É bastante improvável que Israel não ataque o Irão, na resposta ao lançamento de 200 mísseis há dias contra alvos israelitas. É improvável porque não há memória de que Israel tenha menosprezado uma vingança. E como os EUA continuam a apoiar as ações militares israelitas, a oportunidade não será desperdiçada.
O ataque iraniano foi uma resposta moderada aos anteriores ataques israelitas que vitimaram os líderes do Hezbollah e do Hamas e um general iraniano. Acontece que no ocidente europeu e na América do Norte, as razões iranianas não são atendidas. Serão na Ásia e no leste europeu e em alguns países da América Latina. Vivemos um novo confronto entre blocos económicos e militares, estamos à beira de uma guerra global como nunca estivemos desde o fim da II Guerra Mundial.
Para já, vemos como Israel levou o Médio Oriente para uma nova guerra. Depois de 41 mil mortos na Palestina (a contagem continua), a invasão do Líbano vitimou nos primeiros dias mais de 1.200 libaneses.
No Líbano, as ações militares israelitas não se limitam às áreas onde o Hazbollah tem grupos militarizados. Beirute, a capital do Líbano, está sob bombardeamento. Com o apoio logístico e militar dos EUA, Israel bombardeia a Síria, o Iraque e o Iémen.
Biden disse estar preocupado com a situação. O problema chama-se Irão. O país é grande, tem grandes reservas de petróleo e gás, 90 milhões de habitantes e domina rotas marítimas fundamentais para a economia mundial. Biden terá dito a Israel para não atacar instalações nucleares iranianas, mas sabemos que Israel só procura um pretexto para o fazer, de modo a evitar que o Irão consiga fabricar bombas atómicas. Um Irão com armas nucleares nunca esteve tão perto. Eliminar seu programa é provavelmente impossível, e tentar destruí-lo e falhar é o pior que pode acontecer.
Entretanto, o preço do petróleo sobe.



