AS GUERRAS VÃO ENTRAR EM ÓRBITA

SATÉLITES VÃO COMEÇAR A SER DERRUBADOS

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A capacidade de antecipar acontecimentos é a chave para a sobrevivência. Na vertigem dos avanços tecnológicos, o modo de fazer a guerra está a mudar. De repente, temos drones e robots que bombardeiam e matam seres humanos. Temos satélites a escutar o que dizemos ao telemóvel e câmaras que nos espreitam através de paredes. A guerra já se faz mais com joysticks do que com espingardas. E está quase a chegar ao espaço

A militarização do espaço já não é uma história de ficção científica. Com a proliferação de satélites de uso militar e civil, como a rede Starlink da SpaceX, e com o desenvolvimento de armas anti-satélite por países como a China, a disputa por superioridade orbital entrou na agenda geoestratégica das potências. A guerra no espaço vai começar.

Até agora, mesmo sabendo que estão a ser espiados pelos satélites militares do inimigo, ainda nenhum Estado deu o primeiro tiro para eliminar esse perigo. Mas sabemos que todas as potências militares e tecnológicas estão a desenvolver armas capazes de o fazer.

A MILITARIZAÇÃO DO ESPAÇO

Nas guerras da atualidade, Ucrânia e Palestina, já foi dado como provado que a rede de satélites Starlink serve as logísticas militares de Kiev e Telavive. Além da simples comunicação de voz e imagem, a rede Starlink também tem servido para fornecer dados de geolocalização (GPS) de alvos a serem atingidos.

A acreditar nas informações que têm sido disseminadas um pouco por todo o lado, já haverá um bom número de satélites armados, verdadeiras máquinas de guerra posicionadas na órbita terrestre, prontas a disparar.

E também já há armas capazes de atingir satélites, mesmo a partir de do chão ou de submarinos submersos. Nos “ensaios” de fogo real, a China, por exemplo, destruiu em 2007 um dos seus próprios satélites meteorológicos com um míssil anti-satélite (ASAT). Em 2021, a Rússia fez algo semelhante com o satélite Cosmos 1408. Os EUA realizaram testes semelhantes em 1985 e 2008. A guerra espacial já tem knowhow operacional.

STARLINK É ALVO ESTRATÉGICO

A constelação Starlink, com mais de 7.600 satélites em órbita baixa (representando cerca de 65% dos satélites ativos no mundo), constitui parte vital das comunicações militares dos EUA e da NATO.

Na Rússia há quem defenda a necessidade de abater os satélites de Elon Musk, já que o sistema de comando de combate remoto da NATO apaga a linha entre uma guerra por procuração e uma guerra directa. Os comandantes militares dos EUA e da NATO utilizam a rede Starlink como um sistema de vigilância online do curso da batalha e para dirigir as tropas no teatro de operações ucraniano. Ou seja, através da transmissão directa possibilitada pela rede Starlink, os generais americanos combatem directamente contra a Rússia.

Assim, não surpreende que documentos e artigos militares chineses descrevam a Starlink como uma potencial ameaça à segurança nacional. Há relatos de que a China está a desenvolver lasers, satélites de choque e ataques cibernéticos como contra-medidas. Ou seja, a China pretende ter uma panóplia de armas capazes de derrubar satélites inimigos. Quem viver verá, se entretanto nenhum satélite nos cair em cima.

A vulnerabilidade da rede de satélites Starlink é estar colocada em óbita baixa, sendo mesmo visível a olho nu, principalmente de noite.

Além dos EUA, China e Rússia, ninguém duvide que mesmo potências regionais desenvolvem programas próprios de armamento espacial ou para uma guerra que envolva esse tipo de armas. A Índia, o Paquistão, Israel, Inglaterra, França, Alemanha ou, talvez, até mesmo o Brasil, possuem capacidade tecnológica para desenvolverem esse tipo de armamento.

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