Company é a companhia matrimonial a dois; é o grupo de amigos e cúmplices de muitas peripécias vividas. Aceitamos essa companhia? Dá-nos jeito? Chateia-nos? E isso de marido e mulher, como é?
Robert, o protagonista (primorosa interpretação de Henrique Feist, permanentemente em cena), vê-se a braços com o facto de ser solteiro e estar a comemorar 50 anos. Que foi a sua vida até ali? Os casais da sua lidação ali estão para o ajudar. «Casa, homem!». «Isso de estar sozinho não tem jeito nenhum!». Há mesmo quem, em cena, tente mostrar-lhe como é bom. Sobrevêm, contudo; tantas falas, tantas evocações!… Tudo é pretexto para adiar, adiar… A dama divorciada e que atura agora o segundo marido vai dando as suas sentenças. Os casais mais novos divertem-se e procuram divertir este Robert indeciso, indeciso até mais não!
Do ponto de vista técnico, um espectáculo impecável. Mui adequado desenho de luzes, sonoplastia impecável, interpretações impolutas, movimentação de actores a condizer, num cenário onde em Nova Iorque acabamos por nos sentir, que os arranha-céus lá estão, imponentes.

Vale a pena, pois, dar uma saltada ao auditório do Casino Estoril: quintas, sextas e sábados às 21h00; domingos, às 16h30.
Em https://casino-estoril.pt/pt/agenda/company-uma-comedia-musical poderá inteirar-se melhor do ambiente temporal (anos 70) e local (Nova Iorque) em que a festa se desenrola. Daí, com a devida vénia, recorto esta frase:
«O medo do fracasso, da desilusão, a necessidade de ser querido, de pertencer a alguém… Tudo isso vai passando pela cabeça de Bobby que só quer viver. Porque é bom viver. E isso só se consegue quando temos alguém ao nosso lado para amar, e isso faz-nos sentir vivos».
Aliás, é o insistente grito QUERO VIVER! que seguramente mais nos fica na ideia.





