Tudo isto é um ponto de análise, mas há uma verdade que não tem contestação possível, e que temos que ter em conta, sempre: Uma coisa é ser oposição democrática, construtiva, ao governo, outra é ser oposição ao regime democrático. E “eles” são-no! Temos que permanecer atentos!



