DENÚNCIA ANÓNIMA

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Quando os reclusos tornam públicas as queixas sobre as condições de vida no Estabelecimento Prisional de Guimarães, tornam-se alvo de retaliações. Terá sido o que sucedeu da última vez e, por isso, desta vez a denúncia é feita anonimamente. Ainda assim, sabendo como é difícil guardar segredos dentro de uma prisão, temos aqui alguém que dá o peito às balas, pela causa comum. Uma predisposição cada vez mais rara na comunidade que vive sob outras amarras que não as grades de uma prisão. É possível que a direção do EP de Guimarães venha a saber quem é o autor dessa carta. O que esperamos é que não haja consequências para o recluso e que os problemas denunciados sejam resolvidos.

A denúncia é feita em forma de carta manuscrita. Chegou à Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), com o pedido expresso de a difundir pelos órgãos de comunicação social e a redirecionar para o Ministério da Justiça, Provedoria de Justiça, Presidência da República e Direção-Geral dos Serviços Prisionais. Por certo a APAR já terá satisfeito esse pedido.

Em resumo, as queixas que constam na carta são as habituais: comida de má qualidade, servida fria, em quantidade insuficiente; banhos frios, mesmo no inverno; má assistência médica e o psicólogo aparece uma ou duas vezes por ano; impedimento de assistir a velórios ou funerais de familiares próximos; celas frias e húmidas, com janelas partidas. A lista é bastante mais extensa.

Segundo este recluso, quando há denúncias, a inspeção da DGRSP avisa quando vai visitar o EP e o “cenário” é preparado para que pareça que tudo vai bem.

“Não se pode continuar a aceitar isto”, escreve o recluso. E, a ser assim, tem toda a razão.

A carta é esta:

1 COMENTÁRIO

  1. Na mina opinião devem dar a conhecer, esta carta ao Jurista Gracia Pereira , visto ele ter tido ligações ou continua a ter, com a instituição:- Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR),

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